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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Rosa de Sarom



EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Qual o lírio entre os espinhos, tal é meu amor entre as filhas. Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. Esta é a voz do meu amado; ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, espreitando pelas grades. O meu amado fala e me diz: Levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi; Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra. A figueira já deu os seus figos verdes, e as vides em flor exalam o seu aroma; levanta-te, meu amor, formosa minha, e vem. Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa. Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. Até que refresque o dia, e fujam as sombras, volta amado meu; faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Lágrimas por uma pessoa que se foi


QUE AS LÁGRIMAS NÃO NOS IMPEÇAM DE LEMBRAR...

Eu fiz esta postagem no ano passado, e nesta semana exatamente dia 25 de outubro de 2011 eu perdi uma pessoa muito especial, eu dedico esta mensagem a ela, onde esteja sua luz sempre ira brilhar.
A minha queria Maria Angela.

Que as lágrimas não nos impeçam de nos lembrar que uma pessoa que chega na nossa vida é um presente que nos foi oferto.

Há presentes assim valiosos que não duram muito, quando nossos corações desejariam que durassem eternamente e ignoramos por que eles se vão quando a vida parece apenas começar.

Mas se nos perdemos nesse mundo de questões sem respostas, a dor será muito maior que as lembranças de tudo o que a vida nos permitiu juntos enquanto durou a caminhada na terra.


Se tivéssemos que voltar atrás, teríamos preferido não ter encontrado, não ter conhecido, somente por que não pudemos guardá-lo no nosso seio mais tempo?

Não...

O vento passa, mas nos refresca; a chuva vem e vai, mas sacia a terra. O importante mesmo não é a quantidade de tempo que as coisas ou pessoas duram, mas a riqueza que elas trazem à nossa alma, o amor que nos permitimos dar e o que aceitamos receber.

As dores das partidas definifivas são indizíveis, indefiníveis, mas que elas nunca nos impeçam de nos lembrar da vida compartilhada.

Que as lágrimas não nos impeçam de sorrir novamente um dia quando a dor for mais amena e as lembranças felizes começarem a voltar, como as flores no jardim a cada primavera.

A eternidade existe para que esperemos por ela, para que tenhamos o consolo de saber que um dia, se o Deus-Pai permitir, Ele que nos ama de amor infinito, poderemos novamente nos encontrar.
Existe um ponto de Umbanda muito bonito quando se fala de separação, pois não acreditamos na morte, e sim na saída do espírito para o conforto do Pai eterno.

Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação

Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos
Quem parte deixa saudades a todos os seus irmãos

Disse o mestre Messias que quem separou não morreu
Disse o mestre Messias que quem separou não morreu

Deste mundo para o outro temos a separação
Deste mundo para o outro temos a separação


La na vida do espaço vai buscar a tua luz
La na vida do espaço vai buscar a tua luz

Deste mundo para o outro para temos a separação
Deste mundo para o outro para temos a separação

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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sábado, 8 de outubro de 2011

Homenagem ao Preto Velho Pai João


Preto Velho na Umbanda é anjo na terra
Que calor cobria suas vestes, mas forte era sua reza

Com um terço na mão debruçava na cocheira
Joelhos no chão saúdam Oxum na cachoeira

Ventou forte crianças correram na direção da mata
Alimentou-se da comida que sobrada da mesa farta

Mas ainda não escureceu, dia claro e noite de breu
Cobertor rasgado e cama de palha do milho que o gado comeu

Corpo forte e marrom como a lama, olhos brancos e boca vermelha
Roupa branca, cachimbo na mão e alimento da ordenha

Café amargo, palha para o fumo, e conga para oração
Seu canto é sua casa, e seu crucifixo feito do galho de açafrão

Dentes brancos, e pés rachados, cabelos brancos reluz ao sol do verão
Bonito negro de dia e a noite reluz a luz do lampião,

Bom na lida, mas cauteloso com a ferramenta, corta a cana pela raiz
Bom dia meu sinhô,
Bom dia querido Pai João.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Que tolice a minha pedir desculpas a Oxalá


Que tolice a minha pedir desculpas a Oxalá

Desculpe Oxalá mas não fui o que o senhor queria, caminhei e pequei muito por onde andei, mas desculpe assim mesmo, desculpe os erros que produzi com meus atos incertos, com minha vida errante.
Ouvi tantos pedidos e não olhei pra trás, sim dei as costas a todos e todos se voltaram também pra mim, tentei algumas vezes rezar, mas foram poucas vezes, pois o tempo era curto e acho que tinha o que fazer, mas fazer o que, pois a vida já me dera tudo, mas ainda não compreendia, fiz tudo errado, e assim vivi esta vida, joguei o lixo que não mais queria no rio e inundou os mais pobres, escolhi na feira as frutas mais doces e deixei as amargas para quem tinha mais fome que eu, já tinha a minha casa, mas derrubei as madeiras que formavam a dos humildes, um dia joguei fora o resto da comida que sobrará e vi pessoas debruçadas em minha lata de lixo, corria com meu carro jogando água da chuva em cima daqueles que já estavam molhados, precisei ser socorrido a um hospital público e nele via a falta dos medicamentos para me salvarem, dei esmolas nas ruas, mas roubava o dinheiro no imposto que lhes servia, fiz de tudo um pouco de cada erro uma consequência, produzi o infortúnio, e a cada dor pela fome eu participei um pouco, agora estou aqui pedindo desculpas ao senhor, mas que tolice a minha deveria pedir desculpas a todos que magoei.

Em cada prato de comida peço perdão pela fome
Em cada falta de cobertor peço um pouco de calor
Em cada falta de remédio, peço a cura
Em cada choro de criança peço pelo sorriso
Em cada família desunida peço o amor

Em cada sofrimento peço suas mãos meu pai para tocar na ferida e trazer de volta a paz a esta humanidade que ainda acredita no senhor.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Autor Emidio de Ogum
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Perfume da Umbanda



Perfume da Umbanda


Perfume da Umbanda

As flores tem seus aromas, pode ser cravo, rosa ou mesmo a simples palha de milho;
O Incenso também tem, e direciona a mente das pessoas purificando-as:
A alfazema, também vibra com seu perfume em todo templo:
As ervas também exalam um delicioso perfume, que percorrem em seu corpo:
O Talco das entidades tem um odor maravilhoso, vindo no sopro do amor:
E que perfume tem o café dos pretos velhos, da até vontade:
Ate o charuto do caboclo percorre a divindade do olfato:
Agora sua mente esta perfumada pelo som do atabaque de das canções entoadas:
As cores das imagens dos Orixás perfumam seus pensamentos:
Chegue bem pertinho da água que jorra no Reino de Yemanjá também tem um cheirinho delicioso de mar:
Se fecharmos os olhos, sentindo todos esses perfumes, sentiremos um toque no coração esse é o cheirinho de Oxalá:
Se juntar todos esse perfumes em um único frasco terás o perfume da felicidade, que levaras consigo no frasco mais puro que existe, é o frasco do seu coração:
Agora sua alma também ficou perfumada, por todos perfumes da Umbanda
Quando saíres sentirás ainda este cheiro de perfume:
E levaras este aroma ao seu lar, trazendo paz e alegria:
E no caminho exalará por onde seus pés tocarem, guiando-te nos bons caminhos:
Sentiras este perfume nas cores que olhares, nos barulhos que escutares e no vento que soprar:
Agora estarás sempre guardado pelo Perfume da Umbanda.
Autor Pai Emidio de Ogum


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Poema Caboclo Boiadeiro


Caboclo Boiadeiro, das plaga do Norte
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar
Cade teu boi boiadeiro errante.

Ninguém te oferece um feliz lenitivo
És rude e cativo, não tens liberdade.
A roça é teu mundo e também tua escola.
Teu braço é a mola que move a boiada

De noite tu vives na tua palhoça
De dia na invernada a procuro de um novilho
Julgando que Deus é um pai vingativo,
Não vês o motivo da tua opressão
Tu pensas, amigo, que a vida que levas
De dores e trevas debaixo da cruz
E as crides constantes, quais sinas e espadas
São penas mandadas por Pai Oxalá

Tu és nesta vida o fiel penitente
Um pobre inocente no banco do réu.
Caboclo não guarda contigo esta crença
A tua sentença não parte do céu.

O mestre divino que é sábio profundo
Não faz neste mundo teu fardo infeliz
As tuas desgraças com tua desordem
Não nascem das ordens do eterno juiz

A lua se apaga sem ter empecilho,
O sol do seu brilho jamais te negou
Porém os ingratos, com ódio e com guerra,
Tomaram-te a terra que Oxalá te entregou

De noite tu vives na tua palhoça
De dia na roça , de enxada na mão
Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo,
Tu és meu amigo, tu és meu irmão.
 

Cadê teu boi boiadeiro errante.


Já não vives entre as pradarias
Consola-te nos terreiros da fé
Mas ainda seu laço da um nó
Para tirar as mazelas dos filhos 
E caminhar na luz de nosso senhor


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Poema Pai Oxalá


Sinto, Pai Oxalá, tua presença
Em mim a todo momento
Inundando corpo e alma
Num sopro de vida e alento!
Apesar de não te ver
E não poder te tocar
Te sinto no ar que eu respiro
No meu coração a pulsar.
Estás no sol que me aquece
Nos dias frios de inverno
Nas aves em revoada
Entoando um canto terno.
Te encontro no mar que murmura
Nos rios, cachoeiras e fontes
No esplendor de um novo dia
Que desponta no horizonte.
Te sinto no voo dos pássaros
Que bailando te cultuam
Te vejo no azul do céu
Nas nuvens que nele flutuam.
Consigo sentir tua presença
Nas florestas verdejantes
Na lua que a noite ilumina
Nas estrelas fulgurantes.
Estás no calor do verão
Na brisa que me acaricia
Na chuva, nas flores, na terra...
No fruto que a fome sacia.
Estás também no arco-íris
A refletir tua aliança
Colorindo o firmamento
Prenunciando a bonança.
Presente estás em mim
Na inspiração destes versos
Presente estás no ser vivente
Na imensidão do universo!


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pai Benedito

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No moinho de cana foi-se a primeira lágrima, suas mãos tremulas mostravam a idade avançada daquele senhor escravo, ainda em seus cabelos brancos deixam seu suor cair em seu corpo musculoso mas com dores orçadas nas lidas da cana, no amanhecer o dia já tinha começado e no orvalho da noite ainda se ouvia a grande roda com seu rugido estridente assoar a noite na penumbra da vela, alias vela esta acesa ao pé do oratório que o velho aproveitava para fazer suas orações, já tarde ia dormir, mas não antes de mastigar um pedaço do pão deixado a porta do engenho pela sinhazinha, o sol não tardia a aparecer e a noite era curta, mas somente em sua dormida é que podia sonhar aquele velho senhor, sonhara com sua liberdade, sonhava as vezes com um bom alimento, com os amigos também sonhara, mas estes nunca mais veria, pois os que mais amava já se foram, morreram novos, alguns até que aguentaram bastante a lida, mas a sorte os deixou cedo, amanheceu dia após dia, e nada mudara, todo dia era igual ao outro, o tempo parecia que tinha parado naquele lugar, mas em uma noite tudo iria mudar, deitou-se novamente o velho na palha que fizera colchão, no linho branco da coberta marcada pelo tabaco amarelado do cachimbo repousou seu corpo moribundo, o dia não amanheceu e os pássaros não cantaram naquela manhã, o sol estava escondido, as nuvens eram negras e logo a chuva começou a cair, o barulho da roda do engenho que por anos a fio assolhava a cada inicio do dia, não tinha se movido, o senhor viria ao encontro do nego fujão e foi com estas palavras que adentrou ao pequeno canto daquele seleiro que seu Benedito fazia de casa, notou estranho a luz azul transparecendo o pano que dividia aquele lugar, seria alguma lamparina diferente imaginou o senhorzinho, gritou novamente, mas o silencio era maior, e somente um ruido alterou aquele lugar, perto da cama jazia seu Benedito e uma pomba branca estava próxima dele a olhar, quando sentiu ser vista imediatamente voou e pra ora sairá daquele lugar, levara consigo o terço no bico, rodou por três vezes o céu e em um rasante pouso entrou no engenho, sinhozinho correu atrás e contou a todo o que se passou, a pombinha pousará ao pé do lugar onde aquele velho acendia suas velas e fazia sua orações, com o bico depositou o terço e saiu sumindo em seu voo no infinito, Benedito se foi, seu cachimbo ainda paira na borda da cama, único bem que possuía, não tinha salário, não tinha casa, as vezes esqueciam de dar-lhe o que comer, mas agora estava feliz, pois entre seus amigos deve estar.


Poema Emidio de Ogum


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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sábado, 16 de julho de 2011

Louvor a vida de Oxalá


Um vento soprou atras daquela nuvem
Um sussurro do mar, nas montanhas ecoou
Trás a jangada do mar linda sereia
No vento caminha em cima das nuvens mamãe Iansã
Empurra minha jangada linda sereia
leva pra longe minha tristeza
Não deixe parar nas pedras Ogum Beira Mar
Paira seu escudo e me leva pra longe do mal
Quando meus pés de novo tocar as areias
Que eu vire de novo ao encontro do mar
Peço a Deus que seja louvado em nome de Oxalá
Que neste terra somente o amor haverá de vingar.
Minha inspiração é dos verdes campos
Vem também das cachoeiras com seu sumo liquido do amor
Vem do guerreiro boiadeiro com seu berrante avisa o gado que
o dia se acabou.
Mata do caboclo e também do índio bravio
Guerreiros do coração e sobretudo dos menos favorecidos
Quem enrola com fitas rosas e azuis neste momento são
Os filhos pequeninos, que como anjos acalentam nossa dor.
Salve as crianças eres de nossa caminhada.
Salve meu Pai Oxalá por permitir tudo isso.

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poema à Xangô


Nas pedras da montanha, ele fez sua morada
O não sobe lá sem saber o que quer na sua vida
Seu trono foi feito de pedra grande e cortada
O não senta lá pois Xangô é Rei e sua pena é pesada

Seu Machado tem dois cortes profundos
Não toque nele pois não sabe como será
Xangô manda na justiça da terra
Não peça algo que não tenha direito de cobrar

Xangô é rei, é forte e tem pressa na matriz
Não peça nada que maltrate alguém inocente
Sua capa tem dois lados e são iguais
Não vista ela pois você não é Juiz

Xangô é rei das pedras puras é valente
Não corre ronda mas tem súditos a sua frente
No tribunal Xangô é majestade
Não existe perdão pra Xangô nem crueldade.

Autor deste poema Emidio de Ogum

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Procura-se o dono

Procura-se o dono

Foi encontrado em cima de um morro.
Próximo a um buraco que outrora fora fincado uma cruz.
Esta sujo de sangue, talvez a pessoa que usara machucou-se muito.
Sua dimensão é comum cabe em qualquer cabeça humana.
Cuidado ao segura-la tem espinhos cortantes.
Não tente experimenta-lo pois pode feri-lo.
Foi um presente pois alguém achou que o dono era Rei.
Aparentemente não tem valor nenhum pois não é de ouro nem prata.
È muito antigo deve ter mais de 2000 anos, valor histórico ainda não se sabe, alguns falam que valeu muito e outros que de nada valeu.
Seu uso, ainda não se sabe pra que foi feito.
Quantos espinhos tem?
Talvez a mesma quantidade de homens na terra.
Como saber quem foi o dono?
Tem que nos dizer pra que serve hoje este estranho adorno.
Tem algum igual?
Não somente réplicas, fotos, e desenhos parecidos, muitas vezes em peitos, paredes e lugares que nem se sabe porque estão ali.
Pode levar pra casa?
Pode sim, e não precisa mostrar documento de posse pois não existe.
Ressalva, quem retirar deve mostrar a todos que possui, é item obrigatório, assim saberemos publicamente quem é seu dono.
Deve guarda-lo em um cofre?
Não pois ninguém tem interesse de rouba-lo.
Se outro vier procura-lo?
Impossível, pois somente um homem poderia ter usado algo assim, ainda mais com a serventia na retirada dos sofrimentos dos outros.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Poema de Pai Emidio de Ogum
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Feliz aniversário senhor Oxalá




O cantinho da entidade

Mesmo que o médiun não esteja lá, a entidade está,
Os Orixás também não saem de lá
Falo da casa santa, da casa de Oxalá.

Fica ali no canto do terreiro o banquinho do Preto Velho
Em cima está o cachimbo ainda sujo do último tabaco
Caido ao lado do quipá esta o terço colocado com carinho
O cheiro no ar ainda é da alfazema usada nas curas
No chão ainda esta a cera das velas postadas uma a uma

O cheiro forte da arruda ainda paira no ar, perto do chão
É ainda esta ali o Preto Velho, não saiu e nunca sairá
Não tem pra onde ir, se o médium não o for buscar
Os atabaques silenciaram e o som é da agua do mar
Agua da fonte da mamãe Iemanja, linda sereia a olhar

Mesmo quando a luz se apaga ele ainda está ali
Da porta do terreiro da pra ver que ele não se levantou
Continua sentado olhando o infinito a espera de alguém
Essa pessoa deve deixa-lo usar seu corpo mais uma vez
Para poder tocar as pessoas em seu coração
Para aliviar a viagem de volta, e iluminar as estradas de aruanda

Enquanto espera o Preto Velho canta, canta triste mas ainda canta
Sua música é acompanhada pelos anjos de São Miguel
Que com seus lindos bailados sobem ao alto do congá
Ouve-se correria são as crianças de Cosme que espiam a porta
Esperam que seus médiuns venham e acendam duas velinhas
Doces também são bem vindos se vierem com guaraná

A fumaça do carvão no incensário ainda solta o fim da defumação
Exús então rodeiam este sopro soltando uma gargalhada no silêncio
Cai a noite e vem chegando o amanhecer, em cima da porta esta a espada
Na guarda da casa empunhada pelo senhor Ogum protetor
Lâmpada da Barra guarda o caminho daqueles que já saíram
O Cheiro de pipoca ainda está forte na panela de barro
Obaluaê remexe os piruãs das sobras daqueles que não compreendem

O lenço vermelho da cigana sobe ao alto e gira sem parar
Com sua voz encantada solta gargalhadas e quebra o silêncio
No canto um velho sentado em uma pedra encosta o machado pesado
Justiça feita a demanda vai acabar, Pai Xangô decretou e cumpriu o destino
Uma flecha certeira percorre do congá até a porta de entrada do terreiro
Fixa firme cravada na madeira da entrada como confirmação da casa santa
Na ponta da flecha algumas fitas coloridas, balançam ao vento com força

Ta chegando Iansã dona dos ventos e senhora dos caminhos
Sopra as velas ainda acessas com força mas não apaga nenhuma
Não pisa no chão e flutua com uma Santa os 4 cantos do terreiro
E com um raio acende as velas ainda apagadas iluminando todos Orixás
Tem doce pergunta Damião a Doum quando este recolhe a oferenda

Uma batida forte na porta estremece a terreira e a porta se abre
É Ogum de Ronda que voltara dos atributos a ele destinados
Saúda a todos e caminha em direção a Iemanjá
Deposita um perfume que trouxera de longe prometido ao mar

Um tecido fino escorrega das colunas do terreiro, deixa cair
Como se fosse folhas de outono nas aguas da cachoeira
O canto de pássaros vibram pelo ar da casa santa
As velas acessas aumentam a intensidade de luz divina
Os braços de Oxalá agora estendem-se para frente
Esperam suas mãos serem tocadas pela mamãe que acabara de chegar

Quebra o silêncio a Orixá Oxum para falar ao filho querido
Feliz Natal, e feliz aniversário Oxalá, meu filho querido
Seu dia de nascimento na terra é hoje e queria que você intercede-se
Por todos irmãos deste lindo lugar, cure filho as doenças, traga o sorriso
as familias desunidas, traga a paz aos corações desencantados, traga a vida
e o amor entre todos que acreditam em Deus nosso Pai.

FELIZ NATAL E FELIZ ANIVERSÁRIO SENHOR OXALÁ

Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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sábado, 23 de outubro de 2010

Uma rosa pra Mamãe Oxum


Acordei cedo e fui comprar uma rosa.
Peguei - e fui coloca-la na cachoeira de mamãe Oxum
Fiz algumas ondinhas com as mãos fazendo com que ela navega-se
Pedi a ela que abençoar minha familia e trazer alegria ao meu coração
Achei estranho mas eu mandava uma ondinha e aquela rosa não voltava
Resolvi assoprar bem forte e ela começou novamente a ir para frente

Mas nada adiantou, será que não vou conseguir atingir meu desejo?
E aquela rosa novamente voltou e ficou no mesmo lugar
Peguei um pedaço de galho seco e empurrei a rosa novamente
Fiz meu pedido rápido para que a rosa leva-se pra mamãe Oxum
A rosa girou girou e derrepente parou novamente mas na curva do rio
Neste local eu não conseguia mas faze-la sair, mas tudo bem
Voltei pra casa com aquela situação na cabeça, não consegui entregar a rosa
Mas tudo bem, quem sabe eu volto outro dia e tento de novo
Quando cheguei em casa, percebi que tinha muitas pessoas me esperando
Minha familia esta reunida e riam muito muita felicidade estava no ar
Percebi que não precisa mais voltar ao rio para pedir alegria a todos
Qual foi meu espanto quando perguntei a cada um porque vierem me ver

Meu Pai disse - Acordei cedo senti vontade de te ver
Minha Mãe disse - Quando seu pai disse que vinha eu disse-lhe que senti a mesma vontade
Minha Irmã disse - Eu ia ao mercado mas meu carro quebrou e resolvi vir te ver
Meu Irmão disse - Eu ia viajar, mas perdi o ônibus pois acordei tarde
Meu Primo disse - Acordei e senti saudades, vi que todos viriam pra cá e vim junto

Fiquei um tempo sem nada dizer, somente pensando no pedido que fiz a mamãe Oxum
Percebi que aquela rosa que não queria sair de perto de mim, encontrou seu destino, pensei que meu pedido dependia da visão dela navegando as aguas do rio, mas que tolice a minha, meu pedido foi cumprido a partir do momento que acordei com a vontade de ver minha familia, fui atendido quando firmei meu pensamento a querida mamãe, aquela rosa foi simplesmente um objeto manipulador de minha vontade, não que ela não trouxe seus efeitos, mas mamãe quis dizer pra mim que podia ficar com ela.

Quando todos foram embora estranhei uma batida na porta de casa, fui abrir, uma senhora idosa vendedora de rosas, perguntou se queria compra-las, olhei pra ela peguei em sua mão e falei, senhora, suas rosas são lindas, vou comprar somente um botão.

Queridos irmãos quando compreendemos as formas de recebermos as graças pedidas, assim seremos mais espiritualistas, pois pedimos as vezes um emprego novo, e mamãe Oxum somente nos da uma familia feliz, entender isso é muito bom.

Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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sábado, 16 de outubro de 2010

Oxalá meu pai, tenha pena de nós tenha dó,

Oxalá meu pai, tenha pena de nós tenha dó, Oxalá meu pai, tenha pena de nós tenha dó
Se as voltas do mundo é grande Oxalá, seus poderes são maior.
Se as voltas do mundo é grande Oxalá, seus poderes são maior.

Pai Oxalá peço que todo amor que o senhor tenha, derrame sobre todos nós
Que seu lindo mar seja a agua que purifica nossos corações
Que a terra que o senhor nos deixou seja a raiz do nosso alimento
Que em nossas caminhadas possamos estar com suas mãos colocadas em nosso peito
Quando sentirmos medo meu pai, nossas lágrimas se transformem em alimento de nossa alma

Por toda nossa vida meu pai, queremos falar a todos como o senhor foi bondoso
Feriu-se por nós e compartilhou nossas preces como se fossem suas
Por diversas vezes meu pai caiamos de joelhos arrependidos de nossos atos
E nem mesmo assim o senhor nos abandonou meu pai
Ser pai é difícil, muito mais ser pai de tantos filhos
Alguns rebeldes com certeza, alguns que não pensam em seus irmãos
Mas também para eles meu pai o senhor tem um lugar em seu coração
Aflitos lhes pedem todos os dias, saúde, paz e amor na familia
Pedem de tudo meu pai, até a fortuna lhe pediram, mas esqueceram
Que a maior fortuna é poder ser seu filho meu pai
Obrigado meu pai, pelos pássaros cantando a alegria
Obrigado meu pai pela agua dos rios que matam nossa sede
Obrigado meu pai pelo ar que respiramos e pela aurora todos os dias
Obrigado pelo simples, descartamos o complicado e rezamos por todos
Quando meu pai a noite se fizer, não terei mais medo, pois o senhor me
dará todo dia um novo amanhecer.
 
Autor Emidio de Ogum

Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Com os Pés no chão


Ficar descalço e pisar neste abençoado chão do terreiro

Sentir a energia da terra entrando pelos meus pés cansados
Colocar a roupa branca como o algodão trançado pelo amor
Beijar a guia ofertada pelos meus guias e deposita-las em meu coração
Erguer minhas mãos para o alto no brado do Caboclo
Girar na fumaça deixada pelo incensário, subindo ao alto levando todas as preces
Abaixar a cabeça quando canto para meu Orixá
Cair de joelhos batendo meu corpo no chão sem sentir dor
Fitar a imagem do Pai em cima do congá
Pedir com humildade sua proteção
Caminhar em volta da corrente sagrada dos Orixás
Deixar que meu corpo se leve ao altar dos justos
Permitir que o amor em forma da entidade o possua
Sentar no banquinho dos Velhos e sofridos guardiões das almas
Acender a vela do fogo da alma clareando meu coração
Incendiar o cachimbo nas mão trêmulas do querido negro ancião
Estalar os dedos ecoando o amor ao próximo

Esta ali o Pai Velho, em respostas ao médium diz:
Filho vou usar so um pouquinho da sua matéria, mas prometo que a devolverei recarregada de energia, e quando me for, deixo a você em suas vestes o perfume da Umbanda, quando precisares deste amigo, não se preocupe eu leio seus pensamentos e conheço suas aflições.

Autor Emidio de Ogum

Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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A Casa de meu Pai

A casa do meu Pai
Pode estar cheio de rachaduras
Mas não falta o amor dentro dela
Pode não ter uma vista bonita
Mas meus olhos brilham em seu interior
Pode não ter janelas e portas
Mas somente tem uma única entrada a da caridade
Pode não ter telhado
Mas dentro somente chove o necessário
Pode não ter janelas
Mas o vento entra com o odor de flores
Pode não ter muita comida?
Mas o alimento da alma encontra-se ali dentro
Pode ser convidado a entrar?
Um dia todos filhos foram mas muitos esqueceram o caminho
Qual condução eu pego para chegar lá?

Pegue o primeiro necessitado a sua frente e ajude-o, carregue a primeira cadeira de rodas de uma pessoa deficiente e ajude-a, atravesse a avenida segurando o braço de um idoso, pode encurtar caminho segurando também a de um deficiente visual, siga em frente mas não pise nas pessoas menos favorecidas a sua frente, se puder levante-as e leve-as com você, cuidado com as intrigas que encontraras nos caminhos, também desvie-se de todas as coisas ruins e procure ajudar quem não conseguiu livrar-se, ao avistar a casa de meu Pai ao longe, ainda deverás verificar se existem pessoas ao seu lado, pois não se chega a ela sozinho, sem caridade meu Pai não ouvira suas pegadas quando chegares.

Sabe aonde fica a casa do meu Pai?
Se a reposta é não, não se preocupe
Feche seus olhos e sinta uma mão abençoada a te levar.

Autor Emidio de Ogum

Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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domingo, 10 de outubro de 2010

Jesus é Oxalá

Jesus estava sentado a beira de um rio, quando de repente ouviu um murmúrio, vindo de um local distante:
Pai Oxalá, ajude este filho pois está aqui presente pedindo sua ajuda, de repente um Anjo ao seu lado ouviu a súplica e perguntou-lhe, Jesus, vais atender este pedido, mesmo sendo chamado de outro nome?

Jesus respondeu colocando uma de suas mãos no ombro daquele Anjo:

Já fui chamado de muitos nomes, mas a maioria das pessoas me chamam por Jesus, mas este é apenas um deles, prefiro que me chamem do filho de Deus, como são todos aqueles que pedem a sua ajuda também, saiba que   aqueles filhos que um dia chamam-me de Oxalá, estão muito próximos a mim, pois dedicam seu tempo na terra na ajuda aos necessitados, emprestam seus corpos aos espíritos de luz, para poderem ajudar aos outros irmãos, na terra, e saiba que dessa forma ajudam também os espíritos em evolução, considere que existem muito amor neste ato, e sabemos que aonde existe amor está nosso Pai, pois nada acontece sem sua permissão, não pode existir amor maior sem que suas mãos não estejam refletindo a Luz divina, com todo seu esplendor, vem do reino de Deus onde a paz e muito amor, esta luz refletira no peito, luz que refletiu no mar, luz que veio do reino de Deus para tudo iluminar.

Entender sobre qual forma é acreditar em Deus, pouco importa, o que importa sim é acreditar em nosso Pai, muitos pedem por eles mesmos, rezam, oram, e ajoelham-se perante a mim, infelizmente pedem somente por eles, não posso deixar de ajuda-los também, os Espíritas são um pouco diferente dos outros filhos, pois poucos pedem para eles mesmos, a maioria dedicam muito mais tempo de suas vidas a pedirem por outros irmãos que nem sequer conhecem seu nome.  

Querido Anjo, muitas vezes você também serás chamado de entidade, preto velho, caboclo, pomba gira, exú, e mesmo assim você ira ajudar estas pessoas trazendo-me seus seus pedidos, o nome que nos chamam meu querido não importa, mas importa muito o que o filho tem no coração quando suplica algo a mim.

Autor Emidio de Ogum

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Emidio de Ogum
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vida Umbandista

Acordar, pedir a Oxalá que ilumine seu dia, tomar banho como se banha-se nas aguas da Mamãe Oxum, enxugar o corpo, ativando os chacras em forma de vibração, assoprar o talco de Mamãe Iemanjá alçando as vibrações da pureza, vestir a roupa como se fosse as vestes do vencedor das demandas, colocar o casaco como se fosse a capa de Ogum, beber o café como se estivesse brindando ao Preto Velho, sair de casa abençoando a todos que ficam a sua espera, entrar no ônibus como se montasse no cavalo branco daquele senhor, empunhar a ferramenta do trabalho como se fosse o machado de Xangô, terminar suas tarefas no horário de Oxum, caminhar ao encontro do terreiro com o sorriso das crianças, colocar a roupa branca como se fosse o véu na espuma do mar, receber no pescoço as guias como divisas do santo guerreiro, retirar os sapatos como se pisa-se em terra de Santo, saldar o congá como se fosse a primeira vez, rezar baixinho pedindo saúde ao Pai Obaluaê, olhar em volta fitando todos Orixás, cair de joelhos no brado do Caboclo, sentar no banco com os pés descalços como se fosse um escravo liberto, sentir o atabaque como se fosse anjos batucando, pegar a fumaça do incenso levanta-la e espalha-la em seu corpo quando o pai da casa estiver a sua frente, dar um volta enrolando-se na pureza do alecrim, acender uma vela e fitar sua chama, colocar ao lado dos pertences daqueles que você empresta seu corpo, regar de alfazema suas mãos antes do rito, debulhar o charuto e coloca-lo em local de agrado da entidade, estalar os dedos na chegada do Pai Velho, dobrar-se na vontade e paciência daquele que ira utilizar seu corpo para a prática do bem comum, fazer de seu corpo cansado um instrumento da vontade de Deus, pois ele esta sempre que se existem o merecimento, e mais que merecimento não existem em lugar nenhum, pois de fé vive o homem e do homem de faz a bondade, quando minhas mãos não mais puderem segurar o cachimbo do Preto Velho, passarei para outro filho, mas pedirei a este bondoso homem, nunca me abandone pois acostumei com você minha doce entidade.

Autor Emidio de Ogum

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Emidio de Ogum
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terça-feira, 1 de junho de 2010

Caboclo Boiadeiro

Tão calmo que seus passos não faziam barulho
Somente o pó levantava com suas pisadas firmes
Rasgadas roupas na bula do vento
Embrulhado no bornal a mais simples refeição
Braço forte na rédea do alazão suado
Brilho na vértebra coluna cervical
Juntado a poeira de dias na montaria
Punhal em riste no corte profundo das matas
Corte de honra com seu chicote certeiro
Fibra viril no laço desgastado
Entende os animais como entende das moças
Assobio forte no tronco da laranjeira
Onde descansa calmo sem perder a boiada
Corta a ponta do fruto e engole seu sumo
Sacia a fome e a sede com a laranja madura
Limpa da boca o respaldo do licor da fruta
Desenrola com destreza o laço da cintura
Mira o novilho em fuga do rebanho
Abaixa a aba do chapéu para o sol cobrir
Lança girando o laço certeiro, derrubando o novilho
Coloca-a ao pé da boiada parida
Chama com seu gesto de montaria o boi na caatinga
Saúda por três vezes a Virgem Maria
Toca em frente a boiada do seu patrão
Temido e respeitado nunca deixou escapar um boi fujão
Sai com duzentos e volta muitas vezes com prendas paridas
Passa dia e noite no tempo e em terras perdidas
Conduz com laço firme e fé na Virgem Maria
Homem forte e palavra de Caboclo
Salve laço certeiro
Salve boiada voltando
Salve Caboclo Boiadeiro
  
Poema de Emidio de Ogum

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Emidio de Ogum
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sábado, 29 de maio de 2010

Perfume da Umbanda

           
Perfume da Umbanda

As flores tem seus aromas, pode ser cravo, rosa ou mesmo a simples palha de milho;
O Incenso também tem, e direciona a mente das pessoas purificando-as:
A alfazema, também vibra com seu perfume em todo templo:
As ervas também exalam um delicioso perfume, que percorrem em seu corpo:
O Talco das entidades tem um odor maravilhoso, vindo no sopro do amor:
E que perfume tem o café dos pretos velhos, da até vontade:
Ate o charuto do caboclo percorre a divindade do olfato:
Agora sua mente esta perfumada pelo som do atabaque de das canções entoadas:
As cores das imagens dos Orixás perfumam seus pensamentos:
Chegue bem pertinho da água que jorra no Reino de Yemanjá também tem um cheirinho delicioso de mar:
Se fecharmos os olhos, sentindo todos esses perfumes, sentiremos um toque no coração esse é o cheirinho de Oxalá:
Se juntar todos esse perfumes em um único frasco terás o perfume da felicidade, que levaras consigo no frasco mais puro que existe, é o frasco do seu coração:
Agora sua alma também ficou perfumada, por todos perfumes da Umbanda
Quando saíres sentirás ainda este cheiro de perfume:
E levaras este aroma ao seu lar, trazendo paz e alegria:
E no caminho exalará por onde seus pés tocarem, guiando-te nos bons caminhos:
Sentiras este perfume nas cores que olhares, nos barulhos que escutares e no vento que soprar:
Agora estarás sempre guardado pelo Perfume da Umbanda. 


Autor  Emidio de Ogum


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Emidio de Ogum
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