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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cosme e Damião a festa das crianças


Muitas religiões que creêm em seres espirituais, deuses e entidades tratam de Deuses Gêmeos estes irmãos, nós Umbandistas temos fé nos Orixás Ibeji, alfuns chamam de Yori ou simplesmente no sincretismo de São Cosme e Damião, pois bem abaixo segue alguns textos curiosos sobre a fé nestes santos e em Deuses Gêmeos em outras religiões:

Na fé católica São Cosme e Damião são muito lembrados, ultimamente pela popularidade destes santos em cultos Afro, as igrejas tem restringido sua crença, Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram Acta e Passio.
Estudaram medicina na Síria e depois foram praticá-la em Egéia. Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".
Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.
Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.

Na Umbanda tratamos dos Orixás Ibejis com o sincretismo com São Cosme Damião e Doun, apesar do Candomblé também usar a mesma nomenclatura, na Umbanda há diferenças dos atributos, Ibeji na Umbanda são Orixás que governam os querubins, a linha do oriente e da Cura, este Orixá faz parte da triáde mais sagrada da Umbanda, junto com Oxalá e Yemanjá, são governantes dos signos de Gemêos e Virgem. Comandam o elemento etérico, aquilo que é puro representam a inocência, seu número cabalistíco é o três. A origem de Doum: personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.
Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.
Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança, foi um pulo

No Candomblé Ibeji tem alguns relatos dizem que são filhos de Ogum, outros que são filhos de Xangô, Dá-se o nome de Taiwo ao Primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.
Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em sua honra.Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.
A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade.
Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas.
Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

Outra curiosidade é a história dos Deuses Castor e Polux: Na mitologia grega os Dióscuros (em grego, Διόσκουροι, Dioskouroi), Castor e Polideuco (Κάστωρ και Πολυδεύκης), na mitologia romana os Gemini ("gêmeos", em latim) ou Castores, Castor e Pólux eram os filhos gêmeos de Leda e os irmãos de Helena e Clitemnestra. Kastor é o grego para "castor", e poludeukeis significa "muito doce".
Por ser filho de um deus, Pólux foi agraciado com o dom da imortalidade. Por serem inseparáveis, quando Castor morreu, Pólux recusou a imortalidade enquanto permanecesse separado de seu irmão. Como Zeus, seu pai, não podia convencer Hades, o deus dos mortos a trazer Castor de volta à vida, ficou decidido que os dois irmãos passariam metade do ano nos infernos, e outra metade no Olimpo. Existe outra versão na qual Zeus transforma Castor e Pólux na constelação de Gêmeos.

Há também alguns terreiros que denominam São Cosme e Damião, ou Ibeji como Yori, este nome é associado ao anjo que é tutor do mesmo signo que São Cosme e Damião governa que é o Arcanjo Yoriel.

Emidio de Ogum

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