Umbanda Sagrada: Refletiu a Luz Divina, com todo seu esplendor; Vem do Reino de Oxalá, Onde há paz e amor; Luz que refletiu na Terra, Luz que refletiu no Mar; Luz que veio de Aruanda, Para tudo iluminar; A Umbanda é paz e amor; É um mundo cheio de Luz; É força que nos da vida; E a grandeza nos conduz; Avante Filhos de fé, Com a nossa Lei não há; Levando ao mundo inteiro, A Bandeira de Oxalá.
A Umbanda acredita em Jesus, vamos muito mais além, acreditamos em suas palavras, acreditamos em seu legado, acreditamos no amor ao próximo e assim caminhamos todos os nossos dias, não trocando moedas pela fé, praticando a caridade, emprestando nossos corpos a aqueles que querem ajudar seus semelhantes, acreditamos muito mais no Espírito Santo, na remição dos pecados, acreditamos que Jesus ainda está entre nós, em cada gesto de amor, em cada criança ou idoso poupado de seu sofrimento, em cada pão entregue ao faminto, em cada palavra dita do coração, no mar, no céu na terra, acreditamos sobre tudo que quando praticamos a caridade estamos um pouquinho mais perto de Jesus.
Escrevi a alguns anos este artigo em meu site, e hoje gostaria muito que você leia. Pai Emidio de Ogum
Procura-se o dono
Foi encontrado em cima de um morro. Próximo a um buraco que outrora fora fincado uma cruz. Esta sujo de sangue, talvez a pessoa que usara machucou-se muito. Sua dimensão é comum cabe em qualquer cabeça humana. Cuidado ao segura-la tem espinhos cortantes. Não tente experimenta-lo pois pode feri-lo. Foi um presente pois alguém achou que o dono era Rei. Aparentemente não tem valor nenhum pois não é de ouro nem prata. È muito antigo deve ter mais de 2000 anos, valor histórico ainda não se sabe, alguns falam que valeu muito e outros que de nada valeu. Seu uso, ainda não se sabe pra que foi feito. Quantos espinhos tem? Talvez a mesma quantidade de homens na terra. Como saber quem foi o dono? Tem que nos dizer pra que serve hoje este estranho adorno. Tem algum igual? Não somente réplicas, fotos, e desenhos parecidos, muitas vezes em peitos, paredes e lugares que nem se sabe porque estão ali. Pode levar pra casa? Pode sim, e não precisa mostrar documento de posse pois não existe. Ressalva, quem retirar deve mostrar a todos que possui, é item obrigatório, assim saberemos publicamente quem é seu dono. Deve guarda-lo em um cofre? Não pois ninguém tem interesse de rouba-lo. Se outro vier procura-lo? Impossível, pois somente um homem poderia ter usado algo assim, ainda mais com a serventia na retirada dos sofrimentos dos outros.
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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Pai nosso que estais nos céus, nas matas, nos mares e em todos os mundos habitados. Santificado seja o teu nome, pelos teus filhos, pela natureza, pelas águas, pela luz e pelo ar que respiramos. Que o teu reino, reino do bem, do amor e da fraternidade, nos una à todos e a tudo que criastes, em torno da sagrada Cruz, aos pés do divino salvador e redentor. Que a tua vontade nos conduza sempre para o culto do amor e da caridade. Dai-nos hoje e sempre a vontade firme para sermos virtuosos e úteis aos nossos semelhantes. Dai-nos hoje o pão do corpo, o fruto das matas e a água das fontes para o nosso sustento material e espiritual. Perdoa, se merecermos, as nossas faltas e dá o sublime sentimento do perdão para os que nos ofendam. Não nos deixeis sucumbir, ante a luta, dissabores, ingratidões, tentações dos maus espíritos e ilusões pecaminosas da matéria. Enviai-nos, pai, um raio de tua divina complacência, luz e misericórdia para os teus filhos pecadores que aqui habitam, pelo bem da
humanidade, nossa irmã. Assim Seja !
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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No Brasil, Oxalá adquire maior abrangência, especialmente na Umbanda, onde é sincretizado como Nosso Senhor Jesus Cristo ou Zambi – entidade suprema para os bantos, a qual por sua vez, é comparável ao Deus católico e ao Olorum iorubá.
Na Nigéria, Oxalá é um dos três avatares de Obatalá, ao lado de Oxalufã e Oxaguiã, que, a princípio, seriam duas entidades independentes, e não apenas “qualidades” de Oxalá como no Brasil. Aqui, Oxalá foi elevado ao mesmo nível hierárquico de Obatalá, que na África, era seu superior. O Obatalá dos nigerianos é uma entidade tão sublime que não costuma se incorporar para se comunicar com os humanos.
Nos altares de Umbanda é comum vermos a figura tranquilizadora do Cristo de braços abertos e não numa cruz, oferecendo seu amor e caridade indistintamente a todos. Sua cabeça aureolada emite a luz do conhecimento espiritual que esclarece questões e apazigua conflitos, abrandando o ardor dos espíritos inflamados. Paz na Terra às pessoas de boa vontade…
Oxalá como a autoridade Suprema na Umbanda. Ele é quem dá as ordens a todos os orixás para virem até a Terra ajudar seus filhos. Sua imagem é qualquer representação de Jesus Cristo, normalmente sem a Cruz.
Não há incorporação de Oxalá na Umbanda.
Guia: Contas de cristal transparente ou miçangas branca-leitosa.
É o Orixá da criação. Representa o mais alto na hierarquia dos Orixás, tendo como contraparte nosso Mestre Jesus, o médium supremo. É cultuado como o Senhor de todas as coisas e do universo, pois é Ele quem ordena aos Orixás que venham ajudar seus filhos por meio dos Guias e Mensageiros que vêm à Terra. Sua imagem é a de Jesus Cristo, sem a cruz e de braços abertos.
Como Orixá na Umbanda, Oxalá se apresenta sob três formas:
OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.
OXALUFAN: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXAGUIAN: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.
Oxalufan, Oxalufã, Oxalufon ou Orixalá
É considerado um Oxalá muito velho e sábio, é a primeira forma de Orixá que foi criada por Olorun no início dos tempos, sendo assim associado ao ar que existia antes da criação da Terra e também à água do início da existência. Detém o axé da criação de todos os seres da Terra, representando a fer tilidade masculina.
Veste-se inteiramente de branco, sendo responsável pela manutenção da paz e da tranqüilidade entre os seres criados. Representa a matu ridade, a sabedoria e o equilíbrio. O raciocínio e a constante reflexão sobre todos os aspectos da sua existência é a grande contribuição desse Orixá para os seres humanos
Curvado pelos anos, an da com dificuldade e hesi tação. Ele apóia seus passos cambaleantes sobre um opa xorô (ou paxorô), grande cajado de metal branco com três pratos, que simbolizam a sua supremacia sobre os mundos dos seres humanos, dos espíritos e dos orixás. O pássaro, que está pousado na ponta do opaxorô, é um mensageiro que faz a ligação entre esses mundos. Com esses pratos, Oxalá carre ga e distribui o alimento sagrado para todos os seres humanos e seres encantados. Os pingentes, que estão presos aos pratos, simbo lizam os presentes que Lhe eram ofertados nos diferentes lugares por onde passou em suas caminhadas pelo mundo.
O alá é um outro símbolo de Oxalufan, que consiste num pano branco usado para protegê-lo do calor, bem como abrigar, sob sua proteção, todos os seres criados. Serve também para representar a separação entre a Terra e o céu.
Data festiva: 25 de dezembro
Saudação: Epá Babá, Exee Babá, Oxalá Yê Meu Pai.
Símbolo: estrela de cinco pontas.
Sincretismo religioso: Jesus Cris to e Nosso Senhor do Bonfim (na Bahia, onde é padroeiro)
Cores: Oxalá: branco, que é a cor que concentra todas as cores; Oxalufan: branco e prata; Oxanguian: branco com nuanças de azul ou vermelho
Instrumentos: Opaxorô, um grande cajado enfeitado, feito com prata ou metal branco quando Oxálufan. Es pada e mão de pilão também em metal branco (seu maior símbolo) quando é Oxaguian, além de espadas (sabre), Ofá (arco e flecha), Atori (Vara), Escudo e mão de pilão.
Pedra: Quartzo Cristalino
Ervas principais: Girassol, palmas, lírios, jasmim do cabo, tapete de Oxalá (Boldo), alecrim, eucalipto, sálvia, entre outras.
Oferendas: frutas, coco verde, mel, canjica, água mineral ou vinho branco.
Ponto de força: todos os locais abertos, limpos e puros como praias, jardins, morros, matas.
Na Umbanda Oxalá é a força suprema criador do universo, dono de todos os campos habitados (DEUS).
Ao contrário do Candomblé na Umbanda não se faz a coroa de filho para Oxalá, uma vez que, ele é considerado Pai supremo, por tanto, ele já é firmado para todos no momento da Lavagem de Coroa.
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Iluminado sou vós meu pai, que seria de mim sem a sua luz? Podes até soprar a vida quando a criança é gerada pela mãe.
Que luz pequeninha que vem do seu olhar é luz clara como a onda do mar. falar devagar e aos poucos sorrir entre suas palavras, sentir o cheiro do campo Deliciar os aromas da natureza, molhar os pés no rio que corre sem parar.
Nascer filho, padecer como pai e morrer como se nada acontecera com você Querer mudar o mundo, professor de almas perdidas, incompreendido por muitos Seu quadro não era negro, era verde pois nos campos era sua escola
Mestre do carinho, sua matemática era quantos podiam ser felizes Sua geografia era o mundo todo, e quanto mundo poderia percorrer
Profeta e professor, alunos e aprendizes, a mudança que nunca começou Seus livros foram escritos mas poucos se formaram, escrevia certo, e por linhas tortas muitos entendiam de outros ângulos, sua língua era universal Professor de vida e almas queria um mundo melhor, mas sacrificou o seu
Seu magistério era de poucos alunos 12 por um todo, mas serviriam para doutrinar mais doze, e por cada um doze se formariam, mas o número se esgotou, a escola foi esquecida, as paredes ficaram feias, e os alunos sumiram
Na parede ainda esta o prego, não aquele da cruz, mas sim aquele que servira para você pendurar o diploma, ficara amarelado pelo tempo, talvez o objetivo já esteja cumprido, mas se não temos nosso mestre messias, como vamos nos doutorar?
Como tolos somos: temos um livro que ele nos deixou, nele esta escrito tudo aquilo que devemos seguir, já nos formamos, e não podemos parar, o servo virou professor e sacerdotes temos que continuar, continuar o que o Pai nos ensinou e novos rebanhos vamos formar.
Senhor como um Médium emprestaste seu corpo físico não a uma entidade e sim para todos nós, sentimos a sua dor por milhares de anos e ainda não foi compreendida por muitos.
Na Umbanda damos nossos corpos para Médicos de Almas, na vida somos servos do senhor, na Gira somos o produto do amor do senhor Deus, e como seu filho com guias de cristal no pescoço, ajoelhamos e pedimos perdão também, como outros que louvam em pianos e cordas nosso barril com couro soa nos corações, nas cabanas e tendas louvamos o bem e o amor, igual a todos que procuram a bondade.
Trocamos nosso tempo dado as entidades junto com nossos corpos físicos em troca de alimentos, não para nós médiuns e sim para saciar a fome dos mais necessitados.
Podemos ser excluídos por todos, podemos ser mal interpretados, podemos ser julgados ainda na terra, mas não temos medo, pois nosso Pai Oxalá sabe de tudo e nada acontece sem sua permissão, e mais uma chance será dada a aqueles que maltratarem seus irmãos, e um dia serão aceitos por médiuns que lhes estenderam aos mão, puxaram um banquinho, lhe darão um cachimbo para poder praticar o bem novamente na terra no corpo de outra pessoa.
Perdoa meu Pai Oxalá, pois somos todos irmãos.
Que a Divina Luz esteja entre nós Poema de Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
Uma história muito triste, mas que devemos contar sempre, ela é de uma pessoa que só queria que seu rebanho soubesse o que seu Pai lhe ensinou, falava em todos lugares e mesmo assim, muitos viravam as costas a ele, mesmo assim continuou, viu pessoas que trocavam a fé pelo dinheiro, mesmo assim parou para ensinar-lhes a rezarem, parou também frente aos pobres e doentes, fez com que eles também acreditassem na fé, muitos continuaram do mesmo jeito, somente seguiram-no com o olhar, o rebanho aumentou para doze pessoas mas que pequeno rebanho pois passara por milhares, mesmo assim ele continuou, dividiu o pão, aumentou o peixe e o vinho saciou a sede de muitos, mas mesmo assim, não foi compreendido, rezou para tirar a doença de muitos, mas muitos também não acreditavam nas suas palavras, e assim o final de tudo você já sabe, e talvez pensou que eu iria escrever de novo tudo aquilo, pois é o nome dele é Jesus, teve muitos nomes, e nunca falou que ele era a cura, e sim que era o caminho do Pai, e assim a sua cura esta em sua Fé ao Pai, Médiuns não são Jesus, Médiuns também são o caminho, talvez não o do Pai, pois ainda somos pequenos, mas com certeza somos o caminho do filho.
Salve nosso Pai Oxalá, Jesus por nascimento e Oxalá em nosso Coração.
Poema Emidio de Ogum
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Oxalá, Orixalá ou Oxalufan é a primeira forma de orixá que foi criada por Olorun, no início dos tempos, sendo associado ao ar, que existia antes da criação da Terra, e também à água do início da existência. Oxalufan está ligado à cor branca, ou incolor, sendo o primeiro na hierarquia dos fun-fun (os que vestem branco). Detém o axé da criação de todos os seres da Terra. Está ligado à gênese do universo e foi o primeiro orixá criado por Olorun. Representa a maturidade, a sabedoria e o equilíbrio. Veste-se inteiramente de branco, sendo responsável pela manutenção da paz e da tranqüilidade entre os seres criados. Na mitologia africana, é considerado o pai de todos os orixás e de todos os seres vivos, sendo, por esse motivo, constantemente reverenciado em festas públicas e diversos rituais. Está sempre presente nas antigas lendas, representando a figura veneranda de um pai. Sua posição é muito destacada, tendo o respeito de todos os orixás, que se curvam à sua presença. Oxalufan, com seu cajado ou opaxoro, separou a Terra e o céu, que, no início dos tempos, estavam no mesmo nível de existência. Os três pratos, que fazem parte do cajado, simbolizam a sua supremacia sobre os mundos dos seres humanos, dos eguns (paralelo) e dos orixás. O pássaro, que está pousado na ponta do opaxoro, é um mensageiro que faz a ligação entre esses mundos. Com esses pratos, Oxalá carrega e distribui o alimento sagrado para todos os seres humanos e encantados. Os pingentes, que estão presos a eles, simbolizam os presentes que lhe eram ofertados nos diferentes lugares por onde passou em suas caminhadas pelo mundo. Esse orixá, assim como Nanã, é bem-vindo em todos os reinados. O raciocínio é a grande contribuição desse orixá para os seres humanos, diferenciando-o, assim, dos animais. Todos os orixás que vestem branco, ou fun-funs (mesmo Ogun ou Oyá), herdaram esse dom de Oxalá de uma forma mais intensa, e o transferiram para seus filhos na Terra, que, por esse motivo, possuirão um pensamento engendrado e a constante reflexão sobre todos os aspectos da sua existência. O alá é um outro símbolo de Oxalufan, que consiste num pano branco usado para protegê-lo do calor, bem como abrigar, sob sua proteção, todos os seres criados. Serve também para representar a separação entre a Terra e o céu. Muitas vezes, esse orixá é apresentado como um velho, todo curvado e retorcido precisando ser amparado por cambonas e ogans, por não poder andar. O fato de Oxalufan ser o orixá mais antigo não justifica essa postura.. Se consultarmos a mitologia africana, veremos que Oxalá empreendeu grandes caminhadas pelo mundo e, como soberano que era, não se curvava a ninguém (com raras exceções, como foi mostrado na lenda de Oxum). As pessoas que nascem com defeitos físicos e mentais, ou os adquirem antes dos nove anos, serão protegidos por Oxalá, pois houve algum erro na formação desses seres. Podemos pedir a misericórdia desse orixá nos casos acima e para salvar pessoas com doenças graves e casos terminais. A teimosia e obstinação são a marca de Oxalufan, o que lhe traz a possibilidade de grandes feitos ou muitos dessabores.
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Manda seus Orixás sobre nós o meu Pai Oxalá São Anjos por ti governados meu Pai E abençoa a todos que esperam em vós. Manda teus anjos pra nos ensinar A te louvar e glorificar e principalmente te amar. Envia também os espírito de sua Divina Luz Luz da paz e do amor fraterno meu Pai. O meu coração tem sede de seu Amor Pai Oxalá. Envia Senhor seus Orixás pra nos resgatar. Pra nos proteger de todo o mal, Para nos guiar, nos bons caminhos meu Pai. Quando acordo olho o céu e canto, vejo seu reino Pai Oxalá. De todas as manhãs Tu és o meu Senhor. Levantai-nos ó meu Pai e estende Tuas mãos. Tu és o refúgio na minha vida Pai Oxalá. Confio em vós, meu Pai e em seu reino serei zelador. Quando o perigo me rondar Pai OxaláLevanta-te e põe o Teu escudo entre nós. Manda seus Orixás sobre nós E abençoa a todos que esperam em vós. Manda teus anjos pra nos ensinar A te amar e glorificar. A te glorificar e te amar.
Adaptação: Pai Emidio de Ogum
Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Espero que estas palavras toquem o seu coração e sua mente, Que a paz do mestre Jesus esteja convosco, as pessoas sentem medo de contar o que fazem no seu dia a dia, não sabem que tudo esta armazenado em seu coração, muitas vezes rezam por demasia, ate ficarem cansados e esperarem ansiosos o final da reza, aumentando muitas vezes sua velocidade, esquecem também de pedir com o coração, pedem perdão para a solução dos seus atos cometidos, perdem-se na imensidão do prazer terreno, prazeres estes desde magoar pessoas, desviar o olhar a aqueles necessitados, prazeres de comandar sentimentos de outros com crueldade.
Ajuda-me Senhor Oxalá!
Tira de mim o peso desta imensa dor
Carrega pra longe essa mágoa
Da vida comigo não ter sido
Um imenso jardim florido
E ensina-me a aceitar
Esse campo de batalha
Por onde eu estou sempre a lutar
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A compreender tanta dificuldade
A enfrentá-las com dignidade
Ajuda-me a ter coragem
Muita resignação
A sobreviver a tanta aflição
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A atravessar meus caminhos
Que estão cobertos de espinhos
Sempre com muito carinho
Sem temor
Seja qual for
O tamanho da minha dor
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A erguer o meu olhar em sua direção
Sempre que o meu coração
Quiser meus olhos roubar
E obrigá-los para baixo olhar
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A manter meu corpo saudável
Minha mente equilibrada
Minha alma aconchegada
Minha vida organizada
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A caminhar ao lado da razão
Sem nunca esquecer da emoção
A aceitar toda e qualquer desilusão
A perdoar quem me trai
A amar quem me quer bem
A conviver, até mesmo,
com o que não me convém
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A esquecer o que passou
A seguir em frente
A encontrar quem me oriente
A pisar em terra firme
A viver o presente
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A buscar dentro de mim mesma
A solução para as minhas dificuldades
E clareia a minha realidade
Com sua luz divina
Que a todos ilumina
Ajuda-me Senhor Oxalá!
A sua maneira...
E me perdoe se pedi demais
Porém, não vou voltar atrás
Porque só a Você posso implorar
Sabendo que nada irá me cobrar
Ajuda-me Senhor Oxalá!
E perdoa-me se pedi a minha maneira
Sem ser em uma casa santa
Ajoelhado
Compenetrada
Rezando o Pai Nosso...
Mas me ensinaram que em qualquer lugar
Eu encontraria o senhor Oxalá!
Que a Divina Luz esteja entre nós Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
Pai Oxalá, Bendito seja seu nome e bendito é o pão nosso de cada dia, dai as crianças africanas um pedaço dele meu pai, sacia-lhes a fome do corpo, conduz seus passos em busca do amor, e apare em seus braços essas crianças.
Perdoai nossas ofensas, mesmo que pouco fazemos a essas anjos pequenos, mas ofendemos sim meu pai a nós mesmos quando nada fazemos para mudar o rumo dessas crianças
Não nos deixe cair em tentação meu pai, nossa mesa abundante poderia ser repartida, mas a viagem é longa e de novo cruzamos os braços.
Amém meu Pai Oxalá, mesmo que minha reza se perca nessa escritura Pai, meu coração jamais se perderá na caminhado do bem, na luta contra a dor e a miséria, que o senhor meu Pai, ouça cada pedido destas crianças e coloque sua mão em cada uma meu Pai.
Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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Senhor,
Ó Deus, sois o único Senhor de nossa vida, de nosso coração e de nosso destino. Libertai-nos dos falsos senhores que nos iludem com suas promessas, pois não trazem nem vida nem paz. Dai-nos força para resistir e para buscar a paz através da justiça e do serviço humilde a todos. Amem Fazei-me um instrumento de vossa pazSenhor, fazei-nos instrumento de vossa paz na medida em que procurarmos viver em paz com nós mesmos, com a comunidade mais próxima, com a sociedade desigual e no meio dos priores conflitos. Que possamos nos esforçar para suportar tensões e contradições, buscando manter comunhão com todas as criaturas e tornando visível a vossa paz. Amem Onde houver ódio, que eu leve o amor
Senhor, onde houver ódio, que eu leve o amor. Fazei que desentranhemos de nós o amor escondido sob as cinzas de ódios secretos. Que nosso amor aos outros suscite o amor escondido neles, capaz de transformar o ódio. Fazei que o amor incendeie nossos corações, irradie em nossas atitudes e se realize em nossas acções, para que o ódio não tenha mais lugar dentro de nós. Amem
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão Senhor, onde houver ofensa, que eu leve o perdão. No dia em que fizerdes o balanço de nossa história, perdoai os que ofenderam e humilharam nossos irmãos e irmãs, pois eles também são vossos filhos e filhas. Mas dai-nos força para nunca fazermos o que eles fizeram. Antes tornai-nos seres de solidariedade, de compaixão e de amor ilimitado. Amem Onde houver discórdia, que eu leve união Onde há discórdia, que eu leve a união. Dai-nos sede de justiça, de compreensão e de tolerância para convivermos jovialmente uns com os outros. Dai-nos um coração que sinta o pulsar do coração do universo e de cada criatura, sintonizando com o vosso coração divino que tudo une, tudo diversifica e tudo faz convergir. Amem Onde houver dúvida, que eu leve a féSenhor, onde houver dúvida, que eu leve a fé. Não deixeis que a dúvida apague as estrelas-guias que iluminam nossa caminhada. Dai-nos a fé-confiança que nos coloca em vossas mãos. Concedei-nos a fé-crença em vosso desígnio que nos quer reunidos em vosso reino junto com toda a criação. Amem Onde houver erro, que eu leve a verdade
Senhor, onde houver erro, que eu leve a verdade. Fazei-nos corajosos na descoberta de nossos erros, especialmente daqueles que encobrem vossa presença em todas as coisas. Que a verdade brilhe por nossas palavras sinceras, por nossos gestos humanizadores, por nossas intenções puras e por nossa busca permanente de fidelidade à verdade. Nunca permitais que oprimamos os outros em nome da verdade religiosa. Amem Onde houver desespero, que eu leve esperança
Senhor, onde houver desespero, que eu leve a esperança. Que eu seja solidário na luta dos que buscam a justiça. Que saiba criar uma atmosfera de confiança ilimitada no vosso misterioso projecto de amor. Que tenha palavras inspiradas para suscitar a esperança inapelável de vivermos para sempre em vossa casa com todos os que precederam na história. Amem Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Senhor, onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Fazei que a minha alegria nasça da compaixão sincera pelos que sofrem, da solidariedade verdadeira com os injustiçados e de minha própria conversão à fraternidade universal. Amem Onde houver trevas, que eu leve a luz
Senhor, onde houver trevas, que eu leve a luz. Vós sois a luz verdadeira que ilumina cada pessoa que vem a este mundo. Fazei que eu possa, por palavras inspiradas, por gestos consoladores e por um coração caloroso, dissipar as trevas humanas para que vossa luz nos mostre o caminho e trazer alegria à vida. Amem Ó Mestre,Ó Mestre, fazei que em nosso interior ressoe vossa sabedoria e o exemplo de vossa coerência até a morte. Que sejamos vossos discípulos fiéis na medida em que realizarmos o que nos ensinais para sermos verdadeiramente instrumentos de amor e de paz. Amem Fazei que eu procure mais consolar, do que ser consoladoÓ Mestre, que eu possa sair da minha própria dor para escutar o grito de quem sofre ao meu lado. Que tenha palavras que consolem e gestos que criem serenidade, entrega confiante e paz profunda. Amem Fazei que eu procure mais compreender, do que ser compreendidoFazei que consiga acolher o outro assim como é. Só assim o compreenderei como quero ser compreendido. Concedei-me ver o menor sinal de verdade, de bondade e de amor no outro para reforçá-lo e permitir que venha à plena luz. Amem Fazei que eu procure mais amar, que ser amadoÓ Mestre, que eu acolha com generosidade e alegria o amor que me é dado, mas que me empenhe sobretudo em fazer com que os que me cercam se sintam amados. Fazei que nos sintamos amados por Vós para experimentarmos a suprema felicidade concedida nesta vida. Amem Pois é dando que se recebe,Ó Mestre, fazei-nos entender que dando generosa e gratuitamente receberemos também com superabundância tudo o que precisamos. Que possamos orientar nossa vida pela generosidade que nos devolverá sempre mais compreensão, mais acolhida e mais amor. Amem É perdoando que se é perdoadoÓ mestre, muitas vezes e de muitos modos nos perdoastes ilimitadamente, como uma Mãe amorosa perdoa um filho. Fazei que perdoemos também nós a quem nos tem ofendido. E que nunca deixemos de crer na generosidade do coração, capaz de perdoar mesmo quando injustamente ferido por muitas ofensas. Amem E é morrendo que se vive para a vida eterna
Ó mestre, ensinai-nos a viver de tal forma que acolhamos a morte como amiga e irmã. Ela não nos tira a vida, mas nos conduz à fonte de toda vida. Que possamos perceber na vida terrena o começo da vida celestial e eterna. Amem
Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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Salve meu Pai Oxalá. Senhor do branco, pai da luz. Senhor absoluto do universo, toda criação te saúda : êpa babá. Pai do misericórdia. Daí-me, Senhor , a paz o vigor e o rumo, mas meus caminhos.
Oxalá, meu Senhor, faz minha casa feliz e daí-me as bênçãos da
propriedade. Obrigado meu Deus, meu Senhor, meu Pai.
ÊPA BABÁ!
ORAÇÃO A OXALÁ
Oxalá! Divina manifestação do Bem,
Senhor da perfeita Sabedoria e do Bendito Amor,
Ó ! Vós que recebei o poder do supremo Doador
para tudo e todos.
Protegei-nos das ciladas ilusórias do mundo enganador,
Despertai-nos para a realidade da vida imortal,
Sois a imaculada irradiação do Altíssimo,
Vosso nome é só mavioso e compassivo,
que nos guia; com ternura e esperança,
para a Aruanda – Cidade de Luz.
Ai de nós empedernidos, na mais grosseira materialidade,
Afogados em sentimentos inferiores,
Rogamos contritos pela salvação da nossa consciência.
Junto a Vós, trilharemos por caminhos iluminados,
Porque sois a divina pureza, acolhedora e misericordiosa.
Santo Nome, envolvei-nos em sentimentos fraternos
de real amor, a fim de chegarmos até Vós,
Oxalá ! Tende pena de nós, tende compaixão…
Êpa, êpa, Babá Oxalá
Glória a OLORUN!
PRECE A OXALÁ
Ó poderoso Pai Oxalá, o maior dos Orixás, aspiração suprema dos desejos dos nossos corações, caminhamos até a sua claridade, clareando todos os nossos passos no amanhecer de cada dia.
Que a luz, a eterna luz que o Senhor derramou e derrama todos os dias, cubra a cabeça daqueles que a ti estão ligados numa corrente de fé e num só pensamento elevamos as nossas preces.
Oxalá nosso Pai, dai-nos a graça de chorarmos sinceramente nossas faltas cometidas, e com espírito de humildade, nos purificarmos através da fé e da caridade. Que nós consigamos limpar a morada dos nossos corações, desterrando tudo que é mundano, vício, ódio e maldade, na certeza de que com toda esta humildade alcançaremos o Senhor.
Pai Oxalá, sabeis que a razão humana é fraca e pode enganar-nos, mas a verdadeira fé não pode ser enganada.
Obrigado Pai Oxalá por tudo que o Senhor nos deu e nos dá. Esperamos todos unidos, que o Senhor nos escolha para sermos mais alguns dos vossos íntimos amigos.
Que assim seja!
Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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OXALÁ Dia da semana: Sexta-feira ou domingo. Saudação: Êpa Êpa Babá ! (Viva o Pai). Sincretismo: Jesus Cristo, N.Sr. do Bonfim. Cores: Na Umbanda: Branca Candomblé: Oxaguian , branca e azul claro. Oxalufã, branca, marfim , pérola e chumbo. Símbolos: Oxaguian , espada e "mão de pilão" em metal branco. Oxalufã, opaxorô, cajado de prata , chumbo ou metal branco.
Principais oferendas: Vela branca, rosa e flores brancas, suas comidas e frutas típicas. Elemento: Ar. (céu e atmosfera). Algumas ervas: Tapete de Oxalá (Boldo), Saião (Folha da fortuna), Folha da costa, Malva branca, Cana-do-brejo, Rosa branca. Animal: Pomba branca. Comida: Canjica branca cozida, acaçá, massa de inhame, arroz, milho branco, uva branca, pêra, maçã, obi branco. Domínio: Céu, Ar, Rios e Montanhas. Particularidades: Pai de todos os Orixás, ele quem permitiu a todos os Orixás escolherem seus domínios.
Alheio a disputas, brigas, violência, gosta de ordem, da limpeza e da pureza. Características: Equilibrado, tolerante, calmo, grande respeitabilidade, força de vontade, confiabilidade.
UM ITÃ
Oxalufã , era o rei de Ilu-ayê , a terra dos ancestrais na África .Um dia resolveu viajar em visita a seu velho amigo Xangô, rei de Oyó. Antes de viajar, consultou um babalaô, o adivinho, que lhe informou para não fazer a viagem que seria cheia de incidentes desagradáveis e acabaria mal. E fez ainda algumas recomendações: "Se você não quiser perder a vida durante a viagem, deverá aceitar fazer tudo que lhe pedirem sem se queixar das conseqüências que advirão. Será necessário que você leve três panos brancos, sabão e limo da costa".
Oxalufã partiu lentamente apoiado em seu grande cajado, chamado apaxorô. Ao cabo de algum tempo passado, foi vítima de alguns golpes e brincadeiras de Exu que se divertia as custas de Oxalá, onde até então manteve-se calmo, sem perder a paciência.
Logo que entrou no reino de Xangô, encontrou um cavalo perdido, que logo reconheceu este, por ter dado anos atrás de presente a Xangô o animal. Oxalufã tentou amansá-lo, mostrando-lhe uma espiga de milho para amarrá-lo e devolvê-lo a Xangô. Nesse instante passaram alguns servidores do palácio e gritaram: "Olhem o ladrão de cavalo! Miserável! Como os tempos mudaram, roubar nesta idade!" Agarraram Oxalufã, cobriram-lhe de pancadas e arrastaram-no até a prisão.
Oxalufã lembrando das recomendações do babalaô, permaneceu em silêncio. Ele não podia queixar-se. Então usou seus poderes, do fundo da prisão. Não choveu mais, as colheitas estavam comprometidas, o gado dizimado, as mulheres estéreis, as pessoas vítimas de doenças terríveis. Durante sete anos o reino de Xangô foi devastado.
Xangô por sua vez consultou um babalaô, para saber a razão de toda aquela desgraça. O babalaô respondeu: "Kabiyei Xangô, tudo isso é conseqüência de uma terrível injustiça, onde um velho sofre preso a sete anos." Xangô fez vir diante dele o tal ancião.
Você, Oxalufã! Êpa Êpa Babá ! Absurdo! Inacreditável, vergonhoso, imperdoável!
Não posso acreditar! E ainda por cima, preso por meus próprios servidores!
Chamem todos meus generais, meus cavaleiros, meus eunucos, meus músicos!
Chamem meus mensageiros e chefes de cavalaria! Meus caçadores, minhas mulheres e Yabás !
Povo de Oyó ! Todos e todas se vistam de branco em respeito ao rei que veste branco!
Todos guardem silêncio em sinal de arrependimento!
Vão todos buscar água no rio! É preciso lavar Oxalufã!
Êpa Êpa Babá !
É preciso que ele nos perdoe dessa ofensa feita!
Este episódio da vida de Oxalufã, é comemorado, a cada ano em todos terreiros de Candomblé da Bahia, no dia da "Águas de Oxalá", quando todos vestem branco e vão buscar água em silêncio para lavar os objetos sagrados de Oxalá.
Também com a mesma intenção, todos os anos, numa quinta-feira, uma multidão lava o chão da basílica dedicada ao Senhor do Bonfim.
Êpa Êpa Babá !
Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
Pois bem dando continuidade as postagens sobre a vida de Jesus Cristo, hoje falaremos sobre a infância e o primeiro milagre feito por Jesus.
Pouco sabem os historiadores sobre a infância de Jesus. Conforme o Evangelho de Mateus, Jesus teria passado o começo de sua infância no Egito até a morte do rei Herodes, que queria matá-lo.
Em virtude da lacuna deixada pelos Evangelhos Canônicos, o pouco que se sabe da infância de Jesus provém de um relato sobre sua vida dos cinco aos doze anos, feita por Tomé, filósofo israelita do século I, conhecido como "A Infância do Senhor Jesus", também denominado como o Evangelho do Pseudo-Tomé, um antigo manuscrito apócrifo escrito em Siríaco. Porém é conveniente salientar que tais fontes têm sua autenticidade contestada, e em alguns casos é notória a influência do pensamento de grupos religiosos diversos (do século II ao IV) das raízes tradicionais cristãs.
Em umas das poucas referências canônicas à juventude de Jesus, Lucas diz que, aos 12 anos, ele foi com os pais de Nazaré a Jerusalém, para a festa de Pessach, a Páscoa judaica, e lá surpreendeu os doutores do Templo pela facilidade com que aprendia os ensinos, e por suas perguntas intrigantes.
Este Tomé não é o apóstolo de Jesus, cujo nome era Dídimo Judas Tomé (a quem é atribuída a autoria de outro livro apócrifo: o Evangelho de Tomé).
Este apócrifo foi escrito no século II, apesar de alguns estudiosos datarem como sendo do século I. O texto original teve 2 ampliações posteriores: a primeira introduzida na Armênia, no século V, tornou-se o Evangelho Armênio da Infância de Jesus. A segunda ampliação tornou-se o Evangelho Árabe da Infância de Jesus.
Alguns estudiosos acreditam que o evangelho Pseudo-Tomé é uma continuação da narrativa da infância de Jesus a partir do ponto onde a narrativa termina no Proto-Evangelho de Tiago. Ele faz um relato sobre a vida de Jesus dos 5 aos 12 anos. Dentre as narrativas deste apócrifo, encontramos um texto onde o menino Jesus, após ser ofendido, ordena que o filho de Anás, o escriba, ficasse seco como uma árvore, matando-o sem piedade. Estas e outras narrativas fabulosas sobre a infância de Jesus foram decisivas na classificação desta obra como um apócrifo do Novo Testamento.
Passagens selecionadas da versão do Evangelho Pseudo-Tomé, do site A Outra Bíblia , do portal Terra.
Esse Menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se um dia brincando no leito de um riacho, depois de haver chovido. Represando o correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com sua a palavra. Fez depois uma massa mole com barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era um Sabbath e havia outros meninos brincando com ele. Um certo homem judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até seu pai, José, e contou-lhe tudo:
— Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia do Sabbath.
José foi ter ao local e, ao vê-lo, ralhou com ele dizendo:
— Por que fazes no Sabbath o que não é permitido?
Jesus, batendo palmas, dirigiu-se às figurinhas, ordenando-lhes:
— Voai!
Os passarinhos foram todos embora, gorjeando. Os judeus, ao verem isso, encheram-se de admiração e foram contar aos seus superiores o que haviam visto Jesus fazer.
Outra passagem:
Encontrava-se ali presente o filho de Anás, o escriba, e teve a idéia de fazer escoar as águas represadas por Jesus, usando uma planta de vime.
Ante essa atitude, Jesus indignou-se e disse:
— Malvado, ímpio e insensato. Será que as poças e as águas te estorvavam? Ficarás agora seco como uma árvore, sem que possas dar folhas, nem raiz nem frutos.
Imediatamente o rapaz tornou-se completamente seco. Os pais pegaram o infeliz, chorando a sua tenra idade, e o levaram ante José, maldizendo-o por ter um filho que fazia tais coisas.
E a mais bonita passagem da Infância:
Dias depois, encontrava-se Jesus brincando num terraço. Um dos meninos que estavam com ele caiu do alto e morreu. Os outros, ao verem isso, foram-se embora e somente Jesus ficou. Pouco depois chegaram os pais do morto e puseram a culpa nele.
Disse-lhes Jesus:
— Não, não. Eu não o empurrei.
Apesar disso, eles o maltrataram. Jesus deu um salto de cima do terraço, vindo cair junto ao cadáver. Pôs-se a gritar bem alto:
— Zenon — assim se chamava o menino, — levanta-te e responda-me: fui eu quem te empurrou?
O morto levantou-se num instante e disse:
— Não, Senhor. Tu não me jogaste, porém me ressuscitaste.
Ao ver isso, todos os presentes ficaram consternados . Os pais do menino glorificaram a Deus por aquele maravilhoso feito e adoraram a Jesus.”
Que Oxalá nos abençoe sempre
Autor Leo Del Pezzo
Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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Queridos irmãos que nosso pai Oxalá esteja em todos, hoje vamos falar sobre Nosso Pai Oxalá, é o Orixá maior de Umbanda. Dessa vibração suprema se originam todas as outras e ela está presente em todos nós e em todas as vibrações. Está sincretizada em Jesus Cristo, o homem que por sua perfeição e conduta conseguiu alcançá-la e sintonizá-la, porque foi educado e preparado para isso.
A vibração de Oxalá habita em cada um de nós, porém velada pela nossa imperfeição, pelo nosso grau de evolução. É o Cristo interior, e, ao mesmo tempo, cósmico e universal; O que jamais deixou sem resposta ou sem consolo um só coração humano, cujo apelo chegasse até Ele; O que procura, no seio da humanidade, homens capazes de ouvir a voz da sabedoria e que possam responder-Lhe, quando pedir mensageiros para transmitir ao Seu rebanho: "Estou aqui; enviai-Me".
Não há incorporação de Oxalá na Umbanda.
Sua ação se manifesta através da fé, da luz, da razão e da paz. Simboliza riqueza, felicidade e fecundidade.
O Orixá mais conhecido e respeitado de todos, e reconhecido por todas as nações e cultos. Sua cor é o Branco, o símbolo tradicional da pureza e da transparência, pois reflete a originalidade do que é, nada fica encoberto, pois nada há para se esconder. Responsável, segundo a mitologia Iorubana, pela CRIAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DO MUNDO, considerado o pai de todos os Orixás, pois possibilitou através de sua criação a vinda dos demais, portanto contém todas as linhas e todas as freqüências de trabalho, é considerado como responsável pelos seres humanos, mostrando-se paternal, calmo nos momentos mais difíceis, com uma dignidade distante, portador da PAZ, da TRANQÜILIDADE. Ainda com relação ao branco, os filhos desse Orixá, ou melhor, os que se encontram sob sua proteção e instrução, rendem homenagem a ele, vestindo-se de branco total nas sextas-feiras, por ser um dia consagrado a ele. Oxalá dentro do seu papel, é único.
O arquétipo de personalidade dos devotos de Oxalá, é aquele das pessoas calmas e dignas de confiança, das pessoas respeitáveis e reservadas, dotadas de força de vontade inquebrantáveis que nada pode influenciar. Em nenhuma circunstância modificam seus planos e seus projetos, mesmo a despeito das opiniões contrárias racionais, que as alertam para as possíveis conseqüências desagradáveis dos seus atos. Tais pessoas no entanto, sabem aceitar sem reclamar, os resultados amargos daí decorrentes.
Mais especificamente para os devotos na linha de Oxoguiã (Oxalá jovem), são das pessoas ousadas, brincalhonas e atiradas, idealista, que tem gosto pelo debate e pela argumentação. Com tendência a problemas renais e a impaciência e teimosia.
E mais ligadas a Oxolufã (Oxalá velho), trazem características como bons pais, paternais, patriarcas e protetores, a fertilidade masculina, teimosia, ranzinzice, retidão, experiência, conhecimento, serenidade, respeito, seriedade, poder, tendência a centralização.
Personalidade dos Filhos de Oxalá:
Aspectos Positivos:
criativos, generosos, inteligentes, calmos suaves, paternais, sábios e justos.
Aspectos negativos:
lentos, mandões, procrastinadores, teimosos, ranzinzas e resmungões
Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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OXAGUIÃ
Uma das mutações de Oxalá, ele é o jovem regente do coração, pulmão, membros e da circulação sanguínea, tendo como características fundamentais o domínio, a austeridade e o zelo. É a mais importante conjuntura do jogo de búzios e vem associada ao número 8, chamado de Ejonilé. Isso indica caminhos sem meio-termos, na base do tudo ou nada. Significa infinito em todos os sentidos: saúde, pobreza, sorte ou azar. Em sua origem lendária, Oxanguian foi o Rei de Ejigbo e ganhou fama por sua valentia. Gostava exageradamente de comer inhame triturado no pilão, prato que em Yorubá se chama Yan, o que lhe valeu o apelido de "orixá do Yan". Um dos seus principais símbolos é o pilão. Nas cerimônias religiosas, quando os filhos deles dançam, brandem um pilão e um escudo numa das mãos, e uma espada na outra. Durante as festas em sua homenagem, distribui-se a comida de sua preferência.
O HOMEM DE OXAGUIÃ
Como resistir à sua postura, seu charme, sua elegância e sua voz rouca? É impossível para qualquer mulher, o que significa que aquela que pretende agarra-lo terá de enfrentar uma concorrência dura. Ele, por sua vez, terá sempre uma desculpa na ponta da língua para justificar suas conquistas. Não as leve em consideração. O mais provável é que tenha se lançado a uma nova aventura amorosa pelo simples fato de que é um cavalheiro e, como tal, jamais dirá não a uma dama. Mas há como dar o troco. Ele é ciumento e detesta concorrência. Portanto, o mais importante é nunca deixar que ele tenha certeza de que é a pessoa definitiva na vida de alguém.
A MULHER DE OXAGUIÃ
Forte, independente e senhora de si. É assim que ela se apresenta por fora. Mas lá dentro, no seu íntimo, esconde-se uma outra mulher, que morre de medo de amar, mas tem a necessidade vital de encontrar um companheiro. Todo o resto é apenas uma "casca" que ela usa para se defender do amor. E chega a escudar-se em colegas e amigas para não ser notada. Mas fica difícil não reparar nela: é geralmente alta, de corpo bem proporcionado, olhar penetrante e um certo ar de indiferença no rosto. Para chegar até ela basta elogiar sua beleza e suas qualidades intelectuais. Aí, então, se tornará uma companheira dócil para homens machôes.
DIA: Sexta-Feira
NÚMERO: 08
CÔRES: branco e azul
COMIDA: canjica branca cozida com mel, coberta com azeite doce
SAUDAÇÃO: Exeu Epa Babá, Axé!
DOMÍNIO: Minas de Prata, Rios Quentes, Campos
Axé a todos Irmãos de Fé Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
Sete Encruzilhadas, o Caboclo que anunciou o surgimento da Religião de Umbanda em 1908, declarou que Jesus seria o Mestre a ser seguido pelos umbandistas. Controvérsias à parte, já que alguns não aceitam suas palavras como base para uma vida espiritual sadia, Jesus é o modelo mais perfeito escolhido para ser o espelho dos médiuns e demais seguidores da Umbanda. Não há outro Médium vivido entre os homens que tenha subtraído toda a autoridade do Grande Mestre da Judéia em se tratando de vida mediúnica sadia e correta.
Jesus, o Médium, em nenhum momento fez alarde de sua missão na Terra. Sendo detentor de tanta autoridade, jamais exigiu que os homens se subjugassem a Ele. Jamais impôs sua condição de Ser Iluminado a fim de obter prestígio perante os grandes e diante dos pequenos. Suas palavras, cheias de autoridade, jamais foram autoritárias. Pelo contrário, tinham uma meiguice e uma simplicidade que encantavam os pequenos e incomodavam alguns que se achavam grandes.
Em sua trajetória mediúnica na Terra, Jesus aguardou o momento certo para agir em favor da caridade. Seu primeiro ato caritativo, no casamento de Caná, foi precedido de uma oração feita pela mãe que, aflita, intercedeu pelos noivos e seus pais. Jesus podia muito bem ter feito a transformação do vinho antes mesmo de Maria lhe pedir com tanta veemência, mas aguardou a hora certa. Não se precipitou, mas foi paciente para esperar que o tempo definisse o momento propício.
O médiuns de Umbanda, tanto os que estão iniciando quanto aqueles que já militam na fé, precisam ser menos apressados em ser úteis no trabalho espiritual da caridade. O tempo urge, mas não se precipita. Há médiuns que desejam ou querem tanto ser utilizados como aparelhos dos Caboclos e Pretos Velhos que não se preocupam com o próprio aprimoramento ou com o tempo certo para tal trabalho. Avançam apressadamente para os terreiros, colocando roupas brancas – ou coloridas, como queiram -, enchendo os pescoços de guias sem fundamentos e “incorporando” alguma Entidade.
Esquecem-se que incorporar qualquer Entidade não é o principal. Essa faculdade é apenas uma das muitas tarefas a desempenhar durante toda a vida. O início de tudo é a mudança que deve ocorrer dentro de cada um. Assim como foi a transformação que Jesus realizou em Caná, quando a água dos jarros ganhou cor, sabor e essência de vinho.
Apressadamente, muitos médiuns estão servindo fel aos que comparecem às bodas que são realizadas cotidianamente nos Terreiros de Umbanda. Em nome da “vontade” de trabalhar ou “receber” Caboclo – como se isso fosse um verdadeiro milagre – estão sendo depositários de uma bebida amargosa, fétida e intragável, quando incorporam sem o devido preparo espiritual e logo realizam consultas e receitam banhos, garrafadas e obrigações sem fim aos convidados da festa chamada Gira. Não atinam para o fato de que eles próprios são os jarros que devem conter a verdadeira bebida espiritual servirá para alegrar os corações necessitados que foram chamados a participar do evento. E, como se isso não bastasse, logo depois das primeiras incorporações, já que tomam para si o título de “mestre divino”.
Satisfeitos de sua capacidade mediúnica de incorporar e de falar em nome dos Pretos Velhos e dos Caboclos, logo sobem num pedestal ilusório e passam a encenar o quadro do Sermão da Montanha.
Olham do alto para os irmãos, tal como o humilde Jesus, e orgulhosos iniciam uma pantomima que supostamente pretende ensinar aos fracos e oprimidos da última hora. Baseados em sua pouca experiência e sem a devida mudança de pensamentos, hábitos e desejos, levantam-se de peito inflado e voz autoritária sobre os menos favorecidos como verdadeiros “mestres da Galiléia”.
Jesus, o exemplo apontado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não foi um médium dessa estirpe. Ao contrário, desde moço, encheu-se de sabedoria, discernimento, autoridade e virtude para depois transmitir as novas da salvação aos homens de sua época e os dos dias atuais. Não teve como base seus pensamentos e suas experiências, mas sim nas Palavras Sagradas dos Profetas.
Jesus não teve olhos para os reinos do mundo. Como médium poderia servir-se de sua condição para angariar respeito e poder diante dos magistrados, sacerdotes e senhores da Judéia, mas rejeitou os oferecimentos políticos, mundanos e passageiros, para continuar humildemente sua missão na Terra.
Jesus não se intitulou “mestre”, mas Filho. Não se arvorou como “doutor”, mas apresentou-se como Aprendiz diante do Templo. Não subiu num trono para ser rei, mas encurvou-se como “Servo” aos pés dos discípulos.
Assim deve ser a Umbanda praticada por aqueles que se acham estupendos por incorporarem uma Entidade de Luz. Esse deve ser o retrato daqueles que batem no peito e dizem que são “médiuns”.
A Umbanda que Jesus praticou foi simples, sem estardalhaços, sem holofotes, sem soberba, mas cheia de doçura como o vinho e de palavras vivas como as da Montanha.