Páginas

Seja um seguidor e receba nosso axé

Pesquisar assuntos deste blog

Leia também neste site

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Abiku nascido para morrer



Àbíkú

N
um continente marcado pelos índices elevados de mortalidade infantil, encontrar uma explicação metafísica que ajude a lidar com o sentimento de perda torna-se uma necessidade cultural.


Leia mais em Mais Informações




Para o povo Yorúbà a mortalidade infantil era encarada de uma forma espiritual-divinizada. As crianças que morriam eram chamadas de «àbíkú», porque se acreditava que elas morriam e nasciam várias vezes. Àbíkú significa “nascido para morrer” – bi: nascer, ku: morrer. Quando uma mulher dava á luz sucessivos filhos que nasciam mortos ou morriam cedo, os yorúbàs acreditavam tratar-se da mesma criança.
A lenda (ìtan) diz que as crianças àbíkú são crianças que apreciam a escuridão, andar sozinhas pela beira dos rios ao pôr-do-sol ou pelas encruzilhadas. Por isso as mulheres grávidas não deviam sair à noite nem passar em encruzilhadas, pois se se cruzassem com uma criança àbíkú ela substituiria a criança que estava dentro da barriga. Eram crianças que prometiam voltar ao orùn dentro de um determinado prazo, por isso continuamente nasciam e morriam, acto que lhes dava bastante gozo. Só se continham perante um determinado amuleto usado para os evitar. Somente os bàbáláwo conheciam os segredos do controlo dos àbíkú. Para além dos feitiços dos bàbáláwo era importante dar à criança um nome que a prende-se à terra e aos familiares. Nomes como: Malomo (não vá mais embora), Durosinmi (fica e descansa comigo), Jokotimi (senta e fica comigo) ou Durojeye (fica e desfruta do mundo). Se mesmo assim a criança resolvesse morrer, i.e. ser àbíkú, no próximo nascimento davam-lhe um nome vergonhoso para o convencer a ficar, como Aja (cão, cachorro). Uma terceira via consistia em mandar embora o àbíkú e impedi-lo de voltar. Para isso cortavam-lhe todos os dedos antes de o enterrar, ou queimavam-no e atiravam-no ao rio. O folclore diz que se mesmo assim voltassem, voltariam sem os dedos ou com marcas de queimadura. Muitos, depois de tantos nascimentos, voltavam com perturbações mentais ou algum tipo de atraso, apenas com o intuito de tornar os pais infelizes. Por esse motivo, as crianças que nasciam com atrasos mentais eram consideradas àbíkú.




Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não somos donos da verdade, mas sim contribuintes a boa divulgação dos ensinamentos da Umbanda, caso tenha algo para acrescentar ou corrigir envie para nós.
Obrigado

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

Leia o Blog e Ouça este lindo Hino dos Orixás

Histórias dos Mestres

Aqui nosso E Mail mande sugestôes - espadadeogum@gmail.com

Pai Oxalá

Jesus

Conselheiros dos Guerreiros do Axé

Conselheiros dos Guerreiros do Axé
Pai Leonardo e Pai Emidio de Ogum

Rubens Saraceni e Leo das Pedreiras

Rubens Saraceni e Leo das Pedreiras
Pai Leo das Pedreiras

Eterno Mestre

Eterno Mestre
Este senhor ensinou a humildade e nunca usar um dom para ganhar algo em troca.

Mais de 10 milhões de Visitantes - Que nosso Pai Ogum ilumine seus caminhos

Pomba Gira

Oração de São Francisco por Maria Bethania

São Francisco

Oração a São Francisco