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domingo, 22 de abril de 2012

Mitologia Bantu






Mitologia Bantu



Queridos irmãos, vamos falar um pouco mais sobre o Candomblé, principalmente sobre a nação Bantu, com certeza um pouco mais de conhecimento a nossa querida religião afro.

Trazemos as referências dos Jinkisi/Mukixi e algumas referências aos Orixás yorubá mais conhecidos, mas entendemos estas semelhanças como caminhos, e não como individualidades.


Vejamos no Brasil quais os cultos que prevalecem nos candomblés Angola/Congo (com algumas variações de casa para casa ou de família para família de culto).


• Pambu Njila – Senhor dos caminhos e dos começos. Guardião das aldeias e que tinha seu culto geralmente nas suas entradas, tal qual o exu yorubá ou o Legbará Daomeano. Ou seja, o caminho é o mesmo, muda-se o nome, a língua, algumas tradições, mas a idéia é a mesma, então para se assimilar Exu com Pambu Njila, foi fácil, mas cada tradição mantem suas especificações, mesmo que troquem a língua falada ou o nome de um pelo outro.


• Tat´etu Hoxi Mukumbi / Nkosi Mukumbi – O leão. O devorador de almas, o guerreiro, o lutador, o forjador, o senhor do ferro. Ligado a causas sociais e de lutas. Daí associar este culto com o Ogum dos yorubás não foi difícil, pois o caminho mitológico é o mesmo. Achar que somente um povo africano cultuava o ferreiro e o guerreiro divino é no mínimo simplicista.


• Tat´etu Katendê - Senhor das florestas e das Jinsaba (plural de Nsaba) – a folha sagrada. Senhor das alquimias divinas. Senhor do retiro e da vida de ermitão nas florestas; às vezes também entendido como sendo uma Senhora, mas em geral mantém a idéia masculina. O caminho é o mesmo do Ossain dos Yorubá ou Ágüé dos Daomeanos. Então os mais velhos entenderam assim e trocavam um nome pelo outro...


• Tat´etu Mutakalambô / Mutakulamburungunzo (o mais velho) – O caçador divino que era responsável pela fartura e pela defesa da aldeia. O Caçador divino. Todos os povos antigos tinham o seu caçador e defensor divino que era responsável pela fartura e pela defesa da aldeia. O Caçador divino não é ninguém. Cada povo lhe entendeu de um jeito e lhe representou na sua cultura e na sua língua, mas faz parte do inconsciente coletivo de tempos imemoráveis. Também andam neste caminho,Nkongobila / Telekompenso. Estes caçadores bantu para se identificarem com qualquer outro caçador mitológico não foi difícil. Aí entra Ossosse os Odé dos Yorubá e até os caçadores ancestrais brasileiros, como caboclos, etc...


• Tat´etu Nsumbu / Kavungo – Senhor da terra. Do chão. É um nkisi Nsi. Tem caminhos com antepassados e une-se a eles para encaminhá-los. É o senhor da ráfia e das enfermidades... Como está no mesmo nível mitológico de Obaluaê/Omolu os mais velhos viram sua representação mitológica.


• Tat´etu Kindembu (Tempo) – Ligado ao tempo cronológico e mitológico. O Senhor das transformações o que guia o seu povo nômade através da sua bandeira branca, assim todos, por longe que esteja pode se unir ao líder, porque o mastro da sua bandeira é tão alto que pode ser visto de qualquer lugar. O que não deixa os caçadores perdidos (pois os Nkisis são, em sua natureza primeira todos caçadores e guerreiros, pois assim a aldeia e seus descendentes estariam garantidos). Nzara Ndembu (glória ao tempo). Ligado à ancestralidade, devido a sua ligação com Kaviungo. Este é o menos sincretizado, embora muitos o concebam como Iroko / Loko, da mitologia Gêge-nagô.


• Tat´etu Nzaazi – O raio sagrado. Ligado à justiça, ao fogo e de natureza arrojada. Mitologicamente cavalga os céus com seus 12 cães (raios) e executa a justiça. Neste caminho também anda Sango.


• Tat´etu Hongolo (Angorô) – O arco-íris, ligado aos movimentos de subida e descida das águas. Também identifica-se com a cobra sagrada que aparece em todas as mitologias antigas. Identificar este Mukixi/Nkisi com Bessém (que algumas famílias de angola no Brasil podem cultua-lo inclusive como um vodum mesmo, por herança, pois se somos brasileiros tudo que os nossos antepassados africanos trouxeram é nosso, por herança) ou Oxumarê, não foi nenhum sacrilégio. Hongolo, se lê angorô (arco Íris).


• Mamétu Mbambulucema /Matamba – Ligada aos ancestrais Yumbi (vumbi) e ao fogo, bem como aos fenômenos que vem no Duilo (céu), como tempestades, etc... É o caminho do Orissá Oiá.


• Mam´etu Ndandalunda – Nda = Senhora. Ndanda – Nobilíssima senhora, Rainha, princesa, Senhora de grande pretigio, cultuada na terra dos Lundas. Senhora de riquezas ligada ao ouro e aos dengos femininos, bem como a fertilidade e nascimento. Tem fortes ligações com Hongolo, devido ao movimento das águas. Não é nenhum sacrilégio identificá-la com a Yá Oxum dos Yorubá. Ndandalunda kissimbi, Ndandalunda kia Maza. Neste caminho também está Kissimbe, como Senhora das águas doces.


• Mam´etu Kaiá(la) /Nkaiá´- Senhora das águas. Nível mitológico das sereias. Das grandes mães mitológicas. Juntamente com Ndandalunda e Kissimbi se tornam as mães d´águas. Ver esta divindade identificada com Yemanjá não deveria causar nenhum espanto. Andam neste caminho Nkukueto e até Kissanga (que também é uma sereia).


• Mam´etu Nzumbá – Senhora do roxo. Senhora dos antepassados mistérios antigos. Senhora muito similar em sua mitologia a Nana Buruku. A mais antiga das mães. A mãe ancestral. A anterior a era dos metais e das grandes descobertas. Ligada ao culto da vida e da morte, por ser dela detentora destes segredos. 


• Tat´etu Nkassuté Lembá ´Lembarenganga´- O Senhor do Mulele Ndele (Pano branco). O Senhor ligado a criação. Embora também se manifeste como um guerreiro audaz (Nkassuté Lembá) , traz em seu caminho a representação dos muitos tempos passados e eternos, pois se apóia em um cajado ritual, que significa que Ele merece respeito por ser o mais Nkakulu (velho). Pembelê lembá (Eu te saúdo Lembá).


Como vimos, os mais velhos trouxeram cantigas, rezas, tudo em kibundo e kikongo (algumas também em Umbundo e outros dialetos). Muita coisa se perdeu até mesmo por haver a associação com as tradições bantu. Não que estas sejam mais certas ou mais erradas, mas que cada tradição deve ser mantida e respeitada, pois faz parte da história da própria humanidade, de como nos organizamos, como desenvolvemos outros falares, de como nos organizamos como sociedade, etc... e ao que parece, tínhamos um culto primitivo comum que com as distancias das eras e também geográfica


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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