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terça-feira, 6 de julho de 2010

Refletiu a Luz Divina

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Refletiu a Luz Divina, com todo seu esplendor; Vem do Reino de Oxalá, Onde há paz e amor; Luz que refletiu na Terra, Luz que refletiu no Mar; Luz que veio de Aruanda, Para tudo iluminar; A Umbanda é paz e amor; É um mundo cheio de Luz; É força que nos da vida; E a grandeza nos conduz; Avante Filhos de fé, Com a nossa Lei não há; *Levando ao mundo inteiro, A Bandeira de Oxalá*.


A Umbanda é uma religião brasileira, nasceu em 15 de novembro de 1908, no distrito de Neves, em Niterói, estado do Rio de Janeiro, quando o médium Zélio Fernandino de Moraes incorporou o caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador desta maravilhosa religião. Pai Zélio, então com 17 anos de idade, sofria de paralisia e os médicos o desenganaram, por este motivo ele foi levado através de familiares à Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, lá revelou-se sua mediunidade. Seu Guia, o caboclo das Sete Encruzilhadas não foi aceito nas reuniões, pois naquela época os espíritas kardecistas pensavam que as manifestações de espíritos de negros (escravos) e índios, tratavam-se de manifestações de entidades 'inferiores', com pequeno grau de evolução, tese refutada totalmente nos dias de hoje. O fato contribuiu de forma extraordinária para o surgimento da nossa querida Umbanda, que  está presente nos 4 cantos do planeta e aqui no Brasil conta hoje com mais de 40.000 terreiros em funcionamento.

Os três fundamentos básicos da religião são: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Na Umbanda não existe cobrança de dízimo, esmola, doação ou paga por qualquer que seja o ritual ou trabalho realizado. Os terreiros, searas ou tendas, sobrevivem com donativos dos próprios membros da corrente e dirigentes, que de forma alguma obtém lucros ou vantagens sobre trabalhos espirituais. Quem não pratica a Umbanda como forma de caridade não está nela realmente inserido. Espiritualmente a caridade é regra inviolável para que as entidades, guias e Orixás estejam presentes as sessões, incorporados em seus aparelhos ou mesmo apenas no astral, vibrando energias sobre a assistência e corrente. Também não cremos no pecado, acreditamos sim na Lei do Retorno, faça o que deseja que façam a você. Pratique o bem e colherá bons frutos, se fizer o mal sofrerá, da mesma forma, as consequências.

Devido ao sincretismo religioso, ainda muitas vezes, a Umbanda é comparada ao Candomblé, porém tratm-se de religiões totalmente distintas. Na Umbanda não existe sacrifício de animais e os Orixás são apenas 7. No Candomblé podem-se ser identificados centenas de Orixás, que não incorporam e dão consultas como na Umbanda, curimbam transmitindo seu Axé enquanto as consultas são feitas através de oráculos consultados pelos dirigentes dos trabalhos. A identificação dos principais Orixás deve-se ao fato de ser o Candomblé a religião mais antiga, de que se tem conhecimento, praticada desde os primórdios da humanidade, até hoje aqui neste planeta. Os nomes são os mesmos simplesmente pelo fato de que são realmente estes os verdadeiros nomes dos Orixás criadores da Terra. Zambi, Deus, deidade suprema, inatingível aos mortais, tem este nome pelo fato de que é o primeiro nome pelo qual o ser humano se dirigiu a Ele. Entidades mais antigas nesta esfera confirmam a história, acrescentando que o homem deu este nome a Deus quando vislumbrou corpos celestes (meteoritos) que caiam na noite e por vezes zuniam, este zunido fazia-se ouvir como ZAMBI, no então silencioso planeta Terra. Maravilhado com o som e o espetáculo, o homem pré-histórico adotou o som que ouviu para designar o Ser Supremo e a palavra ecoou através dos milênios até os dias de hoje.

Os Orixás são as vibratórias cósmicas originais, responsáveis pela formação deste maravilhoso mundo mágico no qual vivemos, Zambi enviou através deles os 7 elementos necessários para a formação da Terra e das espécies, tornando possível a vida, como a conhecemos, diretamente ligada a Seu Reino, o Astral Superior. Por este motivo, a missão ficou a cargo de Oxalá, Orixá da Luz Divina, que distribuiu aos outros 6 Orixás os elementos da criação. Os espíritos, incriados e indestrutíveis, puderam então encontrar e se reencontrar nesta esfera, nosso planeta natal, encarnando e reencarnado juntos para desta forma evoluírem, chegando assim, a cada salto evolucional, mais próximos Do que hoje ainda lhes É Inatingível.

Os espíritos com maior grau de evolução, os Guias, ou entidades de Umbanda, como são mais popularmente conhecidos,  respondem cada qual a uma vibratória cósmica original, Orixá. São estes epíritos que trabalham na Lei de Umbanda fazendo a caridade e ajudando o homem em sua árdua tarefa evolutiva. Os guias, geralmente, são almas que já reencarnaram muitas vezes, acumulando assim um conhecimento ímpar, pois apesar de se apresentarem com imagem humilde são cientes e detentores de todo conhecimento acumulado durante estas passagens. A regra é que para trabalhar na Umbanda o espírito tenha vivido ao menos uma encarnação como preto (escravo) ou índio (caboclo), que são as entidades mais presentes nas consultas. Também temos outras lihas subordinadas as vibratórias cósmicas originais, nestas vemos diversas almas trabalhando na forma de arquétipos, como os que um dia já foram, e ainda trabalham, sendo: marinheiros, soldados romanos, apaches ou pele-vermelhas, ciganos, monges, padres, cangaceiros e boiadeiros, baianos e crianças. Estes arquétipos são roupagens utilizadas pelos guias para se apresentarem nos terreiros.

Estas entidades se manifestam através da mediunidade dos aparelhos, médiuns iniciados, comumente chamados pelas entidades de cavalos quando em desenvolvimento. A incorporação é a matriz dos trabalhos - ato pelo qual uma pessoa médium, inconsciente, consciente ou semi-consciente, permite que as entidades falem e canalizem energias cósmicas através de seu corpo físico e mental. Outra vertente da vibração cósmica é a presença nos trabalhos de elementais como: silfos, sereias e ondinas, yaras, silfos, duendes, gnomos e fadas..., sendo que estes seres são sempre ordenados e comandados pelos guias presentes aos trabalhos. Os guias têm sapiência e consciência da natureza humana e os atributos para que essa humanidade possa evoluir e seguir por um caminho melhor.

Existem em nosso país formas um pouco diferentes de os terreiros ou conglomerado de terreiros interpretarem e manifestarem a Religião de Umbanda. Os ritos diferem um pouco de casa para casa, porém quem já teve a oportunidade de conhecer estes diversos trabalhos pelo Brasil pode notar que existe na maioria uma começo, meio e fim de Gira (ritual) praticamente igual, bem parecido com o iniciado por Zélio de Moraes e pelo caboclo das Sete Encruzilhadas. Alguns utilizam atabaques, já outros, não utilizam instrumentos musicais, preferindo somente o ritmo das palmas e o cântico dos pontos cantados, porém na essência o trabalho realizado no Plano Espiritual é o mesmo. A verdade é que as casas que alteram a prática, com atos como a abolição/proibição do fumo e bebidas pelas entidades ou até mesmo cobrando por consultas, estão na contra-mão do movimento umbandista.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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