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sábado, 27 de março de 2010

Parabens Francisco Cândido Xavier Chico Xavier para todos 100 anos


CHICO XAVIER: O Cisco de Deus completaria 100 anos no dia 02 de abril de 2010


Filho de João Cândido Xavier e Maria João de Deus, Francisco Cândido Xavier, ou melhor, Francisco de Paula Cândido que era seu verdadeiro nome de batismo nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, no dia 02 de Abril de 1910 e ficou notabilizado como Chico Xavier, o maior médium do Século XX e o maior psicógrafo de todos os tempos.
Aos 05 anos de idade ele ficou órfão de mãe. Seu pai, sem condições de manter os 09 filhos, distribuiu as crianças entre vários familiares e amigos. O pequeno Chico ficou sob os cuidados de sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente. Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar. O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar. Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.

Quatro anos depois, terminou seu martírio. Seu pai casou-se novamente com D. Cidália, que passou a ser sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu-o carinhosamente, e a todos os irmãos que estavam espalhados. A situação econômica da família era difícil. O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar. Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes. Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a freqüentar as aulas.

Aos nove anos seu pai, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada.

Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café. Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo. Levantava-se às seis da manhã para começar, as sete, as tarefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite. Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite. As perturbações noturnas continuaram.

Depois de dormir, caía em transe profundo. Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente. Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizou a primeira sessão espírita que teve lugar na casa. Na mesa, dois livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo e o O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.


Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário. Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem freqüentado. As reuniões se realizavam as segundas e sextas-feiras. A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier. Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.

Mas falar de Chico Xavier é falar de Emmanuel, que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, acompanhado-o desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium: Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.


Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: DISCIPLINA, DISCIPLINA, DISCIPLINA.

A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO, a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida à pacata Pedro Leopoldo, depois deste livro sucederam-se muitos outros, somando no total uma extraordinária produção literária de mais 400 obras mediúnicas.

Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo . Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais - não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço - deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba - MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria).

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. Deu ele, então, início à famosa peregrinação. Aos sábados, saindo da Comunhão Espírita-Cristã, o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual. A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.



Em 30/06/2002, em plena comemoração pelo pentacampeonato mundial de futebol, Chico desencarna, discreto, tranqüilo, em paz, após uma vida de amor e dedicação ao próximo. Ele foi encontrado no quarto pelo filho adotivo, Eurípedes Humberto. Segundo a família, ele sofreu uma parada cardíaca, após reclamar de dores no peito e nas costas durante a manhã.

Refletindo com Chico Xavier:
"Aprendi desde cedo a venerar Nosso Senhor Jesus Cristo, na fé que minha mãe me transmitiu desde os dois anos de idade. Um dia, tendo perguntado à ela como orientar minhas preces, minha mãe ensinou-me a considerar Jesus como Nosso Senhor e Mestre. Nas rodopias do tempo, eu fui compreendendo que Jesus é realmente o Guia Espiritual da Humanidade, perante Deus, a quem nós chamamos, segundo o ensinamento DEle mesmo, de Pai Nosso que estás no Céu."

"No mundo espiritual muita gente vai se supreender... Lá não seremos identificados pela importância, ou melhor, pela nossa suposta importância no mundo... Os espíritos nem ligam para a gente, estão preocupados, cuidando da sua própria evolução. Se pudermos acompanhá-los... Caso contrário, vamos nos sentir profundamente decepcionados. Gente há que desencarna imaginando que as portas do mundo espiritual irão se lhes escancarar. Ledo engano ! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuímos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo. Esse negócio de ter sido fulano de tal interessa à consciência de quem foi e, na maioria das vezes, se complicou. Os espíritos são indiferentes a essas coisas, quase frios aos rótulos que supervalorizávamos e ao convencionalismo - coisas que nos fazem supor o que não somos."

"Os empecilhos para que eu não levasse adiante a tarefa mediúnica do livro foram e continuam sendo inúmeros. Se eu me dispusesse a detalhar as perseguições que me foram movidas ao longo deste tempo todo, muita gente iria dizer que Chico Xavier ficou louco. As vezes, para ter um pouco de paz, eu tinha inclusive que procurar o banheiro para escrever. Vejo tanto médium reclamando disto ou daquilo, escrevendo confortavelmente em seus gabinetes... Não estou reclamando e nem fazendo crítica. O médium que se dispõe a produzir com os Amigos Espirituais tem que estar consciente da luta; vivemos num planeta em que os raios de Sol, para chegarem até nós, tem que ser filtrados. Nunca me faltou a proteção de Emmanuel, mas os espíritos infelizes sempre estiveram à espreita. A vida inteira me senti, em minha imensa desvalia, um soldado raso recebendo as ordens do general a quem compelia obedecer na trincheira de combate."

"a mediunidade nunca me isentou de meus problemas pessoais, mediunidade não é condição de santidade. Sempre tive os meus problemas, estou cheio deles, como qualquer pessoa. Não tenho privilégios. Eu me sentiria envergonhado se a mediunidade me concedesse uma situação especial. Como é que eu deveria estar diante daqueles que sempre me procuraram ?! Como dizer à eles algumas palavras, desconhecendo, em mim mesmo, o drama que estão vivenciando ?! Nunca vi privilégios na mediunidade, pelo menos comigo, não ! E não seria capaz de entender um médium que justamente por ser médium fosse poupado de suas provas. Quando eu mais apanhava é que eu mais produzia. A coisa apertava para o meu lado, Emmanuel aparecia e me mandava pegar lápis e papel..."

"Um prédio de dez andares inclinara-se visivelmente. Em redor aglomeravam-se pessoas curiosas, comentando o erro do engenheiro. Eu, passando por ali, ouvi diversas críticas. Emmanuel ao meu lado me disse: veja e medite Chico. Por um erro consequentemente da falta de oração e vigilância, inclinamos, tombamos, inutilizando muitos séculos do nosso edifício espiritual."

"Nada fiz para merecer as orações dos amigos queridos, mas a Doutrina que amamos é tão bela e tão providencial em nosso mundo, que peço à vocês me auxiliarem com as preces de sempre, a fim de que eu possa servir aos nossos princípios, sem qualquer desvio de minhas obrigações, com o que viria prejudicar, não a Doutrina, que é intocável em sua grandeza, mas os irmãos que se aproxima deles."

"Eu não posso transferir a minha certeza àqueles que me ouvem."

Parabens pra voce querido Chico e muito obrigado!

Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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