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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Naná Buruku a mais antiga das divindades















A mais antiga das divindades e primeira esposa de Oxalá
 têm sua figura associada à maternidade. É que Nana teve três
 filhos: Iroko, Oxumaré e Obaluaiê. Surgiu junto com a criação 
do mundo, sendo também considerada deusa da água, ale,
 de estar associada a pessoas idosas. Seu elemento principal 
é a lama, principalmente dos rios e dos mares. No Brasil, 
é associada a Sant’Anna. Nos cultos da umbanda é chamada 
carinhosamente de vovó. Tem temperamento rígido e não 
tolera desobediência. Assim, é capaz de castigar, com a
 intenção de educar, os que são contra seus princípios. 
Seus filhos são sérios, introvertidos e calmos também 
gostam de ajudar a todos, sempre agindo com bastante
 gentileza e dignidade.
CONHECENDO MAIS SOBRE NANA
Naná Buruku é conhecida no Brasil como a mãe de Obaluayé - 
Xapanan. É sincretizada com Santana. Os colares de contas 
de vidro usados por aqueles que lhe são consagrados são das
 cores branca, vermelha e azul. Segundo uns, o seu dia é a 
segunda-feira, juntamente com seu filho Obaluayé; segundo 
outros, é o sábado, ao lado das divindades das águas. 
Seus adeptos dançam com a dignidade que convém a 
uma senhora idosa e respeitável. Seus movimentos 
lembram um andar lento e penoso, apoiado num bastão
 imaginário que os dançarinos, curvados para a frente, 
parecem puxar para si. Em certos momentos, viram-se 
para o centro da roda e colocam seus punhos fechados, 
um sobre o outro, num gesto que vimos em Tchetti, na 
África, e do qual falaremos a seguir. Quando Nanan Buruku
 se manifesta numa de suas iniciadas é saudada pelos gritos
 de Salúba! Fazem-lhe sacrifícios de cabras e galinhas de
 angola, sem utilizar facas, e oferecem-lhe pratos preparados
com camarões, sem azeite, mas bem temperados.
É considerada a mais antiga das divindades das águas - 

não das ondas turbulentas do mar, como Yemanjá, ou das
 águas calmas dos rios, domínio de Oxun - mas das águas
 paradas dos lagos lamacentas dos pântanos. Estas lembram
 as águas primordiais que Odudúa ou Oranmiyan ( segundo 
a tradição de Ifé ou de Oyó) encontrou no mundo quando criou
 a terra. Este muito simbolizaria a existência de uma primeira 
civilização, representada por Nana Buruku, civilização que existia 
antes da chegada de Odudúa e de Ogum que trouxeram com 
ele o conhecimento do ferro e de suas utilizações. Nana Buruku 
teria, aqui, o mesmo papel que Yeyemowo, a mulher de Oxalá - 
rei dos Igbos estabelecido perto de Ifé, antes da chegada de 
Odudúa - aproximando-se, assim, da lenda conhecida no Brasil,
 da existência de um casal Oxalá - Nanan Buruku. Nana Buruku 
é uma divindade muito antiga na África. A área de influência de
 seu culto é bastante vasta e aparece se estender à leste, para 
além do Niger, palos menos até o país Tapa-Nupé; a oeste, 
ultrapassando o Volta, tinge a região dos Guangs e da nação 
Gomba. Se o culto de Nanan Brukung tem tendência a se confundir
 com o de Xapanan-Obaluayê -Omulu, na direção do leste, ele
 se apresenta bem diferenciado, no oeste, onde seu nome se 
pronuncia Nanan Burukung. O local da demarcação entre as 
duas espécies de Nana parece Zumé, Tchetti e Atakpamé, 
dão, de maneira unânime Siadi ou Schiari ( na região de Adelé, 
no Gana atual, próximo à fronteira de Togo) como meta de 
peregrinação ao lugar de origem de Nana Buruku ou Brukung, 
Em Savé, há também indicações de ligação entre Nanan Brukung
 e o país Bariba. Tive a ocasião de assistir em Tchetti, no Daomé, 
próximo de Atakpamé, no Togo, ( ponto de partida para a 
peregrinação ao Adelé ), a uma série de danças dedicadas 
a Nana Brukung. As dançarinas, de de idade avançada, 
evoluíam aos sons de tambores, Apinti, e de sinos de percussão. 
Todas elas traziam na mão um cajado salpicado de vermelho, 
como os usado pelos peregrinos. A dança consistia num lento 
desfile das iniciadas de Brukung e parecia rememorar a 
peregrinação por elas realizadas. Iam apoiadas em seus bastões, 
andando um pouco de lado, com passo lentos e circunspetos. 
Sua atitude imitava a fadiga de uma longa viagem. Paravam de
 vez em quando, inclinavam-se para frente e estreitavam o seu
 bastão, entre suas mão fechadas, uma sobre a outra, num gesto 
que lembrava o dos iniciados de Nana Buruku, no Brasil. As 
saudações feitas a essa divindade resumem bem as suas
 diversas características: "Proprietária de um cajado. Salpicada 
de vermelho, sua roupa parece coberta de sangue. Orixá que 
obriga os Fon a falar Nagô. Minha mãe foi inicialmente ao país
 Baribe. Água para que mata de repente. Ela mata uma cabra 
sem utilizar a faca" Nana Buruku é o arquétipo das pessoas 
que agem com calma, benevolência e gentileza. Das pessoas
 lentas no cumprimento de seus trabalhos, e que julgam ter a 
eternidade à sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam 
de crianças e educam-nas, talvez, com excesso de mansidão 
pois têm tendências a se comportar com a indulgência de avós. 
Agem com tal segurança, e tão majestosamente, que desviam
 os enganadores, inspirando-lhes um saudável terror, o que os
 impede de envolvê-las em seus projetos maldosos. Suas reações 
bem equilibradas e a pertinência de suas decisões as mantêm 
sempre no caminho da sabedoria e da justiça







Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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