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sábado, 14 de julho de 2012

Olubajé e o Ebomí de Obaluae









Olubajé é um ritual para Obaluaiê e somente é feito em casas de Candomblé e por lei em casa onde tenha um Ebomí de Obaluae ou que o proprio Zelador ou Zeladora seja deste Orixá.
Olubajé É Uma Palavra Iorubana E Que Significa Olú : Aquele Que ; Ba : Aceita ; Je : Comer . Nesta coluna mostrarei algumas Cantigas que são tocadas neste ritual juntamente com suas traduções. 
Olubajé
Diz uma lenda que Xango, um Rei muito vaidoso, deu uma grande festa em seu palácio e convidou todos os orixás, menos Obaluae, pois suas caracteristicas de pobre e de doente assustavam o rei do trovão. No meio do grande cerimônial todos os outros orixás começaram a dar falta do Orixá Rei da Terra e começaram a indagar o por que de sua ausência, até que um deles descobriu de que ele não havia sido convidado, todos se revoltaram e abandoram a festa indo a casa de Obalaue pedir desculpas, Obalaue se recusava a perdoar àquela ofensa até que chegou a um acordo, daria uma vez por ano uma festa em todos os orixás seriam reverenciados e este ofereceria comida a todos com tanto que Xango comesse aos seus pés e ele nos pés de Xango, nascia assim a cerimônia do olubajé. Porém muitas outras vão em desencontro com essa lenda, pois narram outros motivos o porquê que Xango e Ogum não se manifestarim no Olubajé.
Aqui vou narrar um pouco o que acontece nessa cerimônia:

Nesse dia todo o barracão, casa de candomblé, se encontra ornamentada na cor desse orixá, Obaluaê, devo ressaltar que essa é a única cerimônia dentro do candomblé que dispensa o Ipade, chega a hora e o Babalorixá ou a Yalorixá faz soar o adjá, a fila indiana se forma todos descalços, panelas de barro ornamentadas com faixas todas contendo comidas de todos os orixás com exceção do orixá Xango, a frente estará a Yalorixá ou o Babalorixá seguida por uma filha de Oyá carregando uma esteira, uma outra com um pote na cabeça contendo a bebida sagrada das cerimônia chamada de Aluá, mais 1 com um vasilhame de barro cheia de Ewe Lara (folha de mamona) a qual servirá de prato para as comidas, logo em seguida mais 21 pessoas ou 7, esses são os números das comidas oferecidas, estarão com vasilhames de barro na cabeça.
É importante ressalatar que todos, como numa cerimônia de um bori, inclusive os assistentes deverão estar descalços.
Nesse momento o Zelador(a) do culto entoa para os atabaques a seguinte cantiga:

“ Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo
Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo” 
Tradução:
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.

A s esteiras são estendidas e ali depositadas as comidas que logo serão servida ao povo, todos continuam dançando em volta das comidas até que o último convidados termine seu "prato". os restos são depoistados em um vasilhame também colocado, préviamente, na mesa. quando o último termina sua refeição então o Zelador (a) senta-se num apoti e todos se ajoelham e entoam a reza de Obaluae comum do seu axé ou da sua casa, a mais popular é essa:

È é é ajeniníiyá, ajeniníiyá
Àgò ajeniníiyá
Máà kà lo, ajeniníiyá,
Ajínsùn aráaye, ó ló ìjeniníiyá
E wa ká ló
Sápadà aráaye, ló ìjeniníiyá,
E wa ká ló
Ìjeniníiyá aráaye

A vós punidor, te pedimos licença, não nos leve embora.
Ele pode castigar e levar-nos embora, mandar-nos embora de volta para o outro mundo( outro, o dos mortos).
Pode castigar e levar-nos embora, castigar nos humanos. 

Todos se ajoelham e um cântico em solo é ouvido de forma melodiosa e respondido pela audiência três vezes.Fora a voz humana, somente o Agogô , marca os intervalos entre cada estrofe.
A prece continua.....

Opeèré má dó péré Operé
Pássaro, símblo da vitória dos orixás do Daomé, encontrado sempre encontrado no alto da ferramenta de Ossãe) não ficará só

Ó bèré ké se
Ele começará a gritar.

Má dó há, má dó pèré
Partilhara sua comida,não ficará só

Opeèré má dó péré
Somente Operé não ficara só.

Ó bèré ké se
Ele proclamará a todos.

Má dó há, má dó pèré
Ele ficará e gritará, e não ficará só.

02

Don hòn há,
Em pé usarão barreiras contra feitiços,

Don hòn há é à,
Em pé se tornarão visíveis

Don hòn há é à,
e dividirão a sua comida

Don hòn há,
Em pé

Opèré má dó péré
Dó sú, màá dó é Operé
não ficará só

Dó sú, màá dó , Dó sú, màá dó
ficará cansado, ficará bem

Dó sú, màá má n'gbé
ficará cansado e será ajudado.

Ayò kégbe hún hún
Contende gritara, sim, sim

Ayò kégbe hún hún

........ Todos batem palmas pausadamente – paó – saudando Obaluaiê.

Logo em seguida é cantado com voz forte e cheia de entusiasmo, esta frase melodiosa ecoa.

O conjunto dos participantes se levantan e cantan:

Omolú Kíí bèrú jà
Omolu não teme a briga.

Kòlòbó se a je nbo
Em sua pequena cabaça traz axé e feitiço, vamos comer cultuando-o

Kòlòbó se a je nbo
Kòlòbó se a je nbo

Aráayé.
todos juntos

Nesse momento todos os vasilhmes começam a ser retirados e as pessoas que os trouxeram, novamente tomam seus lugares na fila indiana para recebê-los de volta, agora ao invés de colorem em suas cabeças, os colocam em seus ombros esquerdos, acredito eu, que no fundo seri porque o Olubajé seria o ebó das nossas casa de santo e dos nossos corpos. Todos dançando levam para o quarto de obaluae, onde os vasilhames ficarão até a hora de seus despachos.




Que a Divina Luz esteja entre nós 
Emidio de Ogum 
http://espadadeogum.blogspot.com 
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