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quarta-feira, 10 de março de 2010

Iemanja a mais linda historia de amor




OS ENCANTOS E A DOÇURA DE
IEMANJÁ






O Brasil é orgulhoso do grande império de suas águas. 
Principalmente o mar, de todas as cores, matizes e luzes 
é o Grande Senhor da nossa costa, que penetrando por 
todos os lados desse imenso país, abraça nossa terra, 
em enseadas, golfos e baías.


Mas apesar de sua beleza, no mar há uma força maior,
 uma força que impera, que reina a Senhora absoluta de 
todas as águas, de tudo que vive na água e possa viver. 
Há sim, uma força que ordena e não pede, que manda 
e que decide sobre o vida dos pescadores, de todos que 
se aventurarem a entrar em seu território e de todos 
aqueles que têm vistas para alcançar o verde de seu mar.
Em cada canto desses mares, nas ondas dos surfistas, 
nas praias, nas cabanas dos pescadores, nos altos desses
 montes, Ela será sempre a Grande Senhora. Ninguém 
pode se atrever a dizer que não é vassalo servil do grande
 reino de Iemanjá. Porque de fato, Iemanjá é a Rainha 
das águas. A tranqüilidade na superfície do mar, ou a 
tempestade rugindo, as ondas quebrando-se sobre as 
embarcações ou sobre as praias, tudo é conduzido pela 
sua mão suprema.
Nada se altera, nada se faz ou se transforma, sem que 
seja sua vontade. Iemanjá de tantos poderes, de tantos
 nomes e tantos filhos, sempre foi exaltada por negros 
e brancos e seu culto se verifica de norte a sul no Brasil.




MITOLOGIA
LENDA  (Arthur Ramos)


Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, 
que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa 
união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá 
(yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. 
Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se 
unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um
 filho, Orungã.
Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo 
universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir 
de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode 
renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, 
certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se 
a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a  correr, 
perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la 
quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. 
Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. 
Dos enormes seios brotaram duas correntes de 
água que se reúnem mais adiante até formar um 
grande lago. E do ventre desmesurado, que se 
rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus 
dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, 
deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; 
Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; 
Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá;
 Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos 
caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus
 da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola
; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.
Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá 
(Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) 
e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).
Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum
e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve 
uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães,
sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas 
Senhoras católicas, as iaras ameríndias.
A Lenda tem um simbolismo muito significativo, 
contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua
 (fundaram o Aiê, o "mundo em forma"), surgiu uma
 poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento
 líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de 
Iemanjá.
Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas 
e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá 
das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho 
de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.
Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes 
e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava
 seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.
Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o 
rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber
 seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado 
em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma
 insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar 
sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos 
leitos onde as massas de águas se assentam e se 
acomodam.
Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no 
cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, 
ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma 
jóia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste 
de existência solitária que buscava companhia. 
Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou 
de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente 
adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, 
adorou a companhia real, mas continuou seu 
caminho, ora crescente, ora minguante..., mas 
sempre cheia de amor para ofertar.
A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes 
e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura
 de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, 
deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer 
encantamentos em todas as praias, rios e lagos,
 apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas 
entre outros.
Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe 
Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, 
mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento 
de que "é dando que se recebe".




IEMANJÁ ABRASILEIRADA

Iemanjá, a Rainha do Mar e  Mãe de quase todos 
os Orixás, é umaDeusa abrasileirada, sendo 
resultado da miscigenação de elementos europeus, 
ameríndios e africanos.


É um mito de poder aglutinador, reforçado pelos 
cultos de que é objeto no candomblé, principalmente 
na Bahia. É também considerada a Rainha das 
Bruxas e de tudo que vem do mar, assim como 
é protetora dos pescadores e marinheiros. 
Governa os poderes de regeneração e pode 
ser comparada à Deusa Ísis.
Os grandes seios ostentados por Iemanjá, 
deve-se à sua origem pela linha africana, aliás, 
ela já chegou ao Brasil como resultado da fusão 
de Kianda angolense (Deusa do Mar) e Iemanjá 
(Deusa dos Rios). Os cabelos longos e lisos 
prendem-se à sua linhagem ameríndia e é em 
homenagem à Iara dos tupis.



De acordo com cada região que a cultua recebe diversos
 nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, 
Inaê, Mucunã, Janaína. Sua identificação na liturgia
católica é: Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora 
dos Navegantes,  Nossa Senhora da Conceição, Nossa 
Senhora da Piedade e Virgem Maria.
Do mesmo modo que varia seu nome, variam também 
suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por exemplo 
é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora 
das Candeias. Mas já no Rio de Janeiro é dia 31 de 
dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas
 também diferem, mais a maioria delas consiste em 
pequenos presentes tais como: pentes, velas, sabonetes,
 espelhos, flores, etc. Na celebração do Solstício de Verão, 
seus filhos devotos vão às praias vestidos de branco e 
entregam ao mar barcos carregados de flores e presentes. 
Às vezes ela aceita as oferendas, mas algumas vezes 
manda-as de volta. Ela leva consigo para o fundo do 
mar todos os nossos problemas, aflições e nos trás sobre 
as ondas a esperança de um futuro melhor.


COMO É IEMANJÁ?



Iemanjá apresenta-se logo com um tipo inconfundível 
de beleza. No seu reinado, o fascínio de sua beleza é 
tão grande como o seu poder. Ora é de um encanto 
infinito, de longos cabelos negros, de faces delicadas, 
olhos, nariz e boca jamais vistos, toda ela graça e 
beleza de mulher.
Outras vezes, Iemanjá continua bela, mas pode 
apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade 
peixe, as sereias dos candomblés do caboclo. Como 
um orixá marítimo, ela é a mais prestigiosa entidade 
feminina dos candomblés da Bahia, recebe rituais de 
oferendas e grandes festas lhe são dedicadas, indo 
embarcações até o alto-mar para lhe atirar mimos e 
presentes. Protetoras das viagens e dos marinheiros, 
obteve o processo sincrético, passando a ser a Afrodite 
brasileira, padroeira dos amores, dispondo sobre uniões,
 casamentos e soluções amorosas. Quem vive no mar ou 
depende de amores é devoto de Iemanjá. Convergem 
para ela orações e súplicas no estilo e ritmos católicos.
Mas o que importa seus nomes, suas formas e aparência,
 se nada modifica a força de seu império, senão altera a 
grandeza do seu reinado?
Queixas são contadas a Iemanjá, esperanças dela provêm,
planos e projetos de amor, de negócios, de vingança, 
podem ser executados caso ela venha a dar seu 
assentimento.



Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, 
mas maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da 
divindade das águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que 
tentaram seduzir Ulisses, às Mouras portuguesas, 
à Mãe D'água dos iorubanos, ao nosso primitivo 
Igpupiara, às Iaras, ao Boto, até Iemanjá. E, neste
 longo caminhar, a própria personalidade desta Deusa, 
ligada anteriormente à morte, apresenta-se agora como
 protetora dos pescadores e garantidora de boa pesca, 
sempre evoluindo para transformar-se na deusa 
propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros
 e para todos que nesta terra de Sol e Mar habitam.



DEUSA LUNAR DA MUDANÇA


A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda 
a vida por estar ligada diretamente ao elemento 
água. É Iemanjá que preside todos os rituais do
 nascimento e à volta as origens, que é a morte. 
Está ainda ligada ao movimento que caracteriza 
as mudanças, à expansão e o desenvolvimento.
É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável
pela identificação que as mulheres experimentam 
de si mesmas e que as definem individualmente.
Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada 
na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a 
individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser
 separado, deixando somente o que é necessário para 
que se apresente a individualidade.
Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante 
que permite a discriminação ordenativa, mas que 
também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão
 e à morte.
Em sua dança, Iemanjá coloca a mão na cabeça, 
um ato indicativo de sua individualidade e por isso, 
é chamada de"Yá Ori", ou "Mãe de Cabeça". 
Depois ela toca a nuca com a mão esquerda e a 
testa com a mão direita. A nuca é símbolo do 
passado dos homens, ao inconsciente de onde 
todos nós viemos. Já a testa, está ligada ao 
futuro, ao consciente e a individualidade.
A dança de Iemanjá pode ser percebida como 
uma representação mítica da origem da humanidade,
 do seu passado, do seu futuro e sua individualização 
consciente. É essa união antagônica que nos dá o 
direito de vivermos o "aqui" e o "agora", pois sem 
"passado", não temos o "presente" e sem a continuidade 
do presente, não teremos "futuro". Sugere ainda, que a 
totalidade está na união dos opostos do consciente com 
o inconsciente e dos aspectos masculinos com os femininos.
Como Deusa Lunar, Iemanjá tem como principal 
característica a "mudança". Ela nos ensina, que 
para toda a mulher, o caráter cíclico da vida é a 
coisa mais natural, embora seja incompreendido 
pelo sexo masculino.
A natureza da mulher é impessoal e inerente a ela 
como um ser feminino e altera-se com os ciclos da 
lua: fase crescente, cheia, meia-fase até a lua obscura. 
Essas mudanças não só se refletem nas marés, mas 
também no ciclo mensal das mulheres, produzindo
um ritmo complexo e difícil de entender. A vida física
 e psíquica de toda a mulher é afetada pela revolução 
da lua e a compreensão desse fenômeno nos propicia
o conhecimento de nossa real natureza instintiva. 
Em poder desse conhecimento, podemos domesticar
 com o esforço consciente as inclinações cíclicas que 
operam-se a nível inconsciente e nos tornarmos não 
tão dependentes desses aspectos escondidos de nossa
 natureza semelhante aos da lua.


ARQUÉTIPO DA MATERNIDADE
Iemanjá é por excelência, arquétipo da maternidade. 
Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros orixás. 
É tão generosa quanto as águas que representa e cobrem 
uma boa parte do planeta.
 Iemanjá é o útero de toda a vida, elevada à posição 
principal da figura materna no panteão de iorubá 
(Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa Senhora e a
 Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica 
na função materna que representa. É a Deusa da 
compaixão, do perdão e do amor incondicional. 
Ela é "toda ouvidos" para escutar seus filhos e 
os acalenta no doce balanço de suas ondas. 
Ela representa as profundezas do inconsciente, 
o movimento rítmico, tudo que é cíclico e repetitivo. 
A força e a determinação são suas características 
básicas, assim como o seu gratuito sentimento de 
amizade.



Como Deusa da fecundidade, da procriação, da 
fertilidade e do amor, Iemanjá é normalmente 
representada como uma mulher gorda, baixa, 
com proeminentes seios e grande ventre. Pode, 
também como já falamos, aparecer na forma 
de uma sereia. Mas, não importando suas 
características, ela sempre se apresentará 
vinculada ao simbolismo da maternidade.

Iemanjá surge nas espumas das ondas do mar 
para nos dizer que é tempo de "entrega". 
Você está carregando em seus ombros um 
fardo mais pesado do que possa carregar? 
Acha que deve realizar tudo sozinha(o) e 
não precisa de ninguém? Você é daquelas 
pessoas que "esmurra ponta de prego" e 
quer conseguir seu intento nem que tenha 
que usar à força? Pois saiba que a entrega não 
significa derrota. Pedir ajuda também não é 
humilhação, a vida tem mais significado 
quando compartilhamos nossos momentos 
com mais alguém. Geralmente esta entrega 
ocorre em nossas vidas forçosamente. Se dá
naqueles momentos em que nos encontramos
no "fundo do poço", sem mais alternativas 
de saída, então nos viramos e entregamos 
"à Deus" a solução. E, é exatamente nesta 
hora que encontramos respostas, que de 
maneira geral, eram mais simples do que 
imaginávamos. A totalidade é alimentada 
quando você compreende que o único 
modo de passar por algumas situações 
é entrega-se e abrir-se para algo maior.
Quando abrimos uma brecha em nosso coração 
e deixamos que a Deusa atue em nós, alcançamos
o que almejamos. Entrega é confiança, mas tente 
pelo menos uma vez entregar-se, pois lhe asseguro 
que a confiança virá e será tão cega e profunda 
quando a sua desconfiança de agora. 
O seu desconhecimento destes valores, 
 escondem a presença de quem pode lhe 
ajudar e provocam sentimentos de ausência
 e distância. Não somos deuses, mas não 
devemos nos permitir viver à sombra deles.
RITUAL DE ENTREGA (só mulheres)
Você deve fazer este ritual numa praia, em 
água corrente e até visualizando um destes 
ambientes. Primeiro mentalmente viaje até 
seu útero, no momento do encontro se concentre. 
Respire profundamente e leve novamente sua 
consciência para o útero. Agora respire pela vulva. 
Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, 
entre nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça 
o barulho das ondas no seu eterno vai-e-vem.
Chame então a Iemanjá para que venha encontrá-la. 
Escolha um lugar onde você puder boiar tranqüilamente 
e com segurança. Sinta as mãos da Iemanjá acercando-se 
de você. Abandone-se em seu abraço, ela é mãe muito 
amorosa e espetacular ouvinte. Renda-se aos seus 
carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz. 
Você está precisando revigorar sua vida amorosa, 
procura um emprego ou um novo amor? Faça seus
 pedidos e também lhe fale de todas suas angústias 
e aflições. Deixe que Iemanjá alivie os fardos que 
carrega. Ela carregará consigo para o fundo do 
mar todos os seus problemas e lhe trará sobre 
as ondas a certeza de dias melhores, portanto 
abandone-se à imensidão do mar e do seu amor.
Quando estiver pronta para voltar, agradeça a Iemanjá 
por estes doces momentos passados com ela. 
Então estará livre para voltar à praia, sentindo-se
 mais leve, viva e purificada.


OUTROS DADOS:


SAUDAÇÃO: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!
MINERAL: Prata e platina.
DIMENSÃO ESOTÉRICA: Ocupa o primeiro raio 
juntamente com a orixá Nanã.
DIA DA SEMANA; Segunda-feira.
ERVAS PARA BANHO E DEFUMAÇÃO: Jasmim, 
araticum-da-praia, folha-da-costa, graviola, capeba, 
mãe-boa, musgo marinho encontrado nas pedras 
marinhas, alcaparra, entre outras.
PLANETA: Lua
COR DA GUIA: Contas brancas cristalinas ou 
azul claras.
BEBIDAS: Água de coco, mel, água salgada ou 
potável, champanha e suco de suas próprias 
ervas e frutos.
FLORES: Rosas e palmas brancas.
COMIDAS: Canjica branca, peixe fritos, arroz,
arroz-doce com mel, acaçá, pudim, etc.
FRUTOS: Mamão, graviola, uvas brancas, melancia.




Texto pesquisado e desenvolvido por
Rosane Volpatto


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