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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Sete linhas pra vencer na Umbanda



Sete linhas pra vencer na Umbanda

Desde o princípio do mundo, o número sete tem fascinado e direccionado a vida do homem. Pode-se encontrar o sete espalhado por todas as regiões da Terra, sob as mais diferentes formas. Só para citar exemplos mais próximos, temos sete notas musicais, sete dias na semana, sete planetas na antiga astrologia.

Na Bíblia, que é um livro que direcciona milhões, encontramos uma imensidão de números sete: sete dias de criação, Noé teve sete dias para encher sua arca com sete pares de todos os animais “limpos”, Abraão deu a Abimelech sete cordeiros em garantia de um juramento, Jacob serviu Labão por sete anos, foram sete as pragas do Egipto, a lei de Moisés estabeleceu a semana de sete dias, tendo como base a criação, Besaleu fez um candelabro de sete velas a Tabernáculo, os israelitas conquistaram a terra prometida derrotando sete nações, Salomão celebrou a inauguração de seu templo com uma festa que durou sete dias, os exércitos de Josué marcharam sete dias sucessivos ao redor das muralhas de Jericó com sete sacerdotes tocando cornetas e no sétimo dia circundaram a cidade por sete vezes e gritaram que as muralhas caíssem, Israel dispersou seus inimigos em sete direcções depois de derrota-los. Tudo isso citando apenas o Velho Testamento e não pára por aí.

O Islamismo sofreu influencias do Velho Testamento e podemos encontrar no Corão menções relativas ao sete céus, sete infernos, sete purgatórios, sete muros.

Esta tradição diz ainda que foram usadas para moldar Adão sete tipos diferentes de terra, o qual, por sua vez, teve sete filhos. O Cristianismo absorveu esta importância do sete também no seu velho testamento. No Novo Testamento encontramos no apocalipse a menção do número sete cerca de cinquenta e quatro vezes: sete selos, sete igrejas, sete candelabros, sete tempestades, sete espíritos diante do trono de Deus, sete estrelas, o carneiro de sete chifres e sete olhos, etc., etc... os católicos possuem sete sacramentos, sete virtudes, sete bênçãos do Espírito Santo, sete Arcanjos, sete pecados capitais, etc...etc. Para os rabinos, a Terra divide-se em sete continentes, e as regiões celestiais em sete paraísos. São sete os principais nomes de Deus, e a pronuncia do mais sagrado destes nomes foi ensinado por sete sábios aos seus discípulos por sete anos.

Depois de tantos números sete, fica fácil deduzir que não é por acaso que existem tantas semelhanças entre povos e religiões diferentes. Presume-se que tal fascinação pelo sete seja fruto de uma verdade inicial, provavelmente de uma ciência oculta que se foi diversificando em ramificações multifacetadas pelo planeta.

Da verdade oculta, somente alguns iniciados têm a chave. Para o leigo e para os fiéis, permaneceu somente a ideia de que o sete faz parte de algo importante, e por isso, inconscientemente deveria ser bom cita-lo em tantos e tantos textos, no intuito de torna-los mais afeiçoados a algo divino.

Dizem por aí...sete linhas de UMBANDA. E ouvimos falar de linha de Iansã, de Oxalá, de Xangô, de Oxum...etc. O que acontece no final é que temos mais de dez linhas, devido ao facto das pessoas ligarem cada linha a um Orixá, independentemente se este é masculino ou feminino, ou melhor ainda, se está numa vibração passiva ou activa.

É preciso que se entenda por sete linhas como as faixas energéticas onde se manifestam uma infinidade de espíritos e coisas. Para simplificar, diremos que, abaixo de Deus, sete espíritos foram responsáveis pela arquitectura do Cosmo, sete espíritos que para nós, umbandistas, são chamados de Orixás. ( Voltando ao termo Araxá, diremos significar, no Abanheenga, a antiga língua dos índios de raça vermelha, “Senhor da Luz”).

Estes espíritos, de altíssima vibração, na região em que estão, não possuem definição de sexo – daí não podermos dizer de Orixás masculinos e femininos como se diz do sexo do ser humano, já que nós, como microcosmo, somos apenas o reflexo pálido de uma realidade perfeita e límpida, da qual não temos acesso – nessa região, o chamado Cosmo Espiritual, os espíritos não possuem nenhum veiculo ou corpo para se movimentarem “pelas dimensões”. Nós, que possuímos corpos, fazemos parte de um segmento do Todo chamado Universo Astral e somos divididos em polaridades, negativa, ou positiva, macho e fêmea.

Os Orixás, ao emitirem suas vibrações até nós, têm necessidade de se manifestarem nos paralelos positivo e negativo, ou seja, masculino e feminino. É o chamado par vibratório.

Para entender um pouco mais a Umbanda devemos conhecer as linhas ou vibrações. Uma linha ou vibração, eqüivale a um grande exército de espíritos que rendem obediência a um "Chefe". Este "Chefe" representa para nós um Orixá e cabe a ele uma grande missão no espaço.

Vejamos quais são as Sete Linhas da Umbanda:

Estes nomes são sagrados e ancestrais e nomeiam os sete Orixás Maiores da Umbanda. Estes Orixás Planetários são os sete espíritos mais elevados do planeta, e nunca encarnaram aqui. Os Orixás Maiores não incorporam, eles têm funções de governo planetário. Cada um deles estende suas vibrações e ordenações a mais sete entidades denominadas Orixás Menores e estas, cada uma para mais sete inferiores e assim por diante.

Linha De Oxalá ( Ou Orixalá )
Essa linha representa o princípio, o incriado, o reflexo de Deus, o verbo solar. É a luz refletida que coordena as demais vibrações. As entidades dessa linha falam calmo, compassado e se expressam sempre com elevação. Seus pontos cantados são verdadeiras invocações de grande misticismo, dificilmente escutados hoje em dia, pois é raro assumirem uma "Chefia de Cabeça".

Linha De Yemanjá
Essa linha é também conhecida como Povo d'Água. Iemanjá significa a energia geradora, a divina mãe do universo, o eterno feminino, a divina mãe na Umbanda. As entidades dessa linha gostam de trabalhar com água de rio ou do mar, fixando vibrações, de maneira serena. Seus pontos cantados têm um ritmo muito bonito, falando sempre no mar e em Orixás da dita linha.

Linha De Xangô
Xangô é o Orixá que coordena toda lei Kármica, é o dirigente das almas, o Senhor da balança universal, que afere nosso estado espiritual. Resumindo, Xangô é o Orixá da Justiça. Seus pontos cantados são sérias invocações de imagens fortes e nos levam sempre aos seus sítios vibracionais como as montanhas, pedreiras e cachoeiras.

Linha De Ogum
A vibração de Ogum é o fogo da salvação ou da glória, o mediador de choques conseqüentes do karma. É a linha das demandas da fé, das aflições, das lutas e batalhas da vida. É a divindade que, no sentido místico, protege os guerreiros. Os Caboclos de Ogum gostam de andar de um lado para outro e falam de maneira forte, vibrante e em suas atitudes demonstram vivacidade. Suas preces cantadas traduzem invocações para a luta da fé, demandas, batalhas, etc.

Linha De Oxossi
A vibração de Oxossi significa ação envolvente ou circular dos viventes da Terra, ou seja, o caçador de almas, aquele que busca o alimento, que atende na doutrina e na catequese. Suas entidades falam algumas vezes de forma rude, mas sem, no entanto serem desrespeitosos e seus passes muitas vezes são vigorosos, assim como seus conselhos e trabalhos. Seus pontos cantados traduzem beleza nas imagens e na música e geralmente são invocações às forças da espiritualidade e da natureza, principalmente as matas.

Linha De Cosme e Damião (Ibeiji)
Essas entidades, altamente evoluídas, externam pelos seus cavalos, maneiras e vozes infantis de modo sereno, às vezes um pouco vivas. Quando no plano de protetores, gostam de sentar no chão e comer coisas doces, mas sem desmandos. Seus pontos cantados são melodias alegres e algumas vezes tristes, falando muito em Papai e Mamãe de céu e em mantos sagrados.

Linha De Pretos Velhos (Almas)
Também chamada de Linha das Almas, essa linha é composta dos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações. São os Orixás Velhos, verdadeiros magos que velando suas formas kármicas, revestem-se das roupagens de Pretos-Velhos ensinando e praticando as verdadeiras "mirongas". Eles são a doutrina, a filosofia, o mestrado da magia, em fundamentos e ensinamentos. Geralmente gostam de trabalhar e consultar sentados, fumando cachimbo, sempre numa ação de fixação e eliminação através de suaatravés de suade sua fumaça. Seus fluídos são fortes, porque fazem questão de "pegar bem" o aparelho e o cansam muito, principalmente pela parte dos membros inferiores, conservando-o sempre curvo. Falam compassado e pensam bem no que dizem. Os pontos cantados nos revelam uma melodia tristonha e um rítmo mais compassado, dolente, melancólico, traduzindo verdadeiras preces de humildade.

Axé a todos
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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