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sábado, 28 de novembro de 2009

A "Lei de Salva" comentada e questionada



Lei de Salva

A "Lei de Salva" comentada e questionada, tem um porquê. Certa ou errada, existe. Entretanto, cada um terá o discernimento em pagar ou receber.


O choque sempre estará entre ela e a máxima "daí de graça o que de graça recebeste". Meu ponto de vista, que necessariamente não é concordado com muitos, é até simplista. Se a caridade for remunerada, não é caridade, pois o "se dar" não pressupõe uma recíproca remuneração. Quando acorremos às Giras de Caridade, de atendimento espiritual coletivo, onde os médiuns cumprem o seu dignificante papel de instrumento à Vontade Divina, permitindo que Espíritos partilhem de seu corpo físico para se comunicarem com o nosso plano certamente não há o porquê de se pedir algo em troca, pois quem está realizando efetivamente o trabalho é a Entidade Espiritual e o médium, cumprindo o seu trabalho, sua missão. Particularmente, sou radicalmente contra a cobrança de qualquer tipo de contribuição relativo ao atendimento espiritual onde o exercício é realizado por outro ser, que poderá ser Criança, Caboclo e Pai Velho, além de suas Serventias, os Exús.

Por sua vez, para determinadas atividades, a Salva deve ser, no mínimo pensada. Vou contar uma historinha (com "h", pois foi real), da qual fui um dos protagonistas.

"Há muitos anos, quando penetrava nos Véus da Umbanda, fui procurado por um grupo de Umbandistas na cidade em que residia para dar uma palestra para o grupo. Como batalhador pela elucidação, realizei a palestra. Passadas duas semanas, fui procurado por parte dos integrantes daquele grupo, que concluíram que não estavam praticando Umbanda e sim, algo confuso com diversos caminhos. Após as ponderações, concluíram que o mais adequado era encerrar as atividades. E, precisavam de uma ajuda para tal feito. Disse-lhes na oportunidade, que nunca tinha tido aquela experiência e precisaria consultar o meu Mestre na oportunidade para receber uma orientação adequada, que infelizmente foi por telefone. Este, foi categórico: manda tirar tudo, enterra no mato e defuma bastante o pessoal, que estarei orando por você aqui! Na seqüência, perguntei se deveria pedir alguma coisa ou fazer algo extra, pois apesar não saber com profundidade, meus Mentores ficaram deveras preocupados. "Não, faça apenas o que disse". Chamei o grupo de volta à minha residência para concluir e agendar o feito. Dia tal, peguem "as coisas" e vamos para a floresta. Vou pedir autorização ao órgão ambiental etc. Quando acabei de falar, um dos integrantes do grupo perguntou-me quanto custaria, qual seria a Salva, pois o grupo estava consciente da responsabilidade que fora depositada nas minhas costas. Com aquele ar de que estava ciente da dimensão, parei por alguns instantes, com aquele ar pensativo e disse de boca cheia: "uma vela de sete dias, sete charutos, sete caixas de fósforos e um marafo". Quando acabei de falar, ficaram me olhando com aquela expressão de que estavam aguardando o grande valor. Um deles perguntou: o que mais? Fui lacônico, nada! Neste instante, comentaram que a cada trabalho com os médiuns da casa, o mais barato tinha sido uma máquina de lavar roupas. Bem, eu só queria aquilo. No mínimo, deviam estar pensando que eu era o cara, isso, aquele com o maior poder do mundo. Na data aprazada, chegaram os dez carros abarrotados com "as coisas" e fomos à floresta. Lá chegando, orientei que cavassem um buraco, quebrassem e enterrassem tudo. Intuído, preparei uma oferenda na mata, com muitas flores e frutos, no sentido de agradecer a permissão por lá deixar as "coisas". E não eram poucas... Inclusive, a contragosto, alguns médiuns ficaram inconformados em enterrar o ouro e prata que faziam parte das "coisas". Bom, terminado o trabalho, com sinais positivos da natureza (só quem estava pode registrar o que aconteceu), fomos embora. Chegando em casa com a Salva que pedi, assentei e... bom, os oito anos seguintes foram o terror e até hoje me recupero... Mais tarde, quando fui ao encontro daquele que era o meu mestre na ocasião, fui chorar as mágoas, pois eu estava "mais por baixo que sovaco de cobra". A coisa estava pegando. Aí, ele me perguntou: "e aí, quanto você pediu para fazer o serviço?" Ora, respondi eu, uma vela de sete dias, sete charutos, sete caixas de fósforos e um marafo. Ele bradou... "Só isso, você tinha que pedir X, pois o entrechoque vai ser muito violento". Pensei: É, né...

Em função desta triste experiência, comecei a analisar a Lei de Salva e conclui, que pode e deve ser aplicada em alguns casos. Como a Salva vai além de um mimo, na Umbanda esta questão veio mais presente na Raiz Africana, quando Salva não é para remunerar o Espírito, óbvio, a Salva existia e existe para remunerar um serviço, pois o realizador será "cobrado" de várias formas por parte dos descontentes, deste e de outros planos. Além do mais, para quem não sabe, na origem, o Babalawô era funcionário público.

Numa atividade de caridade espiritual, com ou sem consulta com às Entidades Espirituais, não acho correto a cobrança e o pagamento de Salva, pois não existe o porquê. Agora, quando se exige do indivíduo o esforço físico ou intelectual, e estes esforços poderão causar alguma dificuldade ao executante, a Salva é devida. Neste site, existem dois exemplos claros: o Perfil no Esoterismo de Umbanda, onde alguns reclamam de que deveria ser gratuito, mas como vou justificar oito horas de trabalho? E, o próprio oráculo, onde peço apenas para que sejam clicados os anunciantes, espeicalmente do google, para ajudar a manter este projeto.

Axé a todos
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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