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domingo, 8 de novembro de 2009

Entidades Espirituais da Umbanda



Que Venham os GUIAS !
Eles tiveram uma vida difícil, foram discriminados e punidos por suas diferenças étnicas e sociais, mas hoje habitam os Céus e orientam a humanidade com sua sabedoria. Conheça os espíritos conselheiros da Umbanda.

Em um reino encantado dos Céus chamado Aruanda, um espaço mítico onde se preza a paz, a liberdade e a sabedoria, existe um povoado espiritual de idosos, jovens e crianças que visitam a Terra para acalentar o coração aflito dos humanos. Invocados por meio de orações, leituras bíblicas, cânticos e toques de tambores, esses seres divinos deslocam-se de sua morada celeste para incorporar em alguns filhos de fé e, por intermédio deles, operar curas físicas e espirituais. Conhecidos na Umbanda como a idade de pretos-velhos, caboclos e crianças, eles seriam espíritos de luz que um dia foram humanos e, depois de uma vida de sofrimentos e provações, desencarnaram e tornaram-se ajudantes dos orixás (os deuses das energias cósmicas) e de Olorum (ou Zambi), o criador do Universo.

A Umbanda acredita que os integrantes desta idade espiritual atuam como guias da humanidade. Eles remetem às diferentes fases da vida e teriam a função de orientar os fiéis com os atributos de cada etapa. "A criança simboliza a pureza, resolve as coisas sem preconceitos. Os caboclos têm o vigor, a força e o arrojo da nossa fase jovem e adulta. E os pretos-velhos representam sabedoria, paciência e tranqüilidade", diz a mãe-de-santo Márcia Pinho, do Grupo Umbandista Cristão Yonuaruê, em São Paulo. Essas entidades também são vistas como precursoras da nação brasileira. Suas histórias, segundo estudiosos, reconstituem as mazelas do período colonial e a dura batalha entre imigrantes europeus e povos "de cor". "São, sobretudo, estereótipos do brasileiro, das imagens que se fixaram na história oficial e na cultura popular do País", afirma o sociólogo Lísias Negrão, da USP.

O preto-velho simboliza os escravos africanos, tirados à força de seu continente e vendidos aos brancos para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar. Os caboclos espelham os milhares de Índios dizimados pelos colonizadores por lutarem em defesa de suas terras. Com o surgimento da Umbanda, há cerca de oitenta anos, essas duas raças tornaram-se símbolos de veneração entre os fiéis. "Ocorre uma inversão simbólica da condição social dos negros e Índios, historicamente oprimidos e cujos descendentes foram os criadores desta religião", afirma Lísias.

Já os espíritos das crianças indicam aqueles que morreram cedo, vítimas de epidemias e da alta taxa de mortalidade infantil que perdurou, principalmente, até a década de 40. Mais do que figuras do passado, a tríade da Umbanda ainda representaria alguns segmentos marginalizados pela sociedade atual. "O negro sofre discriminação por ter uma história de escravidão; o velho e a criança, por não serem produtivos economicamente; e o Índio, por não ser 'civilizado', afirma o psicoterapeura José Jorge de Morais Zacharias, da Associação Junguiana do Brasil.

Mas o sofrimento e a opressão não teriam causado rancor a essas almas, que se dedicaram a ajudar a humanidade. Em sua nova condição, são procuradas para oferecer apoio àqueles que enfrentam dificuldades na vida. Antes excluídas, eles então se divinizaram na forma de um sábio vovô, de um valente Índio e de uma ingênua criança. "São representações de imagens arquetípicas, ou seja, de símbolos comuns à psique humana, mas com uma linguagem mais próxima à realidade brasileira, afirma o psicoterapeuta.


"O velho sábio, por exemplo, pode surgir como um negro escravo que, com sua paciente submissão à tirania dos senhores, adquiriu sabedoria, paciência e profunda espiritualidade." É o caso da "vó" que "baixa" num terreiro de Joinville, Santa Catarina. "Ela era uma escrava parteira e hoje nos traz conselhos", diz a mãe-de-santo Jacila Barbosa, da Casa de VÓ Joaquina. Enquanto a médium reza, a preta-velha toma seu corpo sem alarde, apóia-se numa bengala, senta-se num banquinho, fuma um cachimbo e, com fala enrolada, transmite mensagens aos "netos". Em seguida, ela puxa seus "pontos cantados" (cantigas que recordam os tempos de escravidão) e mexe em folhas de arruda e guiné para curar dores e machucados dos devotos.

Os caboclos e as crianças também se apresentam cercados de elementos simbólicos, ligados às matas e à infância, para expressar seu poder. "Os caboclos apresentam muitas facetas do herói guerreiro e as crianças são o arquétipo da eterna inocência", afirma José Jorge. Incorporados, os espíritos indígenas (nativos ou mestiços de índios e brancos) soltam um grito de guerra e dançam como se estivessem caçando com arco e flecha.


Seriam especialistas na medicina mágica, praticada com ervas, pós e folhas, e no uso do fumo, considerado um estimulante para o contato com o mundo espiritual. As crianças, quando incorporadas nos devotos adultos, correm pelo terreiro e pedem brinquedos e doces, que utilizariam para manipular as energias do ambiente. "Quem vê, pensa que é um bando de loucos, mas eles descontraem e fazem as pessoas com carga energética muito pesada esquecerem os problemas", afirma mãe Márcia.

Aos poucos, a Umbanda ampliou o leque de suas entidades com a veneração dos oprimidos ciganos do Oriente - que se distribuem pelo mundo com seu estilo de vida libertário -, profissionais pouco reconhecidos, como boiadeiros e marinheiros, e brasileiros de regiões distantes do centro econômico do País, como cangaceiros e baianos.

Num mundo mais próximo dos humanos, a religião conta com exus e pombagiras, qualificados para auxiliar na resolução de problemas terrenos, como dificuldades com emprego e sexo. ''A Umbanda representa, com suas entidades, diferenças raciais e étnicas, profissionais, regionais, de gênero e idade e, inclusive, morais", diz o sociólogo Lísias. "Por meio delas, traz esperanças de proteção, de solução dos problemas cotidianos e de superação dos males." Dessa mescla de personagens, cada qual com sua história e personalidade, criou-se um grupo de espíritos que celebra o convívio pacífico com as diferenças, onde todos têm algo positivo para oferecer.

1 - CABOCLO:

A força, o desprendimento e o espírito guerreiro são considerados seus melhores atributos. Ele representa os índios nativos brasileiros e também os mestiços de índios e brancos. Geralmente alegre, expressa sua cultura por meio de gritos de guerra, cânticos e danças.


OFERENDAS: Gosta de bebidas naturais, como garapa (caldo-de-cana) e aluá (mistura de cascas de frutas, cana e limão). Também apreciam abóbora, milho verde e frutos como o coco.

LOCAIS PREFERIDOS: Anda pelas matas e por lugares afastados dos centros urbanos.

FESTA: Coincide com as homenagens a Oxóssi (orixá das matas) no mês de janeiro e no Dia do Caboclo, comemorado em 2 de julho na Bahia.

2 - CRIANÇA:

Vítimas de doenças que se disseminaram no País, milhares de crianças teriam migrado para um mundo espiritual. Desde então, são invocadas para trazer alegria e descontração e, quando incorporadas, brincam e pedem doces.

OFERENDAS: Refrigerantes e sucos, além de doces como bolos, caramelo, rapadura e balas.

LOCAIS PREFERIDOS: Jardins e parques, geralmente acompanhadas de uma entidade adulta.

FESTA: Em setembro, junto com as homenagens aos santos católicos Cosme e Damião, com quem as crianças são sincretizadas.

3 - PRETO-VELHO:

Representa os escravos africanos do Brasil colonial que superaram os sofrimentos e, desencarnados, orientam os seres humanos na Terra. Quando incorporado, tem fala mansa, anda curvado e quase sempre fica sentado num banquinho para abençoar os filhos. É respeitado por sua humildade e sabedoria.

OFERENDAS: Gosta de café forte e vinho tinto. Também de aipim cozido, mingau de mungunzá e acarajé, entre outros quitudes africanos.

FESTA: Durante o mês de maio, principalmente no dia 13, data da Abolição da Escravatura.

4 - OUTRAS ENTIDADES ESPIRITUAIS:

No universo umbandista, os orixás simbolizam sete raios de energias que correspondem a forças da existência, como o amor, a transformação e a justiça. Cada uma dessas linhas de vibração seria habitada pelos espíritos que "baixam" nos terreiros. Os mais importantes são pretos-velhos, caboclos e crianças, que formam a tríade da Umbanda.


Há também entidades que aludem a outros segmentos sociais marginalizados, como ciganos e boiadeiros, que se desenvolveram no plano astral, vencendo as dificuldades da vida terrena. Logo abaixo, viriam os espíritos "das trevas", os exus e as pombagiras, encarregados de ajudar os humanos em questões terrenas. Conheça melhor algumas delas.

A - EXU: Brincalhão, usa roupas pretas ou vermelhas. Fuma charuto e bebe aguardente, com os quais manipula energias. Gosta da noite edas encruzilhadas e combate feitiços. Sua aparência lembra o Diabo dos cristãos.

B - POMBAGIRA: Assim como Exu, pode fazer o bem e o mal. Frequenta cemitérios e encruzilhadas. Bela e vaidosa, ajuda nos problemas sexuais e gosta de atrair homens.

C - BOIADEIRO: Jovem e másculo, doma os bois no sertão. Representa aquele que leva o rebanho como se estivesse guiando os fiéis no caminho do bem.

D - CIGANO: É conhecido pela roupa colorida, a musicalidade e a dança. Originário da Índia, viaja por todo o mundo, e, por isso, simboliza a universalidade. Seu nomadismo mostra que avida é uma eterna mudança.

E - MARINHEIRO: Sorridente, vestindo um boné de marujo, anda imitando o balanço do mar, o que simboliza seu controle sobre o ritmo da vida. Com palavras macias e diretas, ensina as pessoas a saírem dos mares bravios.

Axé a todos
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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