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domingo, 11 de abril de 2010

Horóscopo Ocidental conheça voce aqui


Áries
20/03 a 19/04
Quero o que quero e já!

Quando você topar com um tipo inflamado, ou de pavio tão curto que vai explodir em resmungos - ou tiradas engraçadas - antes mesmo de ser apresentado, nem precisa perguntar (polidamente, como faria qualquer outro habitante do zodíaco) "mas qual é mesmo o seu signo?". O camarada só pode ser um ariano.
Atenção, porém: há quase tantos arianos tímidos quanto empolgados. Porque um ariano, para fazer jus ao bicho que o tem simbolizado por milênios - um carneirinho - é também meio retraído. Fica sem-graça por qualquer coisa, principalmente com elogios, e pode sumir repentinamente de uma festa se não encontra ninguém da mesmo tribo.
Assim, se há tantos arianos atirados (mesmo que o tiro saia meio fraco) quanto ensimesmados, o teste definitivo será checar seu grau de teimosia. Todo bom ariano, por ser o primeiro representante do zodíaco, é também o mais impulsivo e obstinado dos doze: Seu lema é: agir primeiro, pensar depois.
Mas experimente questionar a inconsistência de seus motivos. Ele vai olhar para você como um terráqueo provavelmente observaria um marciano: mas é claro que ele sabia exatamente porque agiu assim e assim, e é claro que ele tem absoluta certeza de que este é o único modo de se fazer as coisas, e é óbvio que ele jamais pensaria de outra maneira... até mudar de idéia, ou, melhor dizendo, de impulso.
Conclusão: um ariano nunca será monótono, desde que você tenha versatilidade e fôlego suficientes para acompanhá-lo. Além do mais, ele sempre será um tipo bem-intencionado, sem qualquer malícia.
Metal: Ferro
Dia: terça-feira
Números: 1, 10
Anjos: Março - Machidiel Abril - Asmodel
Pedras: Diamante, ametista, jaspe, coralina indiana
Atividades:militares, trabalhos com máquinas, fogo, ferro. Esportes, odontologia. Qualquer coisa que exija grandes esforços.
Carro: Vai ser o primeiro a ter o último modelo do ano e mostrá-lo aos seus vizinhos. Também será o primeiro a bater o carro num poste enquanto grita para os mesmos vizinhos "Olhem para mim!".
Lâmpada:
Quantos arianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
Doenças:
É sensível a doenças e ferimentos na região da cabeça, principalmente olhos, cérebro e face. As congestões, febres, convulsões e inflamações são os distúrbios típicos arianos, podendo ocorrer mesmo em outras áreas do corpo. Cuidado também com acidentes por excesso de velocidade. Essas perturbações tornam a ariano irritado, tímido, ansioso, desconfiado, chegando à apatia e à fadiga após o mínimo esforço, com perda da clareza de raciocínio.
Terapias:
Sendo jogo rápido, ele vai se dar bem com qualquer uma. Um ariano não é aquele que fica escarafunchando o pedigree do seu terapeuta, ou tem de ler os três tomos da obra completa de Freud para depois se decidir sobre se topa ou não uma primeira consulta. Ele quer é resultados imediatos, no que, aliás, demonstra admirável bom senso. Como, em geral, as crises nervosas e existenciais do ariano não têm origem em traumas edipianos, mas num ataque de fúria em que ele vê tudo vermelho (muitas vezes, com absoluta razão), a técnica psicoterapêutica mais indicada é um bom karatê, judô ou Box, no mínimo duas vezes por semana.
A realidade rapidamente retomará seu colorido real. Nada tai-chi ou yoga. Acordar às seis da manhã para treinar graciosos e lentos movimentos de tai-chi com o mestre, sob frondosas árvores do parque da cidade, pode ser uma boa para o pisciano, mas para Áries só tornará o mundo ainda mais vermelho-congestionado, e numa hora singularmente imprópria. Quanto a permanecer meia hora sentado em posição de lótus, praticando a hatha-yoga, isso só levaria o ariano direto a uma ambulância, com um ataque apopléctico.
No caso de o ariano só arranjar uma academia de karatê ou judô extorsivamente cara, ou com horários de matinê, ou infinatamente longe de casa, resta-lhe uma saída barata e doméstica: o punching-bag, isto é, encomendar um saco de areia revestido de plástico, pendurá-lo no banheiro, e trancar-se lá por meia hora, diariamente, quando chega do trabalho. Com este módico método, conflitos familiares, empregatícios e emocionais serão dissolvidos em quinze minutos.
Para as arianas, recomenda-se fazer pão: sovando a massa com toda força de que seus bíceps são capazes, ela sublimará o ímpeto de aplicar uma sova de pirralhos de casa, ou no camarada que sempre deixa as roupas espalhadas naquela trilha do hall (gravata), à sala de estar (paletó), quarto de casal (meias e sapato) e banheiro (o restante). A família inteira sai ganhando, e passa a disputar não entre si, mas o maior bocado de pão no jantar. Um curso de cerâmica também é recomendável para aquelas arianas que não são muito chegadas ao forno e fogão. Amassar argila, em vez de amassar o pára-lama do vizinho, é mais barato e instrutivo, e pode, inclusive, render uma carreira artística internacional, quem sabe com exposições de ícones semi-destroçados, na Documenta Kassel ou Bienal de São Paulo. O duro, para essas arianas premiadas com talento para esculturas, vai ser agüentar quietinhas, paradas de pé no mesmo lugar, só ouvindo conversa mole, os vernissages e coquetéis que se seguirão.

de 20/04 a 20/05
Felicidade: uma boa conta bancária, boa comida e boa digestão
        
Se o touro tem uma ambição, é a de que o deixem sossegado onde está. Como, em geral, ele vai estar sempre bem instalado, cercado de belos móveis, boa comida e bebida de primeira, não há porque estranhar sua tendência ao imobilismo. Ninguém pratica melhor do que ele o velho ditado "mais vale um pássaro na mão que dois voando": enquanto o ariano se entedia se não está correndo atrás de uma causa (quanto mais perdida, melhor), o taurino se desespera se tem que alterar sua velha e boa rotina. Nada mais natural para um signo regido pela mais preguiçosa das deusas, Vênus. E a preguiça, ao contrário do que se diz, é uma admirável virtude: sem ela não seria possível relaxar e aproveitar as férias, relaxar e beber um bom conhaque, relaxar durante aquela maravilhosa massagem do seu japonês preferido, a até mesmo relaxar e sair da sala para tomar um cafezinho enquanto o chefe espuma e berra porque o trabalho não ficou pronto a tempo. Afinal, o mau humor do chefe vai passar, e o mundo continua ali, no mesmo lugar. Com seu modesto pragmatismo, o touro enfrenta as maiores crises sem chamuscar uma lasca de chifre. A vida, para ele, é simples e clara, e deve apenas ser bem vivida.
A notoriedade não o seduz: ele sabe que a fama não põe a mesa, e prefere os bastidores bem remunerados a sair em coluna social não tem como pagar o jantar. O poder é muito estressante e cheio de ambigüidades e artifícios, duas palavras que lhe dão alergia. As aventuras dissipam aquela rendazinha extra guardada na poupança, e isso um touro jamais vai suportar. Prudência, estabilidade, segurança material: se você encontrar alguém que prefira investir em imóveis a jogar na Bolsa, comprar ouro em vez de dólares ou trocar uma estadia num hotel cinco estrelas por uma luminária art déco (afinal, gasta-se praticamente o mesmo, mas a luminária dura), então você estará diante de um touro de raça.
Não pense, contudo, que ele só trata de negócios. Sua especialidade é outra: uma sensualidade que só tem paralelo com a do signo oposto, o escorpião. Com a vantagem de que o sensual taurino evita relações perigosas. Para que se meter num caso complicado, se o negócio, afinal, é apenas ser feliz?
Metal: Cobre
Dia: sexta-feira
Número: 6
Anjos: Abril - Asmodel Maio - Ambriel
Pedras: Safira transparente, ágata, opala, quartzo rosado
Atividades: Operações financeiras, a compra de jóias, as diversões, as modas, as artes, o amor, a jardinagem e tudo que tenha a ver com a terra, as construções em geral e a gastronomia.
Carro: A nova versão que estão lançando no mercado.
Lâmpada:
Quantos taurinos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum: taurinos não gostam de mudar nada.
Doenças:
Doenças da na região do pescoço, garganta, faringe, laringe, ouvidos e vértebras cervicais. A assimilação descontrolada, a desproteção aos órgãos internos e as doenças contagiosas são distúrbios típicos. Elas tornam o taurino possessivo, obstinado nos seus pontos de vista, lento em suas ações e entregue ao comodismo.
Terapias:
Símbolos não são com ele. Cinqüenta minutos de conversa sobre arquétipos só vão causar bocejos. Como o touro é, igualmente, um pacifista nato, tentar persuadi-lo de que não anda bem porque lá na sua infância odiava o pai (já que desejava a mãe e tal), é perda de tempo. Ele vai achar que o maluco é o analista, que nunca viu a senhora em questão e se mete a imaginar um affair  entre ela e ele, trinta anos atrás. Amante de respostas sólidas, o touro em crise deve procurar terapias mais de acordo com o seus cinco sentidos. Seis, se considerarmos o bom senso - que ele tem de sobra.
Assim, se o touro quer porque quer freqüentar um consultório, deve procurar um terapeuta bioenergético. Massagear seus pontos de tensão, desfazer os nós de seu pescoço e aplicar óleo aromático em suas costas, sem exigir dele uma só confissão, apenas suspiros satisfeitos, vão produzir milagres. Uma gueixa também produziria bom efeitos, mas elas andam raras. Na falta delas, o taurino ligado na sabedoria oriental pode também experimentar um banho de furô, aqueles tonéis cheios de água quente onde os japoneses adoram se enfiar.
Sempre pode ocorrer que não haja um único terapeuta bioenergético, gueixa ou furô no raio de muitos quilômetros e o touro esteja no auge da angústia. Que fazer, então? Muito simples: cantar. A plenos pulmões! Óperas, baladas, refrões antigos, qualquer gênero de música, debaixo do chuveiro ou no meio da rua.
Outra terapia que produz alívio imediato é correr para a próxima doceria e devorar doze quindins. A contra-indicação é meio óbvia - se a crise durar um mês, o touro sai curado, mas com quatro quilos a mais. Por isso a única receita infalível para sair da crise, sem seqüelas, é lançar mão do talão de cheques, parar na loja mais chique da cidade e comprar aquela roupa estonteante. O toque novo do tecido (seda, linho, algodão puro) sobre a pele do touro é ainda mais terapêutico que os mais hábeis dedos do melhor massagista.

21/05 a 20/06
Eu Sou o que Sou
De manhã, você pegou uma conversa entre seu sócio e um camarada muito empertigado, que expunha com ares de sabichão as inúmeras vantagens da instalação de um novo equipamento a laser na empresa. Acidentalmente, este mesmo camarada estava sentado na mesa ao lado, quando você foi tomar seu chope de fim de tarde - só que parecia ser outra pessoa, pois atacava piadas de papagaio com a ginga de um malandro carioca. E não é que na manhã seguinte, por acaso, você cruza com este mesmo indivíduo na porta da escola das crianças, e ele está pacientemente arrumando a mochila do filho e fazendo uma preleção sobre a falta de educação que é ficar contando piadas de português para a professora. Você vai pensar que está tendo miragens, ou que o tal camarada tem vários clones espalhados pela cidade. Bobagem. O doutor esnobe, o piadista escrachado e o pai cheio de dedos são uma única e mesma pessoa: um camaleão geminiano.

     O velho adágio "la donna è mobile" pode ser aplicado à perfeição aos homens, mulheres e crianças de gêmeos: eles são seres voláteis por natureza, que mudam de postura e opinião com a mesma sem-cerimônia com que mudam de roupas, hobbies, simpatias e antipatias. E não é porque eles não saibam o que querem - é que não conseguem se decidir entre tanta coisa que o mundo oferece e, na dúvida, decidem-se por tudo. O próprio mito relativo ao signo, dos irmãos Castor e Pollux, filhos de Zeus (disfarçado de cisne) e da mortal Leda, explica tudo: o geminiano é um caso de dupla personalidade crônica, ou, na mais emocionante das hipóteses, de múltipla personalidade, mesmo.

     O geminiano é regido pelo planeta Mercúrio, o mais esperto e inquieto dos corpos celestes. Isso lhe dá, além da personalidade camaleônica, a capacidade de fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo, com um pé nas costas. Aquele senhor mencionado acima, por exemplo, é capaz de ler jornal, atender nove telefonemas, ditar uma carta comercial e revisar os originais de seu livro de memórias simultaneamente, e isso no espaço de quarenta minutos. E de falar com desenvoltura sobre qualquer assunto, das últimas do Dalai Lama às últimas cotações da Bolsa de Tóquio. Pode ser que diga uma ou outra mentirinha sobre a fuga do Dalai do Tibet, ou certa invencionices sobre a flutuação das ações. Não tem importância - o geminiano não mente de propósito, apenas sofre de excesso de imaginação. Ele será sempre mais caleidoscópico do que a monótona realidade.
Metal: Mercúrio
Dia: quarta-feira
Números: 1, 3
Anjos: Maio - Ambriel
            Junho - Muriel
Pedras Cristal de rocha, berilo, água-marinha, olho-de-tigre
Atividades: Viagens, excursões, correspondência, instrução, propaganda, escritos, mudanças, compras e vendas em geral, meios de comunicação.
Carro: Dois carros, é claro. Um velho carro para a família, animais de estimação, para sair no fim de semana; o outro carro pertencerá apenas ao geminiano, e estará equipado com mil acessórios extras para ter um pouco mais de classe.
Quantos geminianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Dois (é claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto a lâmpada vai fazer o serviço da casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.

DOENÇAS :
     Está propício a doenças nervosas, doenças nas vias respiratórias, nos ombros e nos braços. A arritmia respiratória e nervosa e a descoordenação são a expressão típica dos distúrbios geminianos, tornando-os confusos ao pensar e no falar, contraditórios nos seus gestos, intolerantes com os erros alheios, bem como excitados e insones por causa de pequenos problemas.

TERAPIAS:
     O esgotamento nervoso, para um geminiano, geralmente não provém do stress, mas da falta dele. A superatividade lhe dá equilíbrio e paz de espírito, enquanto o tédio, este sim, é capaz de tirá-lo dos eixos. Obrigue um geminiano a deitar na rede e ouvir música oito horas por dia e ele terá um tremendo surto psicótico. Surtos, porém, não são muito comuns - o problema mais constante da gente de gêmeos é a insônia, provavelmente porque eles acham que dormir é perda de tempo. Uma excelente terapia, nesse caso, é a caminhada peripatética, como aquela que o filósofo Aristóteles vivia fazendo com seus discípulos: para isso basta encontrar um ouvinte atlético e convidá-lo para andar no mínimo cinco quilômetros por dia, aproveitando para discorrer sobre as últimas idéias a respeito da política nacional, conflitos na Iugoslávia, a condição da mulher da Islã ou a dieta da lua. Falando (e andando) sem parar, o geminiano está absolutamente na dele.

     Como os geminianos são curiosos por natureza, pode ser que queiram freqüentar um consultório, para xeretar a técnica usada pelo terapeuta. Só não convém procurar um daqueles psicanalistas ortodoxos - além de sair com as pernas dormentes porque foi obrigado a deitar-se duro e teso num desconfortável divã, o geminiano ainda sairá furioso porque abomina dogmatismos e ouvir lengalengas sobre sua "resistência à análise". Ele resiste, no duro, a ouvir o que não quer. Por isso, uma análise lacaniana vem mais a calhar. Primeiro, porque um analista lacaniano raramente fala. E quando o faz, é exclusivamente com jogos de palavras. Mesmo pagando, este jogo pode compensar: alguns analistas lacanianos produzem os mesmos efeitos de um curso na Aliança Francesa, já que a maioria de seus jogos de palavras só fazem sentido na língua de Asterix, o gaulês.

     Mais econômica, porém, é a fofocaterapia. Absolutamente sem contra-indicações para os geminianos, que a praticam regularmente, com fins terapêuticos ou não, a fofocaterapia tem tudo que a análise lacaniana oferece, com a vantagem de que suas sessões são mais longas, e o geminiano pode ser dispersivo o quanto quiser que ninguém vai chamar-lhe a atenção. Nesse particular, as mulheres de gêmeos levam vantagem sobre os homens, porque já tem à disposição uma instituição pronta a aplacar suas angústias a qualquer momento: o cabeleireiro, aquele profissional maravilhoso que escuta todos os pormenores de sua vida íntima, dá palpites curtos e certeiros, e ainda melhora seu visual.

21/06 a 21/07
Não posso viver sem meu cobertor.
Não se pode enfrentar a vida desarmado.
Eles são sensíveis, sensatos, solícitos e vivem em busca do tempo perdido. É fácil notá-los, e encantar-se à primeira vista: abrirão portas e puxarão cadeiras se forem caranguejos-macho, ou se oferecerão para consertar aquele abajur quebrado, se forem caranguejos-fêmeas, enquanto lhe contam o quanto, mas quanto mesmo, foram felizes na infância. O canceriano é um idealizador do passado, e para ele nunca houve época mais feliz que a época do ginásio, ou aqueles meses em que ele passava as férias com todos os primos, no sítio do avô, ou aquele dia muito particular em que ganhou a primeira bicicleta. Pode até não ser verdade - mas o conceito de verdade, para um canceriano, é totalmente sentimental. Esta é a marca registrada deste signo de água, regido pela Lua: eles são movidos a sentimentos. Realidade, para eles, é o que eles sentem, e nenhuma análise fria, objetiva, e matemática dos fatos vai convencê-los do contrário.
Não adianta, por exemplo, insistir que é melhor pegar um ponte aérea para passar o fim de semana no Rio, em vez de perder oito horas na Dutra e desmaiar de cansaço no sábado e domingo se eles "sentem" que o avião pode cair. Eles são tão amáveis e corteses que às vezes se demora para perceber o quanto são refratários a sugestões. Não ouse perguntar porque eles não vão ao teatro, se a última peça que eles assistiram foi em 1969 e as coisas evoluíram um pouquinho desde então. "Não vou porque não vou", ele lhe responderá provavelmente porque sente algo absolutamente incomunicável. "Porque sim" e "porque não" são as expressões mais freqüentes do repertório do caranguejo.
É que ele, apesar de conservador, é também um cara de lua. Suas opiniões variam barbaramente, indo num mesmo dia do grau zero ao grau máximo da escala Richter de emotividade. A instabilidade do caranguejo, porém, não tem nada a ver com a volubilidade do geminiano: enquanto aquele borboleteia entre duas idéias, este oscila entre vários humores. Mas seus ataques de melancolia passam tão rápido quanto vieram: basta que você ofereça um pouco de colo e ele terá de volta tudo que mais necessita, isto é, segurança, segurança e segurança.
Metal: Prata
Dia: segunda-feira
Números: 7
Anjos:
Junho - Muriel
Julho - Verchiel
Pedras:
Esmeralda, calcedônia, opala
Atividades:
Viagens por água, pescarias, construções, processos, empréstimos, psicometria.
Carro:
Algum carro engraçadinho que pareça um brinquedo. Ele dará nome de animais a ele e pedirá desculpa por sujar suas rodas em lamaçais.
Lâmpada:
Quantos cancerianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Somente um. Mas levará três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.
Doenças:
Problemas no estômago, no pâncreas, nas glândulas mamárias, no diafragma e no útero. A indigestão, gastrite, irregularidade do fluxo das secreções são outros problemas dos cancerianos. Isto afeta o humor do canceriano, e ele fica muito sensível e inseguro emocionalmente.
Terapias: 
Os achaques mais comuns do caranguejo são stress, gastrites de origem depressiva e enxaquecas tremendas toda vez que o mundo não o acolhe como deveria, e por isso ele exagera no uísque. Recomenda-se, além de uma certa moderação etílica, um pouco de terapia junguiana. Desde que o terapeuta o receba com açúcar e afeto, e não com aquela sanha incontrolável de extraír-lhe todos os segredos. O canceriano abomina abelhudos, embora esteja sempre disposto a relatar passagens da sua infância. Um freudiano não é recomendável, pois, apesar de pronto a ouvir histórias antigas, vai tentar se meter entre elas e a mãe. Já um analista junguiano, mais soft e craque em símbolos e arquétipos, pode auxiliar o caranguejo a se acomodar melhor na sua concha, sem ter que se desfazer inteiramente dela. Aliás, se há algo que o canceriano não tolera, é desfazer-se das coisas - antes um caranguejo em paz com suas neuroses familiares que totalmente desprovido delas.
Retiros programados também podem ser uma boa pedida, mesmo porque eles já os praticam naturalmente todos os dias em que resolvem não atender ao telefone nem abrir a porta da casa. Um fim de semana escondido num hotel-fazenda ou encaramujado dentro de casa repõe suas energias. Depois de algum tempo na toca, ele volta à toda. Demonstre uma certa condescendência com suas crises, mas nunca tenha pena dele. O caranguejo é um expert em chantagens emocionais, e se você deixar convencer de que o problema dele é mesmo sério, ele pode ficar influenciado e também acabará se convencendo - e é capaz de entrar em crise de verdade.

de 22/07 a 21/08 
Um egoísta é alguém que não pensa em mim.
É muito fácil reconhecer um leão em público: basta localizar o pavão do pedaço, que você chegou nele. Ele estará abrindo e fechando seu leque emplumado, com um ar teatral e levemente superior, hipnotizando a platéia e esperando condescendente por aplausos. Seus gestos são largos e suntuosos, sua fala tem pausas dramáticas e ele pronuncia várias vezes "eu", "me", "mim", "comigo" - um leão nunca deixa de anunciar que a idéia genial foi dele, e graças ao talento ímpar dele o projeto grandioso (dele) finalmente saiu. O mais insólito é que ninguém vai achá-lo pomposo ou antipático: ao contrário, todos continuarão magnetizados por tanta realeza natural. Pois o egocentrismo leonino não tem nada de mesquinho. O leão é até pródigo demais: um rei que paga banquetes, empresta o carro e dinheiro de olhos fechados e arranja colocação para todos seus conhecidos, só esperando dos agraciados o devido reconhecimento e devoção eterna.
No coração do leão cabe todo mundo - o que lhe causa, às vezes, aborrecimentos inesperados. Sua majestade, com toda aquela pose, é um tremendo ingênuo, e vive na ilusão de que tal o mundo é uma extensão das virtudes leoninas, e seus contemporâneos são réplicas motorizadas dos cavaleiros da Távola Redonda. É aí que o leão quebra a cara. Mas nem assim abaixa a juba - ele é orgulhoso demais para ficar remoendo as mesquinharias do dia-a-dia, que encara como meros acidentes de percurso. Sua falta de objetividade é diretamente proporcional ao otimismo narcisista: todo leão está convencido de que o sol se levanta para ele, não por motivos astronômicos.
Portanto, ame-o ou deixe-o. E se você se decidir pela primeira hipótese, ganhará uma fera em lealdade para o resto da vida. Porque, ao contrário do astro que rege este signo, o Sol, o leonino não brilha sozinho. Depende de alguém para conseguir irradiar luz - e isso ele reconhece. Sem um refletor que amplie e aperfeiçoe sua auto-imagem, ele não passará de um empoeirado e gasto leão de tapete.
Metal: Ouro
Dia: domingo
Número: 2
Anjos:
Julho - Verchiel
Agosto - Hamaliel
Pedras:
Rubi, quartzo dourado, cristal de rocha
Atividades:
Assuntos sociais, dramaturgia, festas, direção de empresas e especulações, lideranças.
Carro:
Um conversível, óbvio. De que outro modo as pessoas iriam notar o quão bonita/o eles ficam dirigindo. E como iriam reconhece-lo/a?
Lâmpada:
Quantos leoninos são necessários para trocar uma lâmpada?
Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
Doenças:
Doenças no coração, na coluna vertebral e na aorta. A hipertensão, o excesso de vitalidade e o desgaste pela excitação constante são alguns reflexos que podem aparecer no leonino.Essas perturbações alteram a vitalidade, tornando o leonino indisposto a esforços mentais e físicos.
Terapias: 
Ele imagina ser Napoleão Bonaparte? Vai ver que é mesmo, já que escolheu outro leonino para trocar de identidade. Um leão nunca adotaria um personagem de segundo escalão, se tivesse que endoidar de vez. Ele, aliás, endoida muito raramente, mas pode ser levado às raias da loucura se deixar de ser o centro de atenções. Procurará um terapeuta, portanto, não para ouvir diagnósticos, mas para ter garantida, duas vezes por semana, um audiência bem atenta - e, se possível, silenciosa. Os analistas ortodoxos falam pouco, e isso os tornaria a audiência perfeita para o leonino, mas o problema é que estão sempre insistindo para que o paciente conte histórias tristes e traumáticas, derrotas sofridas, choques não superados. Leão nenhum vai querer saber disso: ele foi até o consultório para confessar, sim, mas seus grandes feitos e qualidades, e com isso talvez amolecer o empedernido coração do analista.
Como analistas não se enternecem jamais, a terapia correta para o leonino é o psicodrama. Lá estão reunidos todos os requisitos para uma cura rápida e eficaz: palco, platéia e grandes chances de conquistar o papel principal. Os leoninos deveriam, inclusive, ser pagos para freqüentar as sessões de psicoterapia, em vez de pagar - sua presença sempre garantirá um alto dinamismo no ambiente, obrigando até os mais tímidos do grupo a entrar em cena.
Se o leonino estiver duro demais para arcar com os custos de um profissional diplomado (o que ocorrerá com freqüência, dada sua magnamidade com dinheiro), pode solucionar suas habituais crises de melancolia numa única sessão: convidando para jantar aquele amigo que vai elogiá-lo a noite inteira, sobretudo depois do cafezinho, quando o leão puxar a conta e disser "deixa comigo". Aconselha-se, porém, um restaurante que não ultrapasse duas estrelas, senão a crise pode piorar.

de 22/08 a 21/09 
Não dramatize: organize
Tome-se um viriginiano no dia seguinte de uma festa. Ele não terá ressaca, naturalmente - bebeu e comeu com moderação. Uma amiga vai visitá-lo, e pergunta sobre a noitada. "Nós éramos quatro casais e três avulsos, eu e dois jornalistas cariocas. Os casais eram fulano e fulana, beltrano e beltrana, os anfitriões, mais dois jovens recém-chegados de Toronto. Por causa deles, falou-se inglês quase a noite toda. O sotaque dos jornalistas era sofrível. Beltrano escorregava nos erres. A moça de Toronto usava uma pulseira com duas serpentes entrelaçadas e os olhos da serpente eram da mesma cor dos brincos, e o marido estava de tênis e gravata. Um dos jornalistas acendia um cigarro a cada sete minutos e meio, o outro sempre botava duas pedras de gelo a mais no seu uísque. Fulana agora está com a mania de cruzar e descruzar as pernas sem parar, e o anfitrião ultimamente só anda ouvindo jazz, muito favorecido, aliás, pela posição das caixas de som, que estava, à esquerda do..."
A amiga interrompe: "mas sobre o que vocês falaram?" "Generalidades", ele diz, continuando a descrição da aparelhagem de som. "Mas pelo menos dá para me dizer se a festa estava boa?", a amiga se impacienta. "Como?", ele parece acordar de um sonho. "Você gostou?" "Ah", conclui o virginiano, "não tive tempo de pensar nisso, mas notei que as estantes estavam cheias de poeira." À primeira vista, o virginiano pode parecer um chato, mas ninguém na festa achou isso. Ao contrário, foi o único de quem todos, igualmente, gostaram, porque ele estava tão ocupado em reparar no ambiente que mal incomodou os outros com sua presença.
Assim é o virginiano: um grande observador e classificador da vida, o Sherlock do zodíaco, sempre munido da lente de aumento capaz de detectar o menor detalhe. Às vezes um ou outro pormenor lhe escapa, como quando ele é incapaz de dizer se, no conjunto, a festa estava boa ou má. Para o virginiano, o mundo é um extraordinário maquinismo suíço, e ele prefere desmontar e analisar o relógio a perguntar que horas são. É por isso que eles são insubistituíveis. Sem eles, estes Darwins da vida social, maníacos por classificações, obsessivos por detalhes, o mundo perderia muito de suas nuances invisíveis a olho nu.
Metal: Bronze
Dia:quarta-feira
Número: 3
Anjos:
Agosto - Hamaliel
Setembro - Uriel
Pedras:
Jaspe, esmeralda, citrina, ágata amarela
Atividades:
Negócios comerciais e bancários, compra e venda de imóveis, estudos, correspondência, instrução, pesquisa, literatura, pequenas viagens, trabalhos manuais.
Carro:
Um carro seguro. Boa visibilidade, e grande o suficiente para sobreviver a um acidente.
Lâmpada:
Quantos virginianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Vamos ver: um para girar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou, e a data em que ela foi comprado, outro para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada e perguntar, dez para decidir para remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada...
Doenças:
É sensível a doenças na região abdominal, no intestino delgado e nas mãos. A desnutrição, a má assimilação alimentar e a dificuldade de eliminação são reações tipicamente virginianas. Como resultado, ele pode tornar-se melancólico, irritável, ansioso em trabalhos intelectuais e fixado em detalhes.
Terapias: 
Como o virginiano enxerga muito de perto, tende a tornar-se um cético. Como seu afiado senso crítico não poupa nada nem ninguém, pode ocorrer o efeito-bumerangue, e ele se tornar um auto-demolidor. Como não há mecanismo mais complexo e extraordinário do que o corpo humano, ele pode cismar com seu relógio biológico e se tornar um hipocondríaco. E como, finalmente, ele não tolera desordens, vai ser aquele camarada que não agüenta ver um quadro torto na parede sem endireitar, ou um cinzeiro sujo sem imediatamente levantar-se e esvaziá-lo no lixo. Com esse perfil, o virginiano jamais será vítima de psicoses violentas ou depressões prolongadas. Terá apenas muitas pequenas neuroses, neurose de limpeza, mania de doenças, desânimos cíclicos, tudo absolutamente controlável.
Suas neuroses, aliás, não o incomodam tanto: importunam os outros. A maioria dos habitantes do planeta vai se infernizar com a sua mania de ajeitar os talheres a 2 cm do prato, coisa que ele considera absolutamente natural - talheres devem estar numa perpendicular exata, sempre. Que jamais um virginiano pise num consultório dum psicanalista ortodoxo. Seria horrível: além de suas obsessões naturais, ele vai contrair novas compulsões, como a compulsão para ficar analisando cada gesto seu, e descobrindo por trás dele razões ocultas. Não vai praticamente lhe sobrar tempo para viver, depois que ele adquirir esse mau-hábito.
Uma terapia adequada para o virginiano seria aquela que o fizesse levantar a cabeça do detalhe e alargar seus horizontes. Uma gestalt-terapia, por exemplo, o forçaria a dizer se a festa estava boa ou um porre. Antroposofia também pode lhe fazer bem: ele aprenderá que, além do fígado, estômago e baço, há um tal de todo holístico que é bom considerar. E como um virginiano adora tomar pílulas, tratamentos homeopáticos, com dezenas de gotinhas dezenas vezes ao dia, vão lhe proporcionar uma inefável sensação de bem-estar.
Tai-chi-chuan, a milenar técnica chinesa de integração do céu com a terra, pode igualmente ajudá-lo a parar com a sua mania de ver o mundo em negras fatias simétricas. De mais a mais, o tai-chi é instrutivo, ordenado e limpo. Como o virginiano é sujeito a raríssimos ataques de nervos, mas sofre constantes pequenos achaques, a técnica mais econômica acaba sendo a auto-ajuda. Manuais psicológicos de auto-realização, guias práticos para o conhecimento de si mesmo ou folhetos anti-stress podem ser consultados com a freqüência que se desejar. O virginiano é sistemático até em sua loucura, e já que livros estão sempre à sua mão, não custa lê-los.

22/09 a 22/10 
Minha vida deve estar à altura da minha porcelana chinesa
Alguns amigos o convencem a passar num vernissage logo ali na esquina do restaurante onde vocês vão jantar. Nem bem você atravessou aquela parede humana na entrada da galeria e um sujeito simpático dispara na direção de seus amigos. "Nossa, há quanto tempo." E para você "Acho que ainda não fomos apresentados, mas já ouvi muitos elogios ao seu talento." "Estou incrivelmente feliz em revê-los" - ele continua - "olha, a exposição está incrível. Acho que é a melhor do ano. Os títulos dos quadros são incrivelmente modernos, não fica nada a dever ao Soho. Fiquem à vontade, o vinho que estão servindo é in-crível. Não desapareçam, heim, agora que eu reencontrei vocês, não perco mais."
Envaidecido pelo reconhecimento fulminante da sua pessoa - você, que pensava ser um peixe fora d'água num vernissage - cabe-lhe perguntar: "Mas, me digam, quem é esse cara tão atencioso? o dono da galeria? o marido da pintora? o patrocinador dos convites?" Nada disso - provavelmente, nem a pintora nem galerista o conhecem, pelo menos até esta noite. Ele é, simplesmente, cem por cento libriano. O grande promoter do zodíaco. Alguém cujo sincero desejo de agradar supera todas as convenções.
Um libriano faz as honras da casa até quando a casa não é dele: nada é mais vital para a balança do que os rituais sociais e as boas-maneiras, aí incluídos elogios à queima-roupa, frases sob-medida e olhares derramados. Mas seria uma calúnia afirmar que ele não passa de um hipócrita bajulador. O libriano acredita honestamente que aqueles quadros da exposição são divinos, e que ter conhecido você foi a coisa mais importante da sua vida - pelo menos até sair para o próximo vernissage.
O desejo de agradar da balança está intimamente ligado à imperiosa necessidade de que todos o vejam como a criatura mais agradável da face da Terra: por isso ele se empenha tanto em se tornar a imagem mais charmosa e comentada da noite, competindo inclusive com os próprios quadros. Libra precisa ser aceito socialmente - e isto não é exatamente um defeito. Para um aquariano ou escorpionino, incapazes de dar a devida importância às aparências, este signo regido por Vênus pode parecer um tanto fútil. Mas isso é puro preconceito: o que seria do Olimpo sem sua Afrodite sacudindo os cabelos na espuma da praia? Provavelmente, um antro de deuses brigões, descompostos e sem nenhum talento para amenidades que adoçam a vida até mesmo dos imortais.
Metal: Cobre
Dia: sexta-feira
Número: 6
Anjos:
Setembro - Uriel
Outubro - Barbiel
Pedras:
Diamante, berilo, quartzo enfumaçado
Atividades:
Assuntos ligados à aviação, compromissos, casamentos, associações, vestuários, artes, publicidade.
Carro:
O que quer que seja que a sua esposa/marido pensa que o libriano precisa dirigir.
Os librianos e a lâmpada:
Quantos librianos são necessários para trocar um lâmpada?
Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar uma lâmpada, ou ...
Doenças:
As doenças nos rins, nas supra-renais, na coluna e nas cadeiras caracterizam os problemas dos librianos. A má filtração sangüínea, a desregularização dos hormônios no sangue e o desequilíbrio da coluna vertebral são os distúrbios tipicamente librianos. Isto pode gerar dificuldades no relacionamento com o mundo, agressividade quando se requer raciocínio equilibrado, e indecisão quando se requer ação objetiva.
Terapias: 
Mesmo no caso da balança, as aparências enganam: um libriano se desequilibra facilmente. O esforço contínuo para ser adorável pode ser apenas um sintoma da síndrome de Groucho Marx: ele jamais entraria para um clube que o aceitasse como sócio, porque lá no fundo não gosta muito de si mesmo. Como nunca lhe passa pela cabeça desagradar, ele é obrigado a contentar gregos e troianos, e nesta contínua oscilação entre uns e outros, o libriano esquece qual era, afinal, a dele.
Uma excelente terapia para resgatar sua identidade original é a "visualização criativa", que pode ser praticada com o auxílio de amadores: alguém se senta na frente do libriano e pede que ele visualize uma macarronada e um sushi; em seguida, pede que ele se concentre nas papilas gustativas e decida, sem preconceitos culturais, qual das duas imagem enche mais a boca. E assim por diante, com um show de rock x uma sonata de piano, uma loira magra x uma morena sacudida, etc, etc. Este método providenciará a psico-síntese tão necessária à Balança. No caso da visualização criativa falhar, pode-se recorrer ao hipnotismo: em estado de transe hipnótico, um libriano abandonará sua cortesia e revelará, enfim, se gosta mesmo de charutos ou está fumando porque todos no escritório também fumam. O problema é que, uma vez acordado, o paciente costuma esquecer seus insights.
Outro mal que pode afligir balança, além da perda de identidade, é um surto de Átila, o huno. De tanto recalcar seus impulsos verdadeiros em prol da elegância, os instintos acabam retornando sob a forma de uma identidade de vândalo: é durante essas crises que o libriano vira uma fera e diz e faz coisas impublicáveis até para ariano. Depois, morre de remorsos - mas já terá arruinado duas ou três amizades. Nestes casos, indica-se a terapia do "grito primal", seguida de análise transacional. Primeiro, o libriano tenta reproduzir aquele urro primitivo com que saudou o mundo, logo ao nascer - urrando disciplinadamente, ele estará a salvo de súbitos ataques de histeria em coquetéis de embaixadas, por exemplo. Depois, ele procura um analista transacional, que ficará repetindo "eu estou OK", "você está OK" por trinta minutos - trazendo-o de volta, assim, ao ponto de partida.

Escorpião
de 23/10 a 21/11 
Errar é humano. Perdoar não é a nossa política
Não se deixe levar pelo preconceito. Se você cruzar com um tipo honesto, corajoso, íntegro, intenso, magnético, profundo, reservado, perspicaz, enigmático e fiel até que a morte os separe, corra e agarre esta oportunidade, porque você terá topado com um escorpionino. Seu astrólogo diz que os escorpiões são traiçoeiros? Mude de astrólogo, porque o escorpião tem um senso de lealdade só comparável ao de um mafioso siciliano - se você mantiver sua palavra, ele manterá a dele até debaixo de uma saraivada de balas. Sua melhor amiga diz que os escorpiões são don-juans incuráveis? Troque de amiga, porque o escorpião, embora tremendamente ligado ao sexo, é tão seletivo que prefere uma vida monástica a transar com qualquer um. Você andou lendo que o escorpião é um dissimulado? Largue esse livro pelo último de Agatha Christie, pois a notória reserva escorpionina não tem nada a ver com hipocrisia.
Um escorpião nunca mente, só omite - e na maior parte das vezes está repleto de razões, porque sua fabulosa antena psíquica pescou que o interlocutor em questão não é lá muito confiável. Esta, talvez, seja a principal característica deste signo cujo mito mais esclarecedor é o de Lúcifer, o anjo decaído, não por noitadas em excesso, mas por uma lucidez além dos limites: o grande pecado do escorpião, como o do ex-anjo, é um orgulho excessivo. Excessivo, mas não descabido. O probleminha de Lúcifer era que enxergava certas razões ocultas por trás da cantoria dos querubins - um desejozinho secreto de promoção naquele arcanjo que emitia uma nota mais aguda. Por isso ele acabou expulso do Paraíso, onde críticas não são facilmente digeridas. A mesma complicada sina ocorre com os terrenos escorpioninos: como eles são providos de uma espécie de olhar de raio X, que detecta as piores intenções até nos melhores sorrisos, acabam se tornando ossos duros de roer.
Um escorpionino tem um faro imcomparável para imposturas, o que lhe torna difícil a vida em sociedade. Isto o transforma, muitas vezes, num introspectivo de cenho franzido: sua capacidade de captar algo de podre no reino da Dinamarca não tem paralelo, em todo zodíaco e em qualquer estatística. Mas se o escorpião saca tudo, inclusive o pior de cada um, é porque tem uma sensibilidade que chega às raias do insuportável. O que o torna, também, muito solidário com o sofrimento alheio - nada de estranhar que Ghandi tenha ascendente em escorpião. Um escorpião nunca foge de problemas. Não fuja dele, portanto, a não ser que você queira passar o resto da vida bocejando entediado.
Metal: Ferro
Dia: terça-feira
Números: 1, 10
Anjos:
Outubro - Barbiel
Novembro - Adnachiel
Pedras:
Topázio, ametista, opala
Atividades:
Psiquiatria, psicologia, química, cirurgia.
Carro:
O que o sexo oposto pensa que o escorpião ficará bem dirigindo. Vidros fumê são bons: ninguém vê o que acontece lá dentro.
Lâmpada:
Quantos escorpianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial?
Doenças:
É sensível a doenças nos órgãos genitais, reprodutores e excretores (bexiga, uretra, intestino grosso, glândulas sexuais) e no nariz. Outros problemas podem ser a dificuldade de eliminação, disfunções no aparelho sexual, inflamações e ulcerações em geral. Eles geram descontentamento com as relações sociais, emocionalidade tensa, dispersão mental e tendência à destrutividade.
Terapias: 
O escorpião tem uma incontrolável tendência a se atormentar, culpando-se por tudo que dá errado a sua volta, e num de milhares de quilômetros além, Bósnia, Croácia e Camboja incluídos. Como ele jamais pega leve, nem quando está de férias, esta mania de carregar o mundo e seus males pode se tornar meio desconfortável para aqueles que o cercam, e pretendem apenas tomar mais uma bebidinha e prosear. Como, igualmente, um escorpião nunca se lamenta ou faz o papel de vítima - o que ocorre muito com os outros signos de água, peixes e câncer - é preciso se tornar um telepata para saber exatamente o que vai mal com seu escorpião de estimação.
Se for uma mera insatisfação com tudo, deixe estar - isto não tem cura. Se for uma depressão profunda, daquelas que o arrastam para a cama (e não para fazer o que ele tanto gosta), algumas providências são necessárias. Nada de terapias de apoio, porque um escorpião jamais vai acreditar que ele está OK e o mundo está OK. Uma terapia de choque é a mais recomendável: uma passagem só de ida para a Iugoslávia, para trabalhar num campo de refugiados, ou um passeio às seis da tarde por qualquer dos pontos das grandes capitais brasileiras onde se concentram os menores infratores vai ajudar a reconhecer que há outros infernos ainda piores que seu inferno interior. Um pouco menos arriscada é a técnica de auto-análise. Todo escorpião é um investigador nato, e isto explica porque eles dão excelentes psicanalistas.
Em contrapartida, dão péssimos pacientes, já que nunca vão superar completamente a sensação de que aquele camarada sentado na poltrona atrás do divã está calado porque, no fundo, sabe menos do que ele. O escorpião lucra mais se pagar uma faculdade de psicologia em vez de honorários de um psicólogo avulso. É claro que às vezes não se pode esperar cinco anos escolares para resolver uma crise. Mas crises, na verdade, não atrapalham este signo. Ao contrário, ele precisa delas para se reciclar periodicamente. E acaba sempre levantando, sacudindo a poeira e dando a volta por cima.

de 22/11 a 20/12 
Tenho sempre razão e estou sempre certo
Ele chega em casa disposto a pegar uma ducha rápida e uma sessão das dez quando o telefone toca. O sujeito do outro lado da linha nem é assim tão amigo, e menos ainda o camarada que se meteu numa enrascada, o que é o motivo do telefonema: "Lembra do Juca, aquele que joga bilhar às vezes com a gente, bateram no carro dele e fugiram, e ele ligou do orelhão pedindo para eu dar uma força, mas como meu carro está na oficina, queria saber se você pode quebrar o galho". O sagitariano não fica muito satisfeito, mas vai- não seria ele quem iria deixar na mão, a pé, um cara franzino como o tal Juca. Encara a missão, e atravessa a cidade para resgatar o Juca do bilhar - e quando verifica o tamanho do estrago da batida, não se limita a chamar um guincho, mas exige que o Juca (que, a essas alturas, só quer remover o carro e tomar duas aspirinas) passe num tribunal de pequenas causas e peça indenização, já que havia anotado o número da chapa do facínora, e, ora, o Juca tem mais é que fazer valer seus direitos. Não adianta o Juca protestar que está cansado, o tribunal é longe, e, ademais, não há testemunhas, e etc e tal: para um sagitariano, trata-se de uma questão de príncipios. E princípios são incontornáveis.
O arqueiro é aquele que estará sempre lembrando-lhe os seus direitos - quando não estiver chateando com os seus deveres - e parece ser, igualmente, o único tipo do zodíaco que acredita que a justiça, além de cega, é certeira. Acene com uma causa - política, cientifica, religiosa, musical - que o sagitário vai disparar feito uma seta em defesa dela, com uma empolgação só equiparável a sua proverbial falta de tato. Alguém faliu porque foi sangrado pelos bancos? O sagitário tentará um novo financiamento. Alguém foi demitido nos últimos cortes da empresa? O sagitário passará um abaixo-assinado entre todos os funcionários da firma, incluindo seu chefe. Alguém na reunião de condomínio protesta porque sua empregada sobe pelo elevador social? Como ele adora escandalizar a galera, vai emudecer os condôminos, declarando "vocês se enganaram, ela é minha namorada".
Gozador, franco, inimigo de todo subterfúgio, o arqueiro sempre faz e diz o que pensa, e na maioria das vezes faz e diz sem pensar. É aí que ele leva grandes tombos, despencando direto do Olimpo de seus nobres ideais para uma realidade menos acolhedora. É quando descobre, por exemplo, que o culpado da batida foi o próprio Juca, e por isso ele demonstrava tanta resistência aos tais direitos. Sagitário, com sua mania de andar sempre de cabeça empinada, hipnotizado por metas longínquas, vive tropeçando nos seus próprios pés. Nada grave, porém: ele continuará otimista, porque nasceu sob o signo de Júpiter, o mais mão-aberta dos deuses. E sua sorte, mesmo que tarde, jamais vai falhar.
Metal: Estanho
Dia: quinta-feira
Número: 3
Anjos:
Novembro - Adnachiel
Dezembro - Hanael
Pedras:
Safira negra, turquesa, granada, quartzo de safira
Atividades:
Viagens longas, direito, filosofia, enfermagem, magistério, turismo, sacerdócio.
Carro:
Qualquer coisa que dê para andar.
Lâmpada:
Quantos sagitarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
O sol está brilhando, está cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
Doenças:
Pode ter doenças musculares, em especial nas coxas, no nervo ciático, no fêmur e nos quadris. O enrijecimento, tensões musculares e má distribuição sangüínea, além de um fígado sensível, são os pontos fracos deste signo. Como conseqüência, vem a impossibilidade de se concentrar numa só idéia, de ficar com o corpo quieto, relaxado, e pode nascer uma tendência a excessos alimentares e emocionais.
Terapias: 
São três os distúrbios mais freqüentes num sagitariano: otimismo incurável, ansiedade crônica e tédio mortal. O primeiro pode ser suavizado, embora nunca completamente sanado: recomenda-se cair na real de vez em quando, e aceitar o emprego oferecido, ainda que o salário seja miserável e ofensivo, porque dificilmente ele vai viver do prêmio da Sena, apesar de jogar toda semana. A ansiedade crônica pode ser tratada a base de pílulas de maracujina, litros de suco de maracujá ou gotas homeopáticas calmantes, mas mexer o corpo dá resultados mais rápidos. Longas caminhadas sossegam o sagitariano: passear pela vizinhança ou praticar um cooper diário faz maravilhas, desde que o intrépido arqueiro não teime em andar por locais ermos em horas impróprias sem a companhia de um bom dobberman.
Um sagitariano deve dispor de um parque ou quarteirão arborizado próprios para suas andanças, onde, pisoteando o chão por uma hora, possa se libertar de toda ansiedade acumulada no horário comercial. Quanto ao te-déum vitae, a mais grave das afecções que o sagitário pode contrair, o remédio é fácil: basta ele inventar uma nova meta, qualquer uma, aprender a pilotar um Boeing ou ler a obra completa de Krishnamurti. O arqueiro pode desistir do brevê de piloto um mês antes do exame, e não passar das primeiras vinte páginas do filósofo hindu, mas estará curado no meio do caminho.
Há quem se alarme com os ataques de nervos dos sagitarianos - ocasiões em que eles são pródigos em aplicar aos outros os epítetos "burro" e "incompetente" - e tente enquadrá-los, sugerindo que eles consultem um profissional. Perda de tempo. Arqueiros não param quietos em casa, menos ainda no divã. E não toleram gente convencida que se acha dona da verdade - entre o dogma do complexo de Édipo e um dogma que o sagitariano acabou de bolar, é óbvio que ele prefere o dele. Assim, se você estiver diante de um típico surto sagiatariano, não discuta. Finja que concorda com tudo, porque ele vai se acalmar em poucos minutos, e então estará pronto para ouvir e concordar.

de 21/12 a 19/01 
Apegue-se às dificuldades
"Trabalhar é preciso - sem isso, viver não é possível". Se alguém tiver de cantarolar esta versão do famoso refrão, será certamente um capricorniano. Mas só na hipótese dele ser um capricorniano já entrado em anos, porque os cabritos mais jovens são tão sisudos e compenetrados que sequer sonham em assobiar, quanto mais gastar seu latim em musiquinhas. A vida é um negócio sério, seriíssimo, para todo capricorniano, e depende de muita disciplina, cálculo e clareza de metas: por isso nenhum capricorniano perde o rumo com bobagens do tipo crises existenciais.
Um cabritinho já sabe exatamente, aos 7 anos, qual o cargo e a direção numa multinacional que ocupará aos 40. Daí em diante, isto é, depois dos 40, é que a boa vida começa verdadeiramente para o capricórnio. E quanto mais obstáculos o cabrito tiver de saltar - ou espatifar - para chegar lá, melhor. Eles vivem imersos em dificuldades como peixes n'água, totalmente à vontade. Cabritos nunca esperneiam ou se descabelam quando a coisa aperta, apenas seguem adiante, pragmáticos e impávidos.
Isto explica porque um cabrito jamais fracassa: ele carrega na sua bagagem genético-zodiacal a firme determinação de ser um vencedor. E "vencedor" tem um conteúdo muito preciso para este signo de terra, regido por Saturno, o mais severo dos titãs mitológicos: estabilidade, dinheiro e posição social, e todos os três para valer. Isto significa que a um cabrito-pintor, por exemplo, pouco se lhe dá aparecer nos jornais locais se seus quadros não atingiram a cotação do mercado internacional, e toda a crítica lisonjeira não lhe rendeu o aluguel de seis meses. Cabritos só admitem estar em evidência, isto é, xereteiem a sua biografia e se metam na sua vida, se isso reverter em dividendos concretos. Mas cabritos pintores são raros - o mais natural é encontrar cabritos-empresários, cabritos-executivos, cabritos-empreendedores e cabritos-milionários.
Metal: Chumbo
Dia: sábado
Números: 4
Anjos:
Dezembro - Hanael
Janeiro - Gabriel
Pedras:
Ônix, opala, olho-de-gato
Atividades:
Política, administração de negócios, funcionalismo público, minas, antiguidades.
Carro:
Um carro luxuoso, que dê para ver como o capricórnio subiu na vida.
Lâmpada:
Quantos capricornianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Nenhum. Capricornianos não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.
Doenças:
Tem sensibilidade à doenças nos joelhos e nas demais articulações, nas cartilagens, tendões, peles e dentes. Reumatismo, dificuldades com as calcificações articulares, enrijecimentos são outros problemas dos capricornianos. A contenção de emoções. o rigor excessivo, a melancolia, as atitudes secas e rígidas são os reflexos decorrentes destes problemas.
Terapias: 
O capricórnio é objetivo até nos seus peripaques: se ele sofrer de alguma neurose, será a famosa melancolia saturnina. Vários compêndios já foram escritos sobre esta enfermidade, que parece ter sido o grande mal-estar da atual civilização. Alguns poetas, inclusive, dedicaram-se a ela, chamando-a de spleen, algo como "mau-humor bilioso", mas do jeito dos poetas, de darem belos nomes a ocorrências desagradáveis. A melancolia saturnina é uma decorrência do excesso de realismo, um traço biológico do capricorniano: muito realismo leva necessariamente ao pessimismo que, por sua vez, leva irretorquivelmente a um desejo de trancar-se em casa e rosnar o dia inteiro.
Como curar o cabrito desta depressão enfezada? Sobretudo quando ele fica tão enfezado que resolve sair de casa e rosnar como um fanático para quem passar pela frente? Recomenda-se,indubitavelmente, a psicanálise freudiana ortodoxa. Nada mais seguro para um cabrito enlouquecido que deitar a cabeça no mesmo e sólido divã. Primeiro, porque só mesmo o dogma freudiano está à altura do dogmatismo que o cabrito vai demonstrar quando estiver no auge da sua melancolia saturnina: quando um capricórnio vociferar que o mundo é uma canalhice, e precisa de pulso firme para ser consertado, o analista pode responder que ele tem toda a razão, e Freud já dizia que a civilização é repressão. A segunda razão que torna viável uma psicanálise ortodoxa é o tempo despendido: nenhuma análise que se preze leva menos que seis anos, quatro vezes por semana, é o único signo do zodíaco com uma noção do tempo (e uma disponibilidade financeira) tão a longo prazo é o capricórnio. Idem quanto ao complexo de Édipo: todo mundo se aborrece quando metem a mãe no meio, menos o capricórnio, já que seu problema na infância, provavelmente, não foi a mãe, mas um pai exigente demais.

de 20/01 a 18/02 
Se você não nasceu um gênio, torne-se um fanático intratável
Dizem que o aquariano, por ser regido por Urano, um planeta descoberto durante a Revolução Francesa, é o exemplo de cidadão do mundo, um porta-voz nato do lema "igualdade, liberdade, fraternidade". Isto pode ter sido em 1789, quando a democracia ainda era novidade. De fato, o aquariano sempre foi um cidadão do cosmos, muitos anos-luz adiante do seu tempo, ou, no mínimo, em dia com as causas mais vanguardistas de sua época - hoje, ele seria um veterano do Greenpeace, assim como na década de 60 deve ter sido o primeiro hippie da cidade.
O aquariano típico é aquele camarada que estava bolando certas reformas religiosas antes de Lutero nascer, cantava a Internacional quando Lênin ainda freqüentava o grupo escolar e já imaginava a teoria da relatividade quando Einstein usava fraldas. Pode não ter tido o gênio destes três, mas, seguramente, enxergava tão longe quanto eles. Na pele de herege, cientista ou reformista social, o aquariano é o grande inventor do zodíaco, um utopista incorrigível, o livre-pensador um tanto aéreo, que nunca desprega a cabeça das grandes e nebulosas causas da humanidade.
Naturalmente, eles ficam tão vidrados em suas causas abstratas que não enxergam um palmo adiante do nariz: o aquariano é também aquele que, por amor a humanidade, às vezes não hesita em sacrificar um ou dois homenzinhos de carne e osso. Em contrapartida, são os seres mais depreendidos e despreonceituosos do sistema solar. Você nunca verá um aquariano racista ou machista, a não ser que seja um gravemente neurótico.
Muito mais comum será encontrá-lo numa roda de amigos discutindo sua nova teoria para a solução dos problemas nacionais: terceirizar o governo, contratando consultorias internacionais para ocupar os ministérios: Impraticável? Protestantismo, comunismo e teoria da relatividade também pareciam, no início.
Metal: Platina
Dia: sábado
Números: 4
Anjos:
Janeiro - Gabriel
Fevereiro - Barchiel
Pedras:
Safira indiana, opala
Atividades:
Astrologia, informática, eletricidade, alta tecnologia.
Carro:
Um carro com consciência social e ecológica.
Lâmpada:
Quantos aquarianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem será o único a trazer a luz ao mundo.
Doenças:
Está sujeito a doenças nos calcanhares, nas pernas, nas extremidades e na circulação venosa. A baixa vitalidade, a anemia, os distúrbios circulatórios - principalmente nas pernas - podem aparecer no aquariano. O cansaço, sonolência, fácil excitabilidade mental e nervosa, esquecimento das necessidades físicas podem advir num estado fragilizado.
Terapias: 
Aquarianos, em geral, sofrem de altos e baixos de voltagem nervosa. Como sua cabeça vai longe e rápido, estão sujeitos a alterações bruscas de ritmo psíquico. Ciclotímicos, eles passam abruptamente a uma rabugice infernal. Estas mudanças inexplicáveis de humor são normalmente seguidas de surtos de neurastenia, quando os aquarianos têm ímpetos de apontar um rifle para a janela do vizinho ou afogar na banheira o telefone que não pára de tocar.
Crises como estas são de fácil solução, e para isto basta recorrer ao arsenal psico-tecnológico high-tech: terapia por computador, biodança e alguns artigos importados como a dream-machine - as incríveis tiaras eletrônicas de ondas alfa que, uma vez presas à cabeça do aquariano, transmitem feixes relaxantes. São também muito úteis os recém-inventados óculos escuros plugados a um walkman com sons new-age, os quais, uma vez assentados sobre o nariz aquariano, emitirão ondas de harmonia e paz interior. Não adianta recomendar uma antiquada técnica de relaxamento zen se ela não vier acompanhada do kit eletrônico apropriado: a terapia para o homem do futuro tem que contar com o auxílio de engenhocas futuristas.
A psicanálise virtual pode ser uma boa pedida, também: o paciente aquariano simula no vídeo a realidade virtual de um consultório, um divã, e um psicanalista, e, depois de 50 minutos de silêncio contrito, desliga a aparelhagem, suspira fundo, e dá graças a Deus por tudo aquilo não ter passado de mera projeção de imagens.

de 19/02 a 20/03 
Se a realidade não se ajusta aos meus desejos, pior para a realidade
O último signo do zodíaco mistura uma pitada de cada um dos onze anteriores - a infantilidade de áries, a sensualidade de touro, a suscetibilidade de câncer, a maleabilidade de gêmeos, a magnanimidade do leão, a acuidade de virgem, o mimetismo de libra, a sagacidade do escorpião, a benevolência de sagitário, uma certa reserva própria de capricórnio e uma tendência a desligar típica de aquário. Com tantos atributos contraditórios somados numa só pessoa, o peixes só poderia ser o que é: um tímido.
Nem um replicante conseguiria exprimir essa coisa toda, e o peixes desiste de se fazer entender antes mesmo de começar, refugiando-se no mais seguro mundo da fantasia, onde toda (aparente) incongruência é bem-vinda. Um peixes introspectivo, portanto, é praticamente um pleonasmo. Ele prefere comunicar-se com aquele olhar vago e enternecedor, seguido de gestos doces e delicados, completados por um único comentário extremamente sensível - mas, quem diria, surpreendentemente na mosca. Peixes, como escorpião, é um signo que saca tudo de cara - uma espécie de detector de mentiras ambulante, o que provavelmente contribui para acentuar seu ar melancólico. Ao contrário do escorpião, porém, que saca e corta a bola imediatamente, os piscianos vacilam na hora de reagir. Um peixes pode intuir que o camarada ao lado é um perfeito patife, mas nada, em seu sistema imunológico, o leva a proteger-se adequadamente. Talvez porque, ao contrário de escorpião, peixes enxergue sob a superfície de todo patife um ser tão desprotegido quanto ele e o restante da humanidade. Ou porque, no fundo, não se abale muito com as patifarias alheias.
Peixes é o símbolo do cristianismo, e sua palavra de ordem é transcender. Não deixa de ser uma boa política: já que as barbaridades que sua intuição constantemente pesca por aí não tem muito jeito nem conserto, ele prefere fechar os olhos e passar batido. A única ressalva é que esta política de resistência passiva às vezes só funciona entre os acólitos do sr.Ghandi, e não com o taxista que o rouba na corrida, o sócio que o rouba no escritório e o melhor amigo que lhe roubou a mulher. Como a natureza poética de peixes, contudo, lhe permite sublimar a vontade, estas bobagens do dia-a-dia não o atingem muito. Ele pode se safar da condição de vítima pintando, compondo ou pondo em versos toda esta chateação. Com seu talento natural, terá uma carreira arrasadora. No ramo da fantasia, peixes será sempre the best.
Metal: Platina
Dia: quinta-feira
Número: 11
Anjos:
Fevereiro - Barchiel
Março - Machidiel
Pedras:
Crisólita, safira branca, ametista, quartzo de ametista
Atividades:
Marinha, profissões na área da saúde, fotografia, cinema, psicologia.
Carro:
"Você quer dizer que eu preciso viajar? Para quê?"
Os piscianos e a lâmpada:
Quantos piscianos são necessários para trocar uma lâmpada?
O quê? A luz está apagada?
Doenças:
Sensível a doenças nos pés e no sitema linfático. Tem pouca resistência às doenças contagiosas, e a baixa taxa de glóbulos vermelhos e o cansaço generalizado podem vir a refletir no pisciano. A indiferença aos acontecimentos, a falta de coragem e de esperança, aborrecimentos com ninharias e desorganização são problemas que podem aparecer.
Terapias: 
Devido à sua extrema sensibilidade, o pisciano tende a ouvir demais aos outros, o que é péssimo, pois vão estar sempre diagnosticando torto seus males, e recomendando remédios mais fatais que a doença. Nada, portanto, de freqüentar consultórios: os psi-palpites só vão torná-lo mais confuso e endividado. O maior problema nervoso de peixes, ao contrário do que se diz, não é o escapismo - essa é uma das virtudes que lhe permite, por exemplo, conviver mais pacificamente que seus 11 companheiros com uma inflação de 30% ao mês.
A típica neurose pisciana é a síndrome da esponja: uma extraordinária capacidade para se embebedar com o astral dos outros, captando e introjentando o astral do colega recém-demitido, o astral do filho reprovado nos exames, o astral da conta corrente no negativo e, muitas vezes, o astral da sogra. É muito natural, portanto, que ele se sinta exausto ao fim do dia, com tanto baixo astral por perto. Para recuperar a saúde mental, a terapia certa é aquela que o afaste das energias alheias, e o reaproxime de si mesmo: a T.V.P, ou Terapia de Vidas Passadas, onde o pisciano, após uma regressão de 30 minutos, foi um conde russo na época de Catarina, a Grande, ou um lorde favoritíssimo da rainha Elizabeth.
A T.V.P não tem contra-indicações, porque até hoje não se tem notícia de alguém que tenha regredido à condição de camponês maltrapilho ou trabalhador as minas de carvão inglesas no século passado. A meditação transcendental também é uma boa: depois de repetir "Ohm" duas dezenas de vezes, de olhos semicerrados e respirando totalmente com a barriga, o pisciano estará pronto para enfrentar o stress da atual encarnação.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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