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domingo, 7 de agosto de 2011

Cargos e Hierarquia do Candomblé



Vamos falar um pouco sobre a hierarquia das Casas de Candomblé, neste pequeno contexto, colocamos as funções básicas:
Toda casa de santo prima pela organização e ainda mais pela hierarquia. A verdade é que, para uma Casa de Santo funcionar plenamente, fazendo crescer e solidificar seu Axé, é preciso atentar para essa organização e hierarquia.
Depois de iniciado, existe um longo caminho a ser percorrido pelo filho (a) de santo na vida religiosa. Ele (a) irá aprendendo aos poucos, pela observação e convivência, a lidar com as forças mágicas de seu orixá e dos demais e, assim, galgando os degraus da hierarquia religiosa.
Hierarquicamente, os postos e cargos são distribuídos através da ordem e vontade do Orixá reinante daquela Casa.
Depois de 1, 3, 5 e 7 anos de realizada a iniciação, ela deverá ser “confirmada” pelos rituais chamados de “obrigação” e que repetem o ritual da iniciação, incluindo as comidas para todos os orixás.
As obrigações dispensam apenas as despesas com roupas, contas e assentamentos do orixá. No deká, oferece-se, ainda, um animal de quatro pés para cada orixá que a pessoa cultue.
O mais importante em relação a todos estes cargos é que cada uma dessas pessoas, aqueles que tem a responsabilidade de um cargo, tenham um desempenho à altura da Cultura Afro, pois, com certeza, estarão lidando com cabeças e com vidas humanas. Não cabe vaidade, preocupações pessoais e outras coisas pequeninas. É um momento de concentração, dedicação, amor e respeito ao seu semelhante, que está ali recebendo o axé. Isso sim é importante: o axé, que, ao mesmo tempo em que está sendo passado para aquele que está recebendo as obrigações, certamente também está sendo absorvido por todos aqueles que estão trabalhando com carinho e amor ao Santo, em função do sacrifício.
ABIÃN – é o iniciante. Aquele que está dando os primeiros passos no candomblé. Ajuda no que é possível. Passou apenas pela pré-iniciação do bori.
ALABÊ – é uma espécie de chefe dos ogãns, que coordena, trabalha e atua na boa conduta dos demais tocadores. O Ogãm passa por dois estágios: o período de suspensão, quando ele é indicado pelo Santo da Casa, e o da confirmação, quando ele passa pelas obrigações. Também conhecidos (chamados) como “ogã de couro”.
AXOGUM – cargo masculino. É aquele que cuida dos animais a serem sacrificados para os Orixás e Encantados e aquele que sacrifica. Cabe a ele também abrir os bichos já sacrificados e separar os Axés (miúdos), além de tratar do couro e repassá-los aos Ogãns. Para se tornar um Axogum é preciso receber “mão de faca”. Também conhecido como “ogã de faca”.
BABÁ TEBEXÉ – é o encarregado de fazer evocações.
BABÁ-KEKERÊ ou YÁ-KEKERÊ – significa pai-pequeno ou mãe-pequena. São os segundos dentro da hierarquia de uma Casa de Santo. São os substitutos eventuais do Babalorixá ou Yalorixá. Eles têm a função de orientar, educar, mostrar o melhor caminho aos filhos da Casa. Para exercer o cargo é preciso que a pessoa seja feita no santo e que tenha no mínimo sete anos de santo feito.
BABALORIXÁ OU YALORIXÁ – é o cargo mais alto dentro de uma Casa de Santo. Ninguém está acima deste cargo. É quem zela do Orixá, inicia noviços, suspende e confirma Ogans, apresenta e confirma Ekedis, etc. É o ponto de equilíbrio, a cabeça de uma casa. É dele (ou dela) a palavra final sobre tudo que será realizado, pois é o Zelador (a) (pai/mãe), aquele que está mais próximo do Orixá regente daquela Casa. O tempo exato para que alguém assuma o cargo é de sete anos de iniciado, pois antes disso a pessoa não se encontra capacitada para iniciar outras pessoas no Culto.
DAGà e SIDAGà–.São os responsáveis pelo culto de Exú. Está sempre presente na cerimônia do Padê. É quem mantém a limpeza e organização na casa dos Exús.
EBOMI – título de senioridade que se dá a quem já tenha dado a “obrigação” de sete anos (deká) ou às pessoas que não entram em transe e se iniciam no candomblé, como é o caso dos ogãs e das ekedes. Eles agem na casa como irmãos mais velhos, orientando os mais novos. Os ebomis podem ocupar diferentes postos hierárquicos.
EKEDI – ebomi do sexo feminino que não incorpora orixá e em seu papel de mãe exerce a função de dama de honra do Orixá regente da casa. É dela a função de zelar, acompanhar, dançar, cuidar das roupas e apetrechos do Orixá da Casa, enxugar seu suor durante a dança (por isso trazem sempre uma toalha no ombro) além dos demais Orixás, dos filhos e até mesmo dos visitantes. O procedimento para se tornar Ekedi é o seguinte: primeiramente ela é apresentada e em seguida suspensa, como o Ogãn – e logo depois será confirmada, com as obrigações de Roncó.
GIBONÃM – responsável pelos abiãs recolhidos para a iniciação e pelos ensinamentos que este recebe durante o período de recolhimento. Também chamada de mãe criadeira. Fiscal de cerimônias. Porém, suas funções podem ser ampliadas, a critério do bablorixá.
IÁ-EFUN – é um cargo feminino. Cabe a ela o preparo do atim, ou seja, dos pós que irão dar o desenho da família. É aquela que vai pintar a Yaô nas saídas de santo. Para assumir este cargo é preciso ser iniciada no santo e ter no mínimo, sete anos de feitura.
IATEBEXÊ – cargo feminino, geralmente dado a uma ekede, que tem como função cantar para os orixás, no barracão ou fora dele. Apenas uma Ekede pode ocupá-lo pois alguém que virasse no santo poderia entrar em transe durante a festa e assim os cantos seriam interrompidos.
OGÃN – ebomi do sexo masculino, que não entra em transe. Não pode ser considerado, tão somente, o tocador de atabaques, é ele quem atua como uma espécie de fiscal, ajudando na coordenação dos rituais. São de competência do Ogãm a manutenção e preparação dos couros para os atabaques; coordenar os toques, entoando as cantigas dentro das seqüências corretas. Junto ao zelador (a), entoar as rezas feitas nas obrigações e demais ritos. Há vários ogãns com diferentes funções num terreiro.
OLOSSÃE OU BABALOSSÃE – cabe a ele (cargo estritamente masculino) – o recolhimento e escolha das ervas que vão entrar nos rituais. É quem procura, reza, cata e macera as ervas, num ritual de grande importância, pois sem as folhas nada pode ser feito dentro de uma Roça de Santo.
PEGÍ-RUNTÓ – é ele quem vai preparar todo o material (pemba, navalha, tesoura, obí, orobô – toda a mesa) para que o babalorixá e yalorixá possam desempenhar suas tarefas.
VODUMCI – são aqueles feitos com mais de três anos de iniciação. Trabalham para a manutenção da casa, além de ajudar os mais velhos nas atividades.
YABASSÊ – cargo feminino. É aquela que cuida, separa ingredientes e executa a comida do Santo. Chamada a cozinheira do Axé. Para exercer o cargo é preciso que a mulher seja iniciada no Santo e receba a autorização do zelador (a) para isso.
YALAXÉ – aquela que cuida dos axés dos orixás, como os pós, os pigmentos, as ferramentas e os “temperos” das comidas sagradas.
YAWÔS – indivíduos iniciados. Durante os sete primeiros anos de vida religiosa o iniciado recebe este nome.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
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