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quinta-feira, 22 de abril de 2010

A Chuva e a Preta Velha Poema


Chove muito e estou com frio, molhei toda roupa e a chuva não para
Sopra o vento empurrando minhas vestes para frente, encharcadas de agua da chuva
Paro em baixo de um pequeno toldo azul e me abrigo do temporal.
Encosto minhas costas na porta pequena e repentinamente ela abre se e desloco me para dentro daquele estranho local, viro me assustado e qual não foi meu espanta era um terreiro de Umbanda.
Pensei comigo que mal faria abrigar me aqui ate minhas roupas secarem e a chuva passar, seria apenas alguns minutos e mesmo assim poderia matar minha curiosidade.
Tão Logo eu comecei a caminhar em direção a uma cadeira ao fundo, veio uma senhora muito negra e idosa vestida de branco e pegou em minhas mãos, disse em um tom suave e acolhedor, filho venha comigo, estais molhado e podes ficar doente, tenho aqui algumas roupas brancas, coloque as e espera as outras secarem.
Pensei comigo que mal faria aceitar, pois aquela senhora estava certa, então coloquei aquela roupa branquinha, calça e camisa alvas como a neve, sapatos tambem brancos estranhamente tudo serviram como se fossem meus, mas o tempo passara enquanto eu trocava me as pessoas ja enchiam os lugares e não sobrara mais nenhuma cadeira para eu sentar me, mas tudo bem, ficaria ali de pe esperando a chuva passar, começou aquele rito e eu não via mais aquela bondosa senhora que me acolheu e me fez colocar essas roupas, mas tudo bem, ela deve estar em algum lugar qualquer, os tambores começam a tocar e as pessoas iniciam cantos em louvor aos tais Orixas, não sei porque mas comecei a sentir um arrepio muito extranho pois não estava mais com frio e minhas vestes estavam secas, pensei devo ter pego alguma gripe, de repente o silencio foi quebrado e uma senhora muito idosa acabara de incorporar algum espirito, fiquei meio sem graça, não tinha nunca pisado em um local parecido, e o que me deixou ainda mais intrigado foi o olhar dessa senhora em minha direção, mas não parou por ai, chamou um senhor calvo que estava ao seu lado e cochichou em seu ouvido, qual foi minha surpresa esse senhor caminhous em minha direção, pediu me para acompanha lo, pois a Mãe Maria queria falar me, sem pensar muito fui ao encontro desta senhora, quando estava chegando proximo a ela pensei naquela outra senhora que me acolhera e fora muito simpatica, vou perguntar por ela pensei, ao chegar proximo daquela entidade pediu me que senta se em um pequeno banquinho, segurou minhas mãos e disse me, filho vejo que a roupa que te dei serviu, respondi de imediato que sim, mas ainda queria agradecer aquela senhora que as levou para mim, ela sorriu e disse me que não existia outra pessoa que levara a roupa para mim, foi ela mesma que as levou, fiquei atordoado por alguns instantes, não entendi o que aquela senhora falara, pois aquela senhora que me entregou as roupas era negra e apontava mais idade do que ela, então ela voltou a falar, filho não temas, fui eu que te acolheu em nossa casa, senti sua chegada e abri a porta para entrares, vi que estavas molhado e dei lhe estas roupas para usares, quando secar as suas podes deixa las em cima da cadeira, neste instante meus olhos começavam a lacrimejar, caiu algumas lagrimas nas mãos daquela senhora, pois percebi ali que não mais tiraria esta roupas brancas  de meu corpo, disse a ela com soluços,
Mãe como posso retribuir sua tamanha caridade, ela respondeu em um tom sereno, Meu filho não e a mim que voce deve retribuir, vire se e olhe as pessoas ali sentadas esperando para serem auxiliadas, são elas que voce deve retribuir, somente se paga uma gratidão com outra, e vou te confidenciar uma coisa meu filho, eu estava aqui te esperando para voce me ajudar.

Autor Emidio de Ogum

Sarava a todos Irmãos
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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