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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ENTÃO É NATAL...e ANO NOVO TAMBÉM 2010


Aproximando-se o período natalino, parece que todos querem refletir uma imagem na qual não se amoldam.

É mesmo como diz o ditado popular: “Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento”.

Já adivinho, muitos a fecharem essa página, insultados como meu despautério, porém, se se despirem dos preconceitos enxergarão a verdade.

Vou tentar em poucas linhas demonstrar esse meu pensamento e para tal, usarei a letra de uma canção muito conhecida que tem como autores, dizem, John Lennon e Yoko Ono, atribuição errônea, já que se trata de canção da produção de Irving Berlin, composta em 1942, e seu título é, em inglês, White Christmas, ou seja, Natal Branco, cuja versão que escutamos sempre na voz da cantora Simone, trás como título Então é Natal.

Sanados esses erros vamos lá:

“Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez.”

Quantos hão de se perguntar o que fizeram? E olhem que não me refiro senão a nós mesmos, Espíritas.
Entra ano e sai ano, continuamos as mesmas pessoas com os mesmos pensamentos e falando em progresso ou evolucionismo... Como?
Se a época natalina evoca essa sensação de benignidade, não se traduz esta na verdade de muitos de nossos atos, ou pensamentos, sendo assim, é a nossa ação que nos envolve no manto da hipocrisia, do qual, urge, saiamos rapidamente.

“Então é Natal, a festa Cristã.
Do velho e do novo, do amor como um todo.”

Seria engraçadíssimo se não fosse tão entristecedor, vermos tantos de nós a entoar certas canções, sem nem mesmo saber a que elas se reportam.
Entre nós espíritas há muitos que acreditam piamente que haja, Jesus, nascido tal como conta a história, na verdade não é assim que a banda toca.

Um pouco de História antiga:

As comemorações festivas da passagem do natal vêm da distante Idade Média, quando a Igreja Católica introduziu o Natal em substituição a uma festa mais antiga do Império Romano, a festa do deus Mitra, que anunciava a volta do Sol em pleno inverno do Hemisfério Norte.
A adoração a Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, foi introduzida em Roma no último século antes de Cristo, tornando-se uma das religiões mais populares do Império.
A data conhecida pelos primeiros cristãos foi fixada pelo Papa Júlio 1º para o nascimento de Jesus Cristo como uma forma de atrair o interesse da população. Pouco a pouco o sentido cristão modelou e reinterpretou o Natal na forma e intenção.

Mais um cadinho de história:

Segundo o Evangelho de São Lucas, Maria deu à luz a seu filho em um estábulo, como demonstrado a seguir: "E deu à luz seu primogênito e O envolveu em panos, colocando-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem."

Mas parece que as declarações do Evangelho cristão de Mateus passaram, pelo menos aos olhos do público em geral, desapercebidas, a respeito da afirmativa de Mateus no sentido que o menino Jesus nascera numa casa de Belém, ou segundo o texto: "E como Jesus houvesse nascido em Belém da Judéia, nos dias do Rei Herodes, eis que uns Magos vieram do Oriente a Jerusalém dizendo: ‘Onde está aquele que nasceu Rei dos Judeus? Pois vimos sua estrela no Oriente e viemos adorá-Lo…’ E quando entraram na casa, viram o menino com sua mãe Maria e, prostrando-se, O adoraram."

Havia ainda, nos primeiros tempos do cristianismo, uma terceira versão a respeito do local exato do nascimento de Jesus, bastante baseada em uma informação que não consta das atuais crônicas cristãs, já que estas foram modificadas com o passar dos tempos.

No Concílio de Nicéia, realizado no ano de 325, Eusébio, o primeiro historiador Eclesiástico, pôs em debate o assunto referente ao lugar do nascimento de Jesus, determinado a pôr um fim definitivo às controvérsias. Eusébio declarou que Jesus não havia nascido numa casa ou num estábulo, mas em uma caverna. Declarou ainda que no tempo de Constantino, do local da caverna, se havia construído um magnífico templo para que os cristãos pudessem venerar o local onde nascera o Salvador.

No Evangelho apócrifo denominado Protevangelion, escrito por São Jaime, irmão de Jesus, encontramos uma referência à caverna, no seguinte e importante trecho: "Porém, de pronto, a nuvem se desfez em uma luz vivíssima na caverna, de modo que seus olhos a ela não puderam resistir".

Tertuliano, no ano 200, e São Jerônimo, no ano de 375, entre outros eminentes Patriarcas da Igreja Cristã, afirmaram que Jesus nasceu numa caverna e todos os pagãos da Palestina indicam, em sua terra, a caverna na qual nasceu o Infante cristão.

Por outra parte, o Cônego Farrar diz: "É tradição muito antiga que o verdadeiro lugar de nascimento do cristo foi uma caverna, e como tal era a todos mostrada, em sua época tão primitiva quanto a de Justino Mártir, no ano de 150."

Prosseguindo:

Não se tendo como certa nem a localidade onde ocorreu o nascimento do Rabi, há se ficar bem entendido que houve uma necessidade da igreja romana em assim dar a saber, e para tal toda uma estorinha foi contada com o fito principal de prodigalizar aquele que sendo o filho de Deus era, no entendimento da crença cristã, também um deus, tal como no ditado de hoje em dia quando escutamos: “Filho de peixe, peixinho é.”

Na verdade também não é assim.
Se para os peixes, seus filhos sejam peixinhos o julgamento esteja correto, para homens, Espíritos moralizáveis, a trajetória é diferente.
Há que se cumprir, toda uma extensa gama de progressos, até que, por nosso próprio trabalho e denodo, consigamos o mérito de sermos reconhecidos como seres moralizados.
Ora, se animais, tal como ensina a doutrina espírita, “progridem por força das coisas”, ao homem, um Espírito encarnado, toda essa caminhada pela senda do intelecto e da moral, é proposição da qual não se possa fugir.
Esta, entre várias, já nos basta como diferença a ser relacionada, não?

Voltando então à letra da canção;
Vê-se, que não seja somente do velho e do novo, e que não seja também, apenas nessa data em que se deva estender de amor à todos, mas sempre, a toda hora, a qualquer instante.
Por quê afirmo isso com tanta certeza?
Porque retiro essa certeza, em molde absoluto, da afirmação de um grande homem, e do mais sábios dos filósofos, Yoshua Ben David, ou Yoshua Bem Yussef, ou popularmente conhecido como Jesus.
Disse ele: “Amarás o teu próximo como se fosse a ti mesmo. Estão nesse mandamento, todas as doutrinas e todos os profetas.”
Compreendem a importância deste mandame?
Não é só para “inglês ver”, meus amigos, é para que seja cumprido extenuantemente e perseverantemente.
Mas, vivendo atribulado o espírito, mormente em mundos como este, no qual reencarnamos seguidas vezes, a carne, (matéria), ainda nos é um obstáculo de peso a ser transposto.
É dessa forma e por estar ainda dependente da matéria, que alguns, e não poucos homens, frustram todo o seu projeto reencarnatório, entravando o seu progresso e conduzindo a outros às vielas que os vão atrasar na marcha do progresso.
Se é certo que não haja arrastamento irresistível, por certo a ignorância em que vicejem as florações conscienciais desses tantos, serão a pedra de toque, ou o escolho maior onde terão fulcro suas “penas eternas”.

“Então bom Natal, e um ano novo também.
Que seja feliz quem, souber o que é o bem.”

Que todo aquele que leia a este possa, entretendo uma visão, mesmo que difusa, das revoluções que se alastram pelo planeta, ter um pensamento de esperança lançado ao espaço.
Não só no natal, mas no ano novo, carnaval, sete de setembro, e por que não no onze de setembro? Afinal, este pensamento em prol da união, do amor e da caridade recíprocos é que deve nortear o volume energético que irá sutilizar a psicoesfera planetária, fazendo menos denso nosso mundo, e facilitando nossa estada por aqui.
Se, nosso estágio moral ainda não nos permite conhecermos o Bem em toda sua majestade, que o que nos e dado de conhecer desse bem, seja o propulsor desse pensamento.

“Então é Natal, pro enfermo e pro são.
Pro rico e pro pobre, num só coração.
Então bom Natal, pro branco e pro negro.
Amarelo e vermelho, pra paz afinal.”

Que não sejam, as rimas dessa última estrofe, tidas como imagens de retórica vã. São elas o mais importante dos elos que irá unir num significado muito mais abrangente, a todos os seres viventes neste, ou em qualquer mundo dessa infindável multiplicidade de mundos, que a doutrina espírita nos mostra serem Habitados.


De tudo, por tudo, e do fundo do coração deste seu amigo de sempre, de minha família e em nome da Sala Filosofia Espírita, é que faço saber destas minhas conjecturas,
Muita paz.


Salve todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com

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